BasesBiológicasdoCpto
252 pág.

BasesBiológicasdoCpto


DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Foto gra fia do tronco ence fá lico humano, em 
vista dor sal, conec tado ao dien cé falo. Está tam-
bém mos trada parte do telen cé falo. De baixo 
para cima, estão indi ca dos no tronco ence fá-
lico, os tubér cu los grá cil (G) e cunei forme (C), 
o 4o ven trí culo (IV), os pedún cu los cere be la res 
supe rio res (PS), médios (PM) e infe rio res (PI), 
o IV nervo cra niano, os colí cu los infe rio res 
(CI) e colí cu los supe rio res (CS). Estão ainda 
indi ca dos o tálamo (T), a cáp sula interna (Ci), 
e a cabeça do núcleo cau dado (NC). 
vai cons ti tuir a zona incerta do sub tá lamo. O prin-
ci pal com po nente do sub tá lamo é o núcleo sub ta-
lâ mico de Luys, envol vido na regu la ção da pos tura 
e do movi mento. Lesões desse núcleo resul tam em 
uma sín drome típica deno mi nada hemi ba lismo, 
carac te ri zada por movi men tos anor mais invo lun-
tá rios das extre mi da des e do tronco.
1.6.2. Hipo tá lamo e Hipó fise 
 O hipo tá lamo está situado ven tral mente ao 
 tálamo e cons ti tui menos que 1% do volume total do 
encéfalo, mas con tém um grande número de cir cui-
tos neu ro niais rela cio na dos às fun ções vitais. Estes 
cir cui tos regu lam a tem pe ra tura cor po ral, fre qüên-
cia car díaca, pres são arte rial, osmo la ri dade san güí-
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Nota
Núcleos mediais: SARA, sono e vigília
LIH
Nota
Núcleos posteriores: visão e audição
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
nea, inges tão de ali mento e água. Os meca nis mos 
hipo ta lâ mi cos agem em con junto no sen tido de pre-
ser var as con di ções cons tan tes do meio interno, um 
pro cesso deno mi nado de homeos ta sia por Can non, 
asse gu rando as con di ções neces sá rias para uma 
vida livre e inde pen dente. O hipo tá lamo exerce sua 
influên cia sobre os meios interno e externo, atra vés 
de três sis te mas: o sis tema endó crino (con tro lando 
as fun ções da hipó fise), o sis tema ner voso au tô-
nomo (ori gi nando o sis tema sim pá tico e paras sim-
pá tico) e o sis tema moti va cio nal (através de suas 
co ne xões com outras es tru tu ras que cons ti tuem o 
sis tema lím bico).
O hipo tá lamo pode ser divi dido em qua tro regiões: 
a) região ante rior, que con tém os núcleos pré- óptico, 
supra-óptico e para ven tri cu lar; b) região medial, 
que con tém os núcleos ven tro me dial, dor so me dial, 
 núcleo tube ral, núcleo arqueado e núcleo peri ven tri-
cu lar; c) região pos te rior, con tendo os núcleos pos te-
rio res e os núcleos mami la res; d) região late ral, que 
con tém o núcleo hipo ta lâ mico late ral. Cru zando o 
hipo tá lamo late ral encon tra-se o feixe pro sen ce fá-
lico medial, que se ori gina no tronco ence fá lico e 
pro jeta-se para várias regiões do pro sen cé falo.
A hipó fise é constituída pela hipó fise ante rior 
(ade no-hipó fise), a pars inter me dia e pela hipó fise 
pos te rior (neu ro-hipó fise). Neu rô nios da região 
 medial do hipo tá lamo, na sua por ção basal, secre-
tam hor mô nios regu la do res que caem no sis tema 
porta-hipo fi sá rio, rede de vasos san güí neos loca li-
zada na emi nên cia média, que conecta o hipo tá lamo 
à hipó fise ante rior ou ade no-hipó fise. Uma vez na 
adeno-hipó fise, estas subs tân cias vão faci li tar ou 
ini bir a libe ra ção dos hor mô nios aí pro du zi dos 
que, nor mal mente, atuam na regu la ção do fun cio-
na mento das glân du las sexuais, da tireóide, do cór-
tex adre nal, do cres ci mento ósseo, etc. O trato supra-
óptico hipofisário contém os axônios dos núcleos 
12
Neuroanatomia
Fig. 1.9 - Fotografia do cérebro humano, apresentado pela face inferior, face súpero-lateral e face 
medial. T- = telen cé falo, P = ponte, B = bulbo, C = cere belo, PO = pólo occi pi tal, PF = pólo 
fron tal, PT = pólo tem po ral, CC = corpo caloso, D = dien cé falo, M = mesen cé falo.
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
LIH
Realce
13
Telencéfalo
supra-óptico e paraventricular que se pro je tam para a 
neuro-hipó fise, onde libe ram vaso pres sina e oci to-
cina na dre na gem venosa da hipó fise. O hipo tá lamo 
e a hipó fise fun cio nam como um sis tema de inte-
gra ção e saída para todo o SNC. A rela ção entre as 
fun ções hipo ta lâ mi cas e hipo fi sá rias fica evi dente 
 quando obser va mos que certos dis túr bios endó cri-
nos cur sam com sin to mas psi quiá tri cos e que alguns 
dis túr bios psi quiá tri cos são acom pa nha dos de per-
tur ba ções endó cri nas.
1.7. TELEN CÉ FALO
Telen cé falo é o nome dado aos hemis fé rios 
cere brais. O telen cé falo pre do mina nos ver te bra-
dos supe rio res e apre senta-se sob a forma de dois 
gran des hemis fé rios cere brais, sepa ra dos pela fis-
sura lon gi tu di nal supe rior. Cada hemis fé rio pos sui 
três pólos: fron tal, tem po ral e occi pi tal e três faces: 
infe rior, súpero-late ral e medial (Fig. 1.9). Abaixo 
do cór tex cere bral exis tem diver sos agru pa men tos 
orga ni za dos de neu rô nios e fei xes de fibras cons ti-
tuindo as estru tu ras sub cor ti cais. As prin ci pais são 
o corpo caloso, o fór nix, a área septal, o hipo campo, 
a amíg dala e os núcleos da base.
1.7.1. Cór tex Cere bral
O cór tex forma a super fí cie com cir cun vo lu ções 
do cére bro em homens e ani mais supe rio res. Con-
siste em cama das múl ti plas de neu rô nios inter co-
nec ta dos de forma com plexa. É a estru tura mais 
nova do cére bro em ter mos evo lu cio ná rios (neo cór-
tex) e é bem desen vol vida somente em mamí fe ros. 
O neo cór tex repre senta a maior parte do cére bro 
 humano e con tém, apro xi ma da mente, dez bilhões 
de neu rô nios.
O cór tex é sub di vi dido em fron tal, parie tal, tem-
po ral e occi pi tal, em fun ção dos sul cos cere brais e de 
algu mas linhas arbi trá rias que seguem apro xi ma da-
mente a mesma divi são da topo gra fia óssea. Uma fis-
sura cha mada de cen tral separa o lobo fron tal do lobo 
parie tal. O lobo parie tal é sepa rado do lobo occi pi tal 
pelo sulco parie to-occi pi tal, que está pre sente ape nas 
nos aspec tos me diais dos hemis fé rios. Sepa rando o 
lobo tem po ral dos lobos fron tal e parie tal encon tra-se 
outra fis sura cha mada de fis sura late ral ou de Sylvius 
(Fig. 1.9).
O sulco cen tral ou de Rolando é ladeado por dois 
giros cor ti cais para le los. O giro ante rior loca liza-se 
no lobo fron tal e é cha mado de giro pré-cen tral. O 
giro pos te rior loca liza-se no lobo parie tal e é cha-
mado de giro pós-cen tral. O giro pré-cen tral é o 
cen tro cor ti cal pri má rio da motri ci dade volun tá ria, 
e o giro pós-cen tral cons ti tui a área cor ti cal sen so-
rial pri má ria, somes té sica ou somato-sen so rial. O 
cór tex visual pri má rio está loca li zado na parte mais 
pos te rior do cór tex occi pi tal, e o cór tex audi tivo pri-
má rio está situado no lobo tem po ral, no giro tempo-
ral transversal de Heschl (Figs. 1.9 e 1.10)
Todas as áreas pri má rias são topo gra fi ca mente 
arran ja das de forma a exis tir uma repre sen ta ção sis-
te má tica e orde nada no cór tex das dife ren tes par tes 
do corpo, das dife ren tes for mas de esti mu la ção audi-
tiva e das diver sas áreas do campo visual. Lesões des-
tes sítios cor ti cais levam a défi cits alta mente espe-
cí fi cos, tais como cegueira para uma deter mi nada 
área do campo visual, perda audi tiva sele tiva, perda 
da sen sa ção de uma parte do corpo ou uma para li sia 
loca li zada de um mem bro ou de um grupo mus cu lar. 
A exten são dos danos deter mina o tama nho da perda 
sen so rial ou o défi cit motor. Mar geando as áreas sen-
so riais ou moto ras pri má rias estão as áreas cor ti cais 
de asso cia ção que, como o nome indica, ser vem para 
conec tar as fun ções sen so riais e moto ras. Estas áreas