história da filosofia - volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)
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história da filosofia - volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)

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G. Reale - D. Antiseri

HISTORIA
DA FILOSOFIA

5 Do Romantismo ao Empiriocriticismo

PAULUS

Dados lnternacionais de CatalogapBo na PublicapBo (CIP)
(CBmara Brasileira do Livro. SP, Brasill

Reale, G.
Historla da filosofia, 5: do romantlsmo ao emplrlocriticismo / G. Reale, D. Antlseri;

[tradu@o Ivo Storniolo]. - SBo Paulo: Paulus, 2005. - (Colepio historia da filosofia)

ISBN 85-349-2359-0

1. Filosofia - Historia I. Ant~seri, D. II. Titulo. Ill. Serie.

05-1 795 CDD-109

Storia

indices para catalog0 sistematico:
1. Filosof~a: Htstoria 109

Titulo original
della filosofia - Volume 111: Dal Romanticismo ai nostri giorni
0 Editrice LA SCUOLA, Brescia, Italia, 1997

ISBN 88-350-9273-6

Tradu~tio
Ivo Storniolo

Revistio
Zolferino Tonon

Irnpresstio e acabarnento
PAULUS

0 PAULUS - 2005
Rua Francisco Cruz, 229 041 17-091 S lo Paulo (Brasil)

Fax (1 1) 5579-3627 Tel. (1 1) 5084-3066
www.paulus.corn.br editorial@paulus.corn.br

ISBN 85-349-2359-0

Existem teorias, argumen tagbes e dis-
putas filosoficas pelo fatb de existirem pro-
blemas filosoficos. Assim como na pesquisa
cien tifica ideias e teorias cien tificas sdo
respostas a problemas cientificos, da mes-
ma forma, analogicamente, na pesquisa
filosofica as teorias filosoficas sdo tentativas
de solugdo dos problemas filosoficos.

0s problemas filosoficos, portanto,
existem, sdo inevitaveis e irreprimiveis;
envolvem cada homem particular que
ndo renuncie a pensar A maioria desses
problemas ndo deixa em paz: Deus existe,
ou existiriamos apenas nos, perdidos neste
imenso universo? 0 mundo e um cosmo ou
um caos? A historia humana tem sentido?
E se tem, qual e? Ou, entdo, tudo - a glo-
ria e a miseria, as grandes conquistas e os
sofrimentos inocentes, vitimas e carnifices
- tudo acabara no absurdo, desprovido
de qualquer sentido? E o homem: e livre
e respondvel ou e um simples fragment0
insignificante do universo, determinado
em suas aqbes por rigidas leis naturais? A
ciencia pode nos dar certezas? 0 que e a
verdade? Quais sdo as relaq6es entre razdo
cientifica e fe religiosa? Quando podemos
dizer que um Estado e democratico? E
quais sdo os fundamentos da democracia ?
E possivel obter uma justificaqdo racional
dos valores mais elevados? E quando e que
somos racionais?

Eis, portanto, alguns dos problemas
filosoficos de fundo, que dizem respeito
as escolhas e ao destino de todo homem,
e com os quais se aventuraram as mentes
mais elevadas da humanidade, deixando-
nos como heranga um verdadeiro patrimd-
nio de ideias, que constitui a identidade e
a grande riqueza do Ocidente.

A historia da filosofia e a historia dos
problemas filosoficos, das teorias filoso-
ficas e das argumenta~bes filosoficas. E
a historia das disputas entre filosofos e
dos erros dos filosofos. E sempre a his-
toria de novas tentativas de versar sobre
questbes inevitaveis, na esperanga de
conhecer sempre melhor a nos mesmos e
de encontrar orientaqbes para nossa vida
e motivaqbes menos frdgeis para nossas
escolhas.

A historia da filosofia ocidental e
a historia das ideias que informaram,
ou seja, que deram forma a historia do
Ocidente. E um patrimdnio para ndo ser
dissipado, uma riqueza que ndo se deve
perder E exatamente para tal fim os pro-
blemas, as teorias, as argumentaqbes e
as disputas filosoficas d o analiticamente
explicados, expostos com a maior clareza
possivel.

* * *

Uma explicaqdo que pretenda ser clara
e detalhada, a mais compreensivel na me-
dida do possivel, e que ao mesmo tempo
o ferega explicaqbes exaustivas comporta,
todavia, um "efeito perverso", pelo fato
de que pode ndo raramente constituir um
obstaculo a "memorizaqdo" do complexo
pensamento dos filosofos.

Esta e a razdo pela qual os autores
pensaram, seguindo o paradigma clas-
sico do ijeberweg, antepor a exposi~do
analitica dos problemas e das ideias dos
diferentes filosofos uma sintese de tais
problemas e ideias, concebida como
instrumento didatico e auxiliar para a me-
moriza~ao.

Afirmou-se com justeza que, em
linha geral, um grande filosofo e o genie
de uma grande ideia: Plat40 e o mundo
das ideias, Aristoteles e o conceit0 de Ser;
Plotino e a concepq40 do Uno, Agostinho
e a "terceira navegaq40" sobre o lenho da
cruz, Descartes e o "cogito", Leibniz e as
"mbnadas", Kant e o transcendental, Hegel
e a dialetica, Marx e a alienaqdo do traba-
Iho, Kierkegaard e o "singular", Bergson e
a "dura~do", Wittgenstein e os "jogos de
linguagem ", Popper e a "falsificabilidade "
das teorias cientificas, e assim por diante.

Pois bem, os dois autores desta obra
propoem um lexico filosofico, um diciona-
rio dos conceitos fundamentais dosdiversos
filoso fos, apresen tados de maneira did&
tica totalmente nova. Se as sinteses iniciais
s4o o instrumento didatico da memoriza-
~ a o , o Iexico foi idealizado e construido
como instrumento da conceitualiza@o; e,
juntos, uma especie de chave que permita
entrar nos escritos dos filosofos e deles
apresen tar in terpreta~oes que encon trem
pontos de apoio mais solidos nos proprios
textos.

* * *

Sin teses, analises, Iexico ligam-re,
portanto, d ampla e meditada escolha dos
textos, pois os dois autores da presente
obra est4o profundamente convencidos
do fato de que a compreensdo de um fi-
Iosofo se alcan~a de mod0 adequado ndo
so recebendo aquilo que o autor diz, mas
lanqando sondas intelectuais tambem nos
modos e nos jargdes especificos dos textos

* * *

Ao executar este complexo traqado,
os autores se inspiraram em &ones psico
pedagogicos precisos, a fim de agilizar a
memoriza@o das ideias filosoficas, que
s4o as mais dificeis de assimilar: seguiram o
metodo da repetiqdo de alguns conceitos-
chave, assim como em circulos cada vez
mais amplos, que v4o justamente da sintese
d analise e aos textos. Tais repetigdes, re-
petidas e amplificadas de mod0 oportuno,
ajudam, de mod0 extremamente eficaz, a
fixar na atenqdo e na memoria os nexos
fundantes e as estruturas que sustentam
o pensamento ocidental.

Buscou-se tambem oferecer ao jovem,
atualmente educado para o pensamento
visual, tabelas que representam sinotica-
mente mapas conceituais.

Alem disso, julgou-se oportuno enri-
quecer o texto com vasta e seleta serie de
imagens, que apresentam, alem do rosto
dos fil6sofos, textos e momentos tipicos da
discussdo filoso fica.

Apresentamos, portanto, um texto cien-
tifica e didaticamente construido, com a
intencdo de oferecer instrumentos adequa-
dos para introduzir nossos jovens a olhar
para a historia dos problemas e das ideias
filosoficas como para a historia grande,
fascinante e dificil dos esfor~os intelectuais
que os mais elevados intelectos do Ociden-
te nos deixaram como dom, mas tambem
como empenho.

indice de nomes, XVII mem romhtico, 11; 5. IdCias fundamentais
indice de conceitos fundamentais, XXI do romantismo, 12; 5.1. A sede do infinito,

12; 5.2. 0 novo sentido da natureza, 12;
5.3. 0 sentido de "piinico" pela pertenqa

Primeira parte ao uno-todo, 12; 5.4. A funqgo do gtnio e
da criaqio artistica, 12; 5.5. 0 anseio pela

O MOVIMENTO liberdade, 13; 5.6. A reavaliaqio da religiio,
ROMANTICO 13; 5.7. A influtncia do elemento clhssico e outros temas especificos, 13; 6. A prevalcn-
E A FORMACAO cia do "contetido" sobre a forma, 13; 7. As
DO IDEALISM0 ligaq6es entre romantismo e filosofia, 13.

Capitulo primeiro
G2nese e caracteristicas
essenciais do romantismo 3
I. 0 "Sturm und Drang" 3
1. As premissas histbricas, 3; 2. As idCias e
as caracteristicas de fundo do "Sturm und
Drang", 4; 3. Gtnese e difusao do movi-
mento, 5.

11.0 papel desempenhado
pel0 classicismo em relaqiio
ao "Sturm und Drang"
e ao romantismo 6

1. 0