história da filosofia - volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)
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história da filosofia - volume 5 (giovanni reale - dario antiseri)


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a intelig&ncla possa interagir. \u20acla para o 
ideal~smo & um fozer, nem se pode cham6-la de 
alguma coisa de ohvo, porque, assim dzendo, a 
'Fichte refare-se oqu~ no livro de C F Hommel, Rlexon- 
der von Joch, prhrn~o e castigo segundo as leis turcas, de 
1770. Hommal ensmou na Un~vars~dode de Le~pziq, e talvez 
F~chte antes de 1787 f o ~ ouvlnte da seus cursos. [N. do T.] 
Segunda parte - FundaG&o e a b s o l u t i ~ a ~ ~ o especulativa do idealismo 
expressdo se referria a alga que subsiste e que 
possu~ a atividada. Pois bern, o ldealisrno ndo 
tem nenhurn motivo de supor uma colsa deste 
tipo, porque em seu principio ndo h6 noda de 
sernelhante, e todo o resto deve ser deduzido 
disso. Ora, da a<do desta intelig&ncia devem 
ser deduzidas representaQ%s deterrninados; 
as de um mundo que exists sem nenhuma inter- 
vensdo de nossa parte, urn mundo material que 
se encontra no espaso, e assirn por diante, as 
quals 5.60 representa@zs que, corno & sab~do, 
existem no consci&ncia. Mas por algurna coisa 
de indetarrninado ndo & possivel deduzir algurna 
coisa de determinado: a formula de toda dedu- 
$30, o principio do fundarnento neste caso ndo 
encontra aplica<bo. Por isso o agir da intellg&ncia 
que pusernos corno fundarnento deve ser um 
agir deterrninado, isto 6 , deve ser, a partir do 
rnornento que a ~ntelig&ncia & o supremo fun- 
darnento explicativo, urn agir determlnado por 
ela rnesma, por sua natureza, e nbo por algurna 
coisa de exterior a ela. Portanto, o pressuposto 
do idealisrno ser6 o segulnte: a intehg&ncia 
age, mas, por causa de sua propria ess&n- 
cia, ela poder6 agir apenas de certo modo. 
Se pensarmos este modo de aglr necess6rio 
separadamente do agir, ele se pode chamar, 
corn terrno adequado, as leis do ogir: exlstem. 
portanto, le~s necess6rias da intel~g&ncia. 
Por consegulnte, tarnbhrn o sentimento da 
necess~dade que acompanho as representa@es 
deterrn~nadas & explicado: a intelig&ncia, entdo, 
ndo prova, em tals casos, urna impressdo prove- 
niente do exterior, s sirn sents em todo seu aglr 
as dehmita@es ds sua propria ess&ncia. h rnedl- 
da que o idealisrno exprirne esta pressupos~<do 
da exist&nc~a de leis da lntelig&ncia que sbo 
necess6rias, pressuposi~do que & a unica de- 
term~nada razoavelmente e que possui um efe- 
t~vo poder explicativo, ele se charna idaalisrno 
cri'tico, ou tambhm transcandantol. Um ~dealisrno 
transcendente seria, ao contr6ri0, aquele tipo de 
sistema que deduzisse as representa@es deter- 
minadas partindo do ag1r do intslig&ncia livre e 
completamente desligado de leis: pressuposto 
completarnente contraditorio, urna vez qua, corno 
acabarnos de Isrnbrar, a urn agir deste tipo ndo 
se pode aplicar o princip~o do fundamento. 
2. A inteligQncia da a si mesma 
as proprias leis especificas 
em virtude da suprema lei 
Rs leis do aglr da intslig&nc~a, que devern 
ser admitidas, formam elas proprlas urn sistema, 
pelo fato de serem enraizadas no natureza 
ljnica da intelig&ncia; ~sto 6 , o fato de que a 
intelig&ncia, nesta cond~sdo determ~nada, aja 
sxatarnente deste rnodo, pode ser ulter~ormente 
expl~cado se cons~derarmos o mot~vo pelo qua1 
ela, em uma cond~@o, aja ern geral de modo 
determ~nado, e esta ljlt~ma colsa pods-se de 
novo expl~car part~ndo de hlca l e ~ fundamental 
no decorrer de seu aglr, a ~ntel~g&nc~a d6 a SI 
mesrna as propr~as lels, e esta leglsla@o, por 
sua vez, acontece por melo de um aglr superlor 
ou de urn representar superlor necess6r1os R 
l e~ da causaldade, por exernplo, nbo & uma 
Is1 pr~rne~ra e or1g1n6r10, mas apenas urn dos 
d~versos rnodos de 11gaq50 do rnultplo, e pode 
ser deduz~da da l e ~ fundamental desta 11ga(bo, 
e a l e ~ fundamental desta 11gaq3o do rnultlplo, 
por sua vez, corno tarnbhm o propr~o rnult~plo, 
pode-se deduz~r de le~s mas elevadas 
3. Dois m6todos que se podem seguir 
ao determinar as leis da intelig&ncia 
Consequents a esta observasdo, o Idea- 
llsrno crit~co pode p6r-se em opera@o de do~s 
rnodos Ou ele deduz o s~sterna dos rnodos 
necess6rlos de aglr, e ao mesmo tempo as re- 
presenta~aes objet~vas que asslrn se orlg~narn, 
efetlvamente das le~s fundamenta~s da lntell- 
g&nc~a, fazendo orlglnar progresslvarnente sob 
os olhos do letor ou do ouvlnte todo o comple- 
xo de nossas representa@es, ou, entdo, ele 
concebe estas le~s em certo sent~do asslm corno 
elas aparecem d~retarnente j6 apl~cadas aos 
objetos e, portanto, ern seu nivel rnals ba~xo 
(e nesse n~vel elas tmam o norne da catego- 
nos), e sustenta, portonto, qua por melo delas 
os objetos s60 deterrn~nados e ordenados 
4. Rs leis da intdighia 
so podem ser deduzidas dn ess8ncia 
da propria intelig6ncia 
0 crit~co que seguir o segundo rnhtodo, 
e qua ndo deduz~r as leis admitidas pela in- 
telighcia a partlr da ess&nc~a desta irltima, 
de onde tira seu conhecimento rnesmo que 
apenas objetivo, ou seja, o conhecirnento de 
que elas 860 justarnente tais, isto 6, a lei da 
substancialidode, a da causalidade? Porque 
ndo quero a~nda carreg6-lo corn a pergunto: 
de onde ele vem a saber que se trata de puras 
le~s imanentes do intelig&ncia? Sbo as leis que 
se aplicarn ~rnediatarnente aos objetos, e ele 
poderia t&-las obt~do por rnelo da abstra<bo 
destes objetos e, portanto, apenas em base 
d experi6ncia. De nada ajuda se ele as tirou 
da Iogica, fazendo um desvio: corn efeito, a 
propria Iogica, para ele, origina-se tdo-sornente 
por rneio do abstrag30 dos objetos, e el@ faz, 
portanto, apenas indiretamente aquilo que, 
Capitdo quarto - Rchte e o idealism0 Ctico 
se fosse felt0 diretamente, seria resultado 
demasiado evidente a nossos olhos. Ndo h6 
nada, portanto, qua Ihe permita reforpr a 
afirmagio de que as leis do pensamento, por 
el@ postuladas, sdo no realidads tais, ou seja, 
na realidade nada mais que leis imanentes do 
intelig&ncia: o dogm6tlco af~rmaria, opondo-se 
a el@, que existem nas coisas proprledades 
gerais, fundadas em sua proprla natureza, e ndo 
se compreenderia entdo por qua deveriamos 
dar maior f& 6 asser@o ndo demonstrada de 
um do que 6 ndo demonstrada do outro. 
Seguindo este segundo rnhtodo, ndo se 
obtBm nenhuma compreensdo do fato de que 
a intelig&ncia deva ag~rjustamente deste modo 
e do por qu& isso aconteGa. Para este fim seria 
preciso p6r nas premissas 0190 que se possa atri- 
buir apenas 6 intelig&ncia, e delas seriam dedu- 
zidas, sob nossos olhos, as leis do pensamento. 
5. Como o idealismo explica o objeto 
e sua g8nese 
Em particular, com este procedlmsnto 
ndo se compreende como se origine, depois, 
o proprio objeto. Com efeito, mesmo que se 
queira conceder ao critico seus postulados 
n60 demonstrados, com eles ndo se explicam 
nada mais que as propriedodes e as ~G/o@@S 
da coisa: o fato, por exemplo, que ela existe 
no espaGo, que se manifesto no tempo, que 
seus acidentes devam ser referidos a algo de 
substantial, e assim por diante. Mas qua1 & a 
origem daquilo que possui estas rela<bes e 
estas proprisdades; qua1 & a origem do mathria 
que foi assumida nestas formas? Nesta mathria 
se refvgia o dogmatlsmo, e deste modo proce- 
de apenas de ma1 a pior. 
Sabemos bem: a coisa cartamante se 
. origina por meio de um agir segundo estas 
leis, a coisa ndo 6 mais que todos estos rela- 
@es reunidos pelo imogina@o, e todas estas 
rela<des juntas constituem a coisa: o objeto 
C sem duvida a sintese origln6ria de todos 
aqueles conceitos. forma e mat&ria ndo s60 
components8 particulares: as formas em sua 
globalldads sdo matbrio, e apenas com a 
an6lise obtemos as formas particulares. Mas, 
a respeito disso, o critico, seguindo o mQtodo 
~ndicado, pode apanas dar-nos sua garantla, e 
permanece sempre um misthrio como possa ter 
seu conhecimento, se & qua o tem. RtB que ndo 
se psrmita 6 coisa em sua inteireza originar-se 
sob os olhos do pensador, o dogmatismo n60