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DisciplinaBases Neurais de Processos Psicológicos9 materiais75 seguidores
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lâmi nas del ga das de subs tân cia ner vosa, uma 
de cada lado, compreendendo a parede medial do 
corno anterior do ventrículo lateral.
1.7.3. Área septal e Hipo campo
Estas duas estru tu ras são aqui con si de ra das em 
conjunto, pri meiro por que man têm estreita cone-
xão ana tô mica, e segundo por que com par ti lham 
um papel de grande impor tân cia nas fun ções cog-
ni ti vas, par ti cu lar mente na aná lise de infor ma ção 
espa cial, na con so li da ção da memó ria e inte gra-
ção do com por ta mento emo cio nal.
O hipo campo é cons ti tuído de duas mas sas neu-
ro niais, uma em cada hemis fé rio, encur va das e mer-
gu lha das na inti mi dade do cór tex tem po ral. Em sua 
tra je tó ria no sen tido ven tral, esses agrupamentos 
neuroniais se juntam na linha mediana atra vés das 
comis su ras hipo cam pais e conectam-se com a área 
sep tal, atra vés do giro supra- caloso. A área sep tal e o 
hipo campo, em con junto, quando olha dos de frente, 
asse me lham-se a uma ave no momento de alçar 
vôo. Segundo Jef frey Gray, da Oxford Uni ver sity, 
a área septal e o hipo campo cons ti tuem-se no subs-
trato neu ral do sis tema de ini bi ção com por ta men tal 
que é ati vado por situa ções de estresse emo cio nal 
ou ansie dade. Na escala filo ge né tica, o hipo campo 
surge nos mamí fe ros mais pri mi ti vos, sendo, por 
isso, cha mado de arqui cór tex.
1.7.4. Bul bos Olfa tó rios
O pro lon ga mento do telen cé falo, conhe cido como 
bulbo olfa tó rio, situa-se abaixo da face orbi tal do lobo 
fron tal, pro je tando-se atra vés dos tra tos olfa tó rios até 
o cór tex olfa tó rio do lobo tem po ral e área sep tal. A 
por ção do cór tex tem po ral que recebe as infor ma ções 
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Hipocampo
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olfa ti vas é deno mi nada rinen cé falo. Este cór tex rinen-
ce fá lico é tam bém filo ge ne ti ca mente antigo, embora 
mais recente que o arqui cór tex, sendo por isto conhe-
cido como paleo cór tex.
1.7.5. Amíg dala
É uma for ma ção cin zenta, esfe róide, situada no 
lobo tem po ral, na por ção ter mi nal do corno infe rior 
do ven trí culo late ral, nas pro xi mi da des da cauda do 
 núcleo cau dado. No homem, a amíg dala é um com-
plexo de vários núcleos cha ma dos, em con junto, de 
com plexo amig da lóide. Cada núcleo possui estru-
tura interna, cone xões e neu ro trans mis so res dis tin-
tos. A amíg dala é cons ti tuída de vários núcleos. A 
 grosso modo, pode mos dizer que ela é cons ti tuída 
de um grupo nuclear cór ti co- me dial, que se conecta 
prin ci pal mente com o hipo tá lamo e tronco ence fá-
lico, e outro baso la te ral, que se conecta com o tálamo 
e par tes do cór tex cere bral. A amíg dala dá ori gem 
a duas impor tan tes vias: a stria ter mi na lis e a via 
amig da lo fu gal. A stria ter mi na lis inerva o núcleo 
do leito da stria ter mi na lis, a área sep tal, o núcleo 
acum bens e ter mina no hipo tá lamo ven tro me dial. 
A via amig da lo fu gal for nece iner va ção ao hipo tá-
lamo, núcleo dor so me dial do tálamo e giro do cín-
gulo. Em geral, a amíg dala man tém cone xões recí-
pro cas com as estru tu ras que inerva. Asso ciada ao 
hipo tá lamo, hipo campo, giro do cín gulo e a outras 
estru tu ras, cons ti tuem o sis tema lím bico, subs trato 
ana tô mico das emo ções. Atual mente, vários auto-
res con cor dam que a amíg dala está envol vida na 
apren di za gem e memó ria de infor ma ções con di cio-
na das aver si vas. A esti mu la ção desta estru tura em 
ani mais de labo ra tó rio pro duz um amplo espec tro 
de rea ções auto nô mi cas e emo cio nais carac te rís ti-
cas do medo e lem bram a ansie dade no homem.
1.7.6. Núcleos da Base
São cons ti tuídos pelos núcleos cau dado, puta me 
e globo pálido. Estes núcleos de maté ria cin zenta 
estão imer sos no seio dos hemis fé rios cere brais 
e fazem a cone xão entre o cór tex motor e outras 
 regiões do cór tex cere bral. Como o núcleo cau-
dado e o puta me desen vol ve ram-se a par tir de uma 
mesma estru tura telen ce fá lica, eles apre sen tam 
tipos celu la res muito pare ci dos e são fun di dos ante-
rior mente. Por isso, são comu mente refe ri dos como 
 estriado. Além disso, por serem filo ge ne ti ca mente 
as estru tu ras mais recen tes dos núcleos da base, têm 
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Neuroanatomia
Fig. 1.11 - Repre sen ta ção esque má tica das inter co ne xões das prin ci pais estru tu ras envol vi das com o pla ne ja mento 
e pro gra ma ção dos movi men tos. Os núcleos da base estão impli ca dos na pas sa gem dos pla nos de ação ela-
bo ra dos no cór tex de asso cia ção em pro gra mas de movi men tos. 
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sido tam bém deno mi na dos, em con junto, de neo-
estriado.
O globo pálido é uma for ma ção filo ge ne ti ca-
mente mais antiga e é refe rido como paleo-es triado. 
O termo corpo estriado engloba o neo-es triado e 
o paleo-es triado. O globo pálido encon tra-se em 
 íntima asso cia ção com o putame, com o qual forma 
uma estru tura em forma de lente, que lhe con fere a 
deno mi na ção de núcleo len ti cu lar. O globo pálido 
está sepa rado do tálamo por um volu moso feixe de 
 fibras lon gi tu di nais que cons ti tui a cáp sula interna, 
linha divi só ria entre o dien cé falo e o telen cé falo.
Os núcleos da base asso cia dos às zonas asso cia-
ti vas do cór tex cere bral, ao tálamo e ao cere belo 
par ti ci pam do pla ne ja mento e pro gra ma ção dos 
movi men tos inten cio nais, de forma que à medida 
que a apren di za gem se con so lida, os por me no res 
da exe cu ção dos movi men tos tor nam-se auto má ti-
cos, não exi gindo mais o esforço cons ciente das fases 
ini ciais de sua exe cu ção (Fig. 1.11).
1.8. SIS TEMA VEN TRI CU LAR
O sis tema ven tri cu lar é o resul tado da per sis-
tên cia da natu reza tubu lar do tubo neu ral da fase 
embrio ná ria durante a fase adulta. As cavi da des 
cen trais do tubo neu ral per ma ne cem no adulto sob 
a forma de ven trí cu los ence fá li cos. O sis tema ven-
tri cu lar con siste de dois ven trí cu los late rais (loca-
li za dos no telen cé falo), um ter ceiro ven trí culo (no 
dien cé falo) e um quarto ven trí culo (loca li zado dor-
sal mente à ponte e ao bulbo). Os dois ven trí cu los 
late rais, um no inte rior de cada hemis fé rio, comu-
ni cam-se com o ter ceiro ven trí culo no dien cé falo 
atra vés do forame inter ven tri cu lar ou de Monro. O 
ter ceiro ven trí culo comu nica-se com o quarto ven-
trí culo na ponte atra vés de um estreito aque duto (o 
aque duto cere bral ou de Sylvius). Cir cula neste sis-
tema ven tri cu lar o fluido encé falo-espinal ( líquor), 
cuja com po si ção quí mica é a mesma do fluido que 
banha as célu las do encé falo.
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Sistema ventricular
Fig. 1.12 - Foto gra fia da face infe rior do encé falo humano, mos trando os dois gran des sis te mas de irri ga ção ence fá lica, 
o vér te bro-basi lar e o caro tí deo. CA = arté ria cere bral ante rior, CoA = arté ria comu ni cante ante rior, C = arté-
rias caró ti das inter nas, CM = arté ria cere bral média, CoP = arté ria comu ni cante pos te rior, CP = arté ria cere bral 
pos te rior, CrS = arté ria cere be lar supe rior, AB = arté ria basi lar, P = arté rias pon ti nas, L = arté ria labi rín tica, V 
= arté ria ver te bral, CrIA = arté ria cere be lar infe rior ante rior, CrIP = arté ria cere be lar infe rior pos te rior, EA = 
arté ria espi nal ante rior. Estão tam bém indi ca dos os ner vos cra nia nos, em alga ris mos roma nos e o trato olfa tó rio 
(TO).
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O fluido encé