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DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
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cu los cere brais 
(PC). No dien cé falo, estão indi ca dos o corpo geni cu lado late ral (CGL), o trato óptico (TOP), o quiasma 
 óptico (QO) e os cor pos mami la res (CM). No telen cé falo, pode ser visto o trato olfa tó rio (TO). Os doze 
ner vos cra nia nos, com exce ção do nervo olfa tó rio (I) estão tam bém indi ca dos nesta figura. 
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Estas pro je ções podem ser vis tas super fi cial mente 
e se apre sen tam como braço do colí culo infe rior 
e braço do colí culo supe rior, res pec ti va mente. Na 
parte ven tro la te ral de cada lado sobres sai-se a subs-
tân cia negra. O colí culo supe rior está cri ti ca mente 
envol vido no con trole dos movi men tos ocu la res; o 
colí culo infe rior con tém relês impor tan tes de vias 
audi ti vas. A substância cin zenta peria que du tal, 
atra vés de sua parte dor sal, é res pon sá vel pela inte-
gra ção de com por ta men tos defen si vos, e atra vés 
de sua parte ven tral par ti cipa dos meca nis mos de 
con trole da dor. Ainda des ta cam-se na linha média 
do mesen cé falo ven tral, os cha ma dos núcleos da 
rafe, ori gem da iner va ção sero to ni nér gica do SNC. 
As vias sero to ni nér gi cas par ti ci pam de inú me ros 
pro ces sos com por ta men tais impor tan tes; as vias 
ascen den tes atuam na regu la ção do sono, com por-
ta mento emo cio nal e ali men tar e as vias des cen-
den tes estão envol vi das na regu la ção da dor.
A subs tân cia negra em fun ção de sua cone xão 
recí proca com os núcleos da base tem sido consid-
erada uma estrutura funcionalmente a eles relacio-
nada e como tal está envol vida no con trole da ati vi-
dade dos mús cu los esque lé ti cos.
Além de neu rô nios orga ni za dos em núcleos bem 
defi ni dos que iner vam mús cu los, glân du las e vís-
ce ras, o tronco encefálico tam bém con tém neu rô-
nios orga ni za dos fun cio nal mente, mas sem for mar 
 núcleos bem defi ni dos entre mea dos por fibras de 
pas sa gem. Estes neu rô nios cons ti tuem a for ma ção 
reti cu lar (do latim reti cu lum). Eles têm uma fun ção 
única no SNC que é a regu la ção da ati vi dade cere-
bral envol vida com os níveis de alerta e aten ção.
O tronco ence fá lico tam bém con tém os núcleos 
dos 12 pares de ner vos cra nia nos, com a exce ção do 
I (nervo olfa tó rio) e do II (nervo óptico). Os ner vos 
cra nia nos estão rela cio na dos a três fun ções prin ci-
pais: iner va ção sen so rial e motora da cabeça e pes-
coço; iner va ção dos órgãos dos sen ti dos; iner va ção 
paras sim pá tica dos gân glios auto nô mi cos que con-
tro lam impor tan tes fun ções vis ce rais, tais como a 
res pi ra ção, pres são arte rial, fre qüên cia car díaca e 
deglu ti ção. Eles são nume ra dos na seqüên cia ros tro-
cau dal em que per fu ram a dura-máter em dire ção a 
seus alvos. Alguns são exclu si va mente sen so riais 
como o I (nervo olfa tó rio), o II (nervo óptico) e o VIII 
(nervo ves tiíbu lo- co clear). Outros são pura mente 
moto res, como o são o III (ocu lo mo tor), o IV (tro-
clear), o VI (abdu cente), o XI (nervo aces só rio) e o 
XII (hipo glosso). Os res tan tes são mis tos, isto é for-
ne cem iner va ção motora e sen so rial, como é o caso 
dos nervos V (tri gê meo), VII ( facial), IX (glos so fa-
rín geo) e X (vago). Os locais de emer gên cia desses 
nervos podem ser visualizados na Fig. 1.7. 
1.5. CERE BELO
Como já assi na lado ante rior mente, o cere belo 
não é parte do tronco encefálico, mas em fun ção 
de sua posi ção ana tô mica, para efeito de clas si fi-
ca ção, ele é nor mal mente agru pado com a ponte, 
inte grando o meten cé falo. Conecta-se à ponte pelos 
pedún cu los cere be la res supe rio res, médios e infe-
rio res. O cere belo é cons ti tuído pelo vermis e dois 
hemis fé rios cere be la res. Os hemis fé rios cere be la-
res con sis tem do cór tex cere be lar e núcleos cere be-
la res pro fun dos (den teado, embo li forme, glo boso 
e fas ti gial). O cere belo desem pe nha um impor-
tante papel na regu la ção dos movi men tos finos e 
com ple xos, bem como na deter mi na ção tem po ral e 
espa cial de ati va ção dos mús cu los durante o movi-
mento ou no ajuste pos tu ral. Pro jeta-se reci pro-
ca mente para o cór tex cere bral, sis tema lím bico, 
 tronco encefálico e medula espi nal. 
1.6. DIEN CÉ FALO
É cons ti tuído pelo tálamo, sub tá lamo e hipo tá-
lamo. As Figs. 1.7, 1.8, 1.9 e 1.10 (págs. 9, 11, 13 e 
14) ilus tram a rela ção espa cial das estru tu ras dien ce-
fá li cas com as demais estru tu ras do SNC. 
1.6.1. Tálamo e Sub tá lamo 
O tálamo (em grego sig ni fica \u201cantecâmara\u201d) pro-
cessa e fun ciona como relê das infor ma ções sen so-
riais pro ve nien tes das regiões mais cau dais do sis tema 
ner voso e que se diri gem para o cór tex cere bral. Os 
 núcleos talâ mi cos esta be le cem cone xões com o cór tex 
cere bral atra vés da cáp sula interna, um feixe volu moso 
de fibras que leva e traz a maio ria das infor ma ções dos 
hemis fé rios cere brais. Assim, a cáp sula interna con-
tém a con ti nua ção ros tral das vias afe ren tes pri má rias, 
como tam bém as vias des cen den tes cór ti co -pon tina, 
cór ti co- bul bar e cór ti co-es pi nal. Uma ter mi no lo gia 
comum, mas bas tante com plexa, tem sido uti li zada 
pelos neu roa na to mis tas para clas si fi car os vários 
 núcleos talâ mi cos. Os núcleos ante rio res são núcleos 
de pro je ção espe cí fi cos que par ti ci pam na regu la ção 
da emo ção por trans por ta rem infor ma ção do tálamo 
para o giro do cín gulo (uma estru tura do sis tema lím-
bico). Os núcleos ven tral ante rior e ven tral inter mé-
dio são núcleos de pro je ção que rece bem afe rên cias 
moto ras do globo pálido e cere belo, res pec ti va mente, 
e se pro je tam para o cór tex do lobo frontal. O núcleo 
ven tral pós tero-late ral recebe as afe rên cias sen so-
riais (dor, tem pe ra tura, pres são e tato) dos lem nis cos 
 medial e espi nal, e envia pro je ções para o giro pós-cen-
tral. O núcleo ven tral pós tero- medial recebe fibras do 
Neuroanatomia
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Nota
Núcleos anteriores: sistema límbico
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Nota
Núcleos ventrais e laterais: sensibilidade geral e motricidade
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Diencéfalo
lem nisco tri ge mi nal sendo, por tanto, um relê de vias 
sen si ti vas, mas referente à sen si bi li dade da cabeça. 
Os núcleos dor so la te rais são núcleos de asso cia ção, 
e pro je tam-se para o cór tex de asso cia ção. O núcleo 
dor so me dial é reci pro ca mente iner vado pelo cór tex 
pré-fron tal e recebe afe rên cias de outros núcleos 
talâ mi cos e da amíg dala. Os núcleos intra la mi nar 
e reti cu lar são núcleos talâ mi cos não espe cí fi cos, 
isto é, pro je tam-se difu sa mente para o cór tex. Estão 
prin ci pal mente conec ta dos ao sis tema ati va dor reti-
cu lar ascen dente (SARA). Os núcleos geni cu la dos 
 medial e late ral estão situa dos na mar gem pos te rior 
do tálamo e medeiam, res pec ti va mente, infor ma-
ções audi ti vas pro ve nien tes do colí culo infe rior, 
e informações visuais, pro ve nien tes da retina. A 
glân dula pineal situa-se no epitálamo e secreta o 
hor mô nio mela to nina. O sub tá lamo situa-se cau-
dalmente ao tála mo e late ralmente ao hipo tá lamo. 
Como se loca liza na tran sição com o dien cé falo, 
algu mas estru tu ras me sen ce fá li cas, como o núcleo 
rubro, a subs tân cia negra e a for ma ção reti cu lar, se 
esten dem até o sub tá lamo. A formação reticular 
Fig. 1.8 -