Neurofarmacologia
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Neurofarmacologia


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por 
Rimenez R. Souza 
Grupo de Psicobiologia da Aprendizagem 
Univ. Federal de São Carlos 
São Carlos, SP -Brazil 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS - UFSCar 
DISCIPLINA DE BASES NEURAIS DO COMPORTAMENTO 
PSICOFARMACOLOGIA 
PROFESSOR RESPONSÁVEL: Dra. Azair Liane Matos do Canto de Souza 
souzaalm@ufscar.br 
É possível que o comportamento humano 
possa ser modificado por fármacos? 
0 -------------------------------------------------------------------- \u221e 
PSICOFARMACOLOGIA 
FARMACOLOGIA 
FARMACOCINÉTICA 
 
O QUÊ O CORPO FAZ 
COM AS SUBSTÂNCIAS\u2026 
FARMACODINÂMICA 
 
O QUÊ AS SUBSTÂNCIAS 
FAZEM COM O CORPO\u2026 
Formas medicamentosas 
Xarope 
Solução 
Chá 
 
Comprimido 
Cápsula 
Pó 
Creme 
Gel 
Gases 
Vapores 
 Sólido Liquido Gasoso 
ABSORÇÃO 
\u2022 Oral 
\u2022 Tópico 
\u2022 Subcutânea 
\u2022 Sublingual 
\u2022 Anal 
\u2022 Vaginal 
\u2022 intramuscular 
\u2022 Intravenoso 
Administração 
Fármaco no sítio 
 de ação 
i.m. s.c. 
i.v. 
absorção 
Fármaco na 
 circulação sistêmica 
distribuição 
biotransformação 
excreção 
Efeito farmacológico 
Resposta clínica 
Farmacocinética 
Farmacodinâmica 
oral 
Drogas - São agentes químicos 
capazes de modificar processos 
biológicos. Também podem induzir 
alterações comportamentais. 
FÁRMACOS 
Absorção - interações físico-químicas no trato gastrintestinal 
- motilidade gastrintestinal (aumentada/diminuída) 
- alteração na função da mucosa 
- alteração da flora bacteriana intestinal 
Distribuição - fluxo sangüíneo no local de administração 
- ligação tecidual (\u2191 qtde de matriz extracelular = \u2193 
mobilidade do fármaco) 
- ligação às proteínas plasmáticas (principalmente a 
albumina) 
- transporte ativo para o local de ação 
Metabolismo - indução enzimática (ativação de enzimas, geralmente 
das intimamente relacionadas aos metabolismo) 
- inibição enzimática (inativação total e/ou parcial de 
enzimas, geralmente das intimamente relacionadas 
aos metabolismo) 
Excreção - filtração glomerular 
- reabsorção tubular 
- secreção tubular 
- excreção biliar 
ABSORÇÃO 
TGI VEIAS FÍGADO VEIAS CORAÇÃO ARTÉRIA (!) 
PULMÕES ARTÉRIAS CORAÇÃO ARTÉRIAS DISTRIBUIÇÃO 
Mecanismos de passagem das 
drogas 
1. Filtração \u2013 passivo (sem gasto de energia). 
 Poros intra ou intercelular. 
2. Transporte ativo \u2013 algumas drogas usam 
mecanismos da própria célula (proteínas especializadas) 
Com gasto de energia (ATP). 
3. Transporte facilitado \u2013 proteínas especializadas. 
Sem gasto de energia (ex.: glicose, o isômero D-glicose)
4. Difusão passiva \u2013 drogas que atuam no SNC. 
Passivo - Movimentação das moléculas (\u2260 de conc.). 
Molécula lipossolúvel. 
ex: anestésicos 
 sedativos 
 ansiolíticos 
 opióides 
 antibióticos 
 atropina 
DISTRIBUIÇÃO 
EXCREÇÃO 
A
B
S
O
R
Ç
Ã
O
 
BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA 
METABOLIZAÇÃO 
EXCREÇÃO 
CONCEITO DE MEIA-VIDA 
ESTADO ESTACIONÁRIO 
CONCEITO DE MEIA-VIDA 
Fármaco X Medicamento 
Medicamento - profilática, curativa, 
paliativa ou para fins de diagnóstico. 
Fármaco Excipiente 
Do termo grego phamakon, Corantes, 
podendo significar veneno Amidos, 
ou remédio. Essências, 
 Água 
COMO AGEM AS DROGAS? 
Ligação das drogas com as células 
\u201c As drogas em sua maioria produzem 
efeitos através de sua ligação em 
primeiro lugar com a molécula protéica, 
com exceção do DNA, na qual atuam 
diversos agentes antitumorais e 
antimicrobianos bem como agentes 
mutagênicos e carcinogênicos\u201d 
SUSBTÂNCIA RECEPTORA 
~ em 50 aC, Lucrécio (em De Rerum Natura, Liber IV) ao considerar como o homem pode 
distinguir diferentes sabores e odores, postulou que "sementes" com formas originais 
teriam que interagir com "espaços e passagens" na língua e narinas. 
 
"Alguns deles devem ser menores, outros maiores, devem ter três cantos para algumas 
formas, quadrados e redondos para outros muitos, e alguns muitos ângulos de muitas 
maneiras." 
John Locke escreveu em 1690 em Ensaio sobre o Entendimento Humano 
 
\u201cNós fazemos, mas não sabemos como ocorrem as atrações mecânicas das partículas de 
ruibarbo, cicuta e ópio, e um homem, como um relojoeiro faz de um relógio, ... deveria 
ser capaz de dizer de antemão que irá o ruibarbo limpar, a cicuta matar, e ópio fazer 
dormir. " 
Histórico 
- Blake (1848) - propriedades biológicas dos componentes 
 metálicos dos sais; 
- Crum-Brown & Fraser (1868) - adição de grupo alquil 
Provocava mudanças na atividade farmacológica; 
- John Langley (1878) - \u201csubstância receptiva\u201d 
 
Codeína -CH3 
(metil) 
Paul Ehrlich (1905) \u2013 
Receptor 
 
São estruturas 
especializadas, localizadas 
na membrana celular. 
Função fisiológica 
REGULADORA 
 
SUSBTÂNCIA RECEPTORA 
John Newport Langley \u2013 1852 \u2013 1925 
Fisiologista Britânico 
 \u201cVisto que, em estado normal, tanto a nicotina quanto o curare abolem o efeito da 
estimulação nervosa, mas não previnem a contração pela estimulação direta do 
músculo ou pela administração adequada de nicotina, pode-se inferir que nem os 
venenos nem o impulso nervoso agem diretamente na susbtância contrátil ou alguma 
susbtância acessória do músculo.\u201d 
 
 \u201cAinda, desde que tal substância seja a recepiente de estímulo e transfira o material 
contrátil, acredito que podemos chamá-la de substância receptiva do músculo.\u201d 
1885 
D. Pedro II Deodoro da Fonseca 
O QUE É UM RECEPTOR? 
\u2022 PARA UM NEUROCIENTISTA? 
\u2013 Uma proteína na qual um neurotransmissor/modulador se liga; 
\u2022 PARA UM BIÓLOGO OU BIOQUÍMICO; 
\u2013 Uma proteína na qual uma molécula se liga; 
\u2013 Uma proteína que se liga a outra proteína; 
\u2013 Uma proteína a qual se liga um ácido nucléico; 
\u2022 PARA UM TOXICOLOGISTA 
\u2013 Uma macromolécula a qual se liga um agente tóxico; 
 
\u2022 Receptores \uf0e0 podem ser superfícies fluidas ou 
flexíveis, ou mesmo bolsões 
\u2013 Podem modificar sua estrutura 3D para ancorar ligantes 
\u2013 A maioria dos receptores são ligantes para moléculas 
endógenas 
\u2013 É uma pequena porção ou superfície de uma 
macromolécula 
\u2022 Inclui: Enzimas, componentes da membrana celular, proteínas 
intracelulares ou ácidos nucléicos, anticorpos, DNA ou RNA 
\u2013 Ligante- Receptor \uf0e0 mudanças estruturais 
\u2013 Mudam \u201cfunção\u201d 
 
Interações droga-receptor 
Cinética da interação 
ligante - receptor 
k1 
L + R 
k2 
LR 
Kd = 
k2 
k1 
= 
[L] [R] 
[LR] 
Constante de dissociação = [Droga] produz resposta 
de magnitude igual a 50% do efeito máximo 
Ligação das Drogas a Receptores 
Lei de ação das Massas (Clark-1920) - a velocidade de 
uma reação química é proporcional ao produto das 
conc. dos reagentes 
Receptores ocupados = 
[F] 
[F] + Kd 
Receptores 
ocupados 
Conc. fármaco 
Isoterma de Hill-Langmuir 
Derivation of the 
Hill-Langmuir Equation I 
Vamos considerar o esquema simples que realmente 
interessa na interação de um ligante A com seu 
receptor R 
A taxa de associação constante é denominada k+1, e a 
taxa de dissociação é denominada k-1. 
Para determinar o equilíbrio de ocupação no estado AR, 
pode-se aplicar a lei de ação das massas: a taxa de 
reação é proporcional ao produto da concentração dos 
reagentes. 
Teoria da ocupação \u2013