Psicologia Social - Síntese França e Alemanha
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Psicologia Social - Síntese França e Alemanha


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social, enquanto a Psicologia Social Psicológica restringe a análise psicológica em seus                     
aspectos sociais aos moldes das Ciências Naturais.
\u25cf William James era outro que julgava a introspecção como inadequada para estudar a                       
mente\u37e seu interesse maior era no fluxo da consciência.
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O desenvolvimento das ciências sociais na França
O inicio do positivismo e a tese da unidade da ciência
Auguste Comte:
\u25cf Auguste Comte não foi o precursor das ideias do positivismo, mas foi o primeiro a                           
utilizar o termo em sua obra \u201cCurso de filosofia positiva\u201d.
\u25cf Analisou as ciências historicamente e, chegou à conclusão de que todas passam por                       
três estágios. São eles: o estágio teológico, o estágio metafísico e o estágio positivo,                         
sendo que todas as ciências, para serem consideradas como tal, devem evoluir para o                         
estágio positivo. No primeiro estágio a explicação da realidade advém de agentes                     
sobrenaturais\u37e no segundo estágio, a explicação da realidade passa de agentes                   
sobrenaturais para forças abstratas\u37e e o último estágio explica a realidade através de                       
experiências observáveis, se limitando a determinar as leis da natureza.
\u25cf Foi o primeiro a utilizar o termo \u201csociologia\u201d, pois acreditava que o mundo social, assim                           
como o físico, se regia por leis invariáveis, fazendo da sociologia uma ciência positiva                         
que deveria buscar as leis que regem o mundo social. A sociologia seria o estudo                           
científico da sociedade. Por isso, recomendou métodos de pesquisa parecidos com os                     
que se utilizaria com o mundo físico, tais como a observação, a experimentação e a                           
comparação, sendo esta, especialmente, uma análise comparativa histórica.
\u25cf Pensou nas ciências ordenadas hierarquicamente, onde estariam elas fundamentadas,               
imediatamente, no nível da anterior. A sociologia estaria elencada em última instância,                     
portanto, a sociologia é a forma mais complexa de conhecimento científico, pois tem                       
que estar no mesmo nível de todas as ciências anteriores. Mas é também uma                         
concepção reducionista do estudo da sociedade, pois para explicar os fenômenos                   
sociais, deveria recorrer à leis recorrentes de outras ciências.
\u25cf Não incluiu a psicologia em sua classificação, pois considerava a psicologia da época                       
muito metafísica, portanto não ciência, já que não estava no estágio positivo. Além                       
disso, acreditava que o estudo do indivíduo deveria ser realizado pela fisiologia e o                         
indivíduo social deveria ser estudado pela sociologia.
\u25cf Suas ideias não levaram a uma construção de filosofia positiva, mas foram base do                         
positivismo, especialmente do positivismo lógico. Muitas correntes diferentes             
apareceram e se divergiam em muitos aspectos, mas em quatro elas se assemelhavam.                       
Eram esses: o princípio do fenomenalismo, segundo o qual só aquilo que é diretamente                         
acessível por meio da experiência sensorial pode ser objeto de conhecimento científico\u37e                     
o princípio do nominalismo, segundo o qual a linguagem científica deve fazer referência                       
a objetos externos, individuais e particulares, e não a entidades abstratas e universais\u37e o                         
princípio que nega valor cognitivo a julgamentos de valor e afirmações normativas\u37e e o                         
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princípio da unidade da ciência, segundo o qual existe um único método de                       
conhecimento científico e todas as ciências devem segui­lo.
A sociologia como ciência: Émile Durkheim
\u25cf Foi um dos responsáveis por tornar a sociologia uma matéria acadêmica, sendo aceita                       
como ciência social.
\u25cf Falava que a sociedade é mais do que a soma de suas partes. Ele não estava focado no                                 
que motivava as ações individuais das pessoas (individualismo), mas no estudo dos                     
\u201cfatos sociais\u201d, termo criado por ele mesmo que descreve os fenômenos que não são                         
limitados apenas a uma pessoa.
\u25cf Os fatos sociais tem uma existência independente e mais objetiva do que as ações                         
individuais. Tal conceito seria o objeto de estudo da sociologia como ciência. Método:                       
Busca a objetividade e trata os fatos sociais como coisas.
\u25cf Do interesse por objetivar os fatos sociais, surge sua concepção da sociedade como                       
entidade independente dos indivíduos que a constituem.
\u25cf Para explicar as relações entre os indivíduos e as sociedades nas quais eles estão                         
incutidos surge o conceito de:
\u25cf CONSCIENCIA COLETIVA: Determina a consciência individual e pode ser               
explicada pelo mecanismo de coerção, o qual vai, por sua vez, determinar o                       
comportamento do individuo.
\u25cf DURKHEIM E A PSICOLOGIA SOCIAL: Texto importante: \u201dLas formas               
elementares de la vida religiosa\u201d. Surgimento do conceito consciência coletiva. (Envolve                   
o estudo da religião, mitos, filosofia, ciência e etc. que não são nem um fenômeno                           
individual nem o resultado de uma mente individual).
O  estudo da imitação: Gabriel Tarde
\u25cf Gabriel Tarde é recordado, sobretudo pela polêmica que o opôs a Émile Durkheim. Ao                         
contrário deste, Tarde enfatiza seus pensamentos, na ação social e nos indivíduos e não                         
o poder de coerção exterior que lhes se impõe. Insere, assim, um enfoque da psicologia                           
que nega a autenticidade do social, razão pela qual é visto, não como um sociólogo,                           
mas como um percursor da psicologia social.
\u25cf Tarde censura em Durkheim seu pressuposto de tomar como dado o que é preciso                         
explicar, a similaridade entre os indivíduos sociais. Combate, assim, a visão de uma                       
realidade sui generis e exterior aos indivíduos sociais, e coloca como alternativa a                       
dimensão teórica de que a sociedade é constituída pelas interações simples e pequenas                       
invenções de homens comuns, que interferem entre correntes imitativas.
\u25cf A seu ver só existia um nível de realidade, o do individuo associado e os efeitos da                               
sociedade sobre suas consciências. A subjetividade e as emoções, deste modo, são                     
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regatadas como elementos presentes e significantes dos indivíduos sociais e das suas                     
inter­relações com outros sujeitos sociais confirmando o estabelecimento de uma vida                   
social limitada às interações individuais.
\u25cf No campo da filosofia social, desenvolveu uma teoria segundo a qual o processo da                         
historia social corresponde a um ciclo de inovação e imitação. Para este autor, os                         
hábitos existem porque as invenções se sucedem e se repetem por imitação e não por                           
pressão da coerção como acreditava Durkheim. Tudo o que o que é criado é na                           
verdade produto da imitação para Tarde.
\u25cf Grande parte do trabalho de Tarde foi a formulação de leis gerais que explicassem o                           
mecanismo de funcionamento da imitação. Três leis foram desenvolvidas: 1) lei do                     
descender, segundo a qual as tendências no comportamento são iniciadas por pessoas