Psicologia Social - Síntese França e Alemanha
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Psicologia Social - Síntese França e Alemanha


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de um status mais importante capaz de influenciar os que pertencem a um patamar mais                           
rebaixado\u37e 2) lei da progressão geométrica, segundo a qual a difusão das ideias de                         
uma população costuma comer lentamente para depois crescer bem rápido\u37e 3) lei do                       
próprio antes que o estranho a qual culmina na imitação da cultura nativa antes da                           
estrangeira.
\u25cf Realizando­se um paralelo com as ideias de Tarde percebemos que atualmente muitos                     
comportamentos são adquiridos e reproduzidos via imitação, principalmente das ideias                 
elaboradas pelos meios de comunicação (televisão, revistas, etc.). Essa imitação                 
delirante, levada ao extremo, provoca um efeito bola­de­neve e funciona como uma                     
espécie de autointoxicação: quanto mais os meios de comunicação falam de um                     
assunto, mais o coletivo se persuade de que este é indispensável e central. Ex.: padrão                           
de beleza feminina. Muitas mulheres atualmente gastam fortunas em salões de estética e                       
consultas médicas para adequarem­se aos padrões estipulados, numa postura altamente                 
imitativa.
A psicologia das massas: Gustave Le Bon
\u25cf Autor de diversos livros de psicologia e divulgações científicas, é reconhecido por ter                       
inspirado Freud em \u201cPsicologia das massas e análise do eu\u201d. A alma coletiva é um                           
conceito analisado por ambos os pensadores o qual alude sobre o comportamento das                       
massas contidas nas sociedades.
\u25cf Sua ideia mais importante diz respeito à diluição das diferenças individuais que se                       
produz entre os membros e que ele chamou de \u201cmultidão psicológica\u201d. O grande                       
achado de Le Bon refere­se ao caráter insciente das motivações das massas, que                       
pensam por imagens e agem guiadas pelo poder hipnótico de certo líderes.
\u25cf Os líderes sevem como verdadeiros guias que fazem com que as multidões se portem                         
de maneira emotiva e não racional, considerando o prestígio que o líder transporta. Em                         
uma multidão, surgem processos psicológicos que não estão presentes no indivíduo                   
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isolado em decorrência da união de indivíduos. Em todas as esferas sociais, da mais                         
baixa à mais alta, podemos observar a influência de líderes.
\u25cf Ainda sobre o prestígio, podemos pensar que ele se deve a um sentimento de                         
admiração e medo. Todos nós consideramos, indiscutivelmente, o prestígio de                 
Alexandre o Grande, Júlio Cesar, Jesus cristo, e até divindades monstruosas como                     
Hitler que indubitavelmente foram líderes fortes e inteligentes no tocante ao controle das                       
massas.
\u25cf Le Bon, no mais, possui uma concepção negativa das massas. Uma multidão é capaz                         
de transformar qualquer ideia em atos de barbaridade. Atualmente, vimos o surgimento                     
de diversas revoluções de jovens inconformados com a situação econômica e social no                       
Brasil realizando atos de vandalismo que muito provavelmente não seriam realizados se                     
as pessoas estivessem sozinhas. Assim diversos monumentos históricos e               
estabelecimentos comerciais foram negativamente afetados pelos atos violentos dos               
jovens.
\u25cf A análise de Le Bon é a de que quando as pessoas se encontram envolvidas nas                             
excitações coletivas geradas pelas massas, ocorre a perda momentânea de algumas                   
faculdades de raciocínio que são observadas na vida cotidiana. Sobre a influência das                       
massas a pessoa retorna às formas mais primitivas de atitudes.
\u25cf A ideia de que as pessoas, os indivíduos de uma sociedade, perdem temporariamente                         
a racionalidade quando incutidas nas massas pode ser explicada pelo CONTÁGIO.                   
Tal termo refere­se à disseminação intensa de ideias, sentimentos, emoções e crenças                     
nas multidões unidas. \u201cDize­me com quem andas e te direis quem és\u201d. O contato e a                             
convivência entre as pessoas fazem com que apareça uma postura de influências                     
recíprocas e muito fortes capazes de aniquilarem sentimentos pessoais. No mais, vale                     
enfatizar que as crenças e opiniões das multidões são transmitidas pela emoção \u2013                       
contagiante ­ e não pela razão.
Referências
Farr, R. A emergência da psicologia como ciência natural e social na Alemanha. In: Farr, R. (2001). As                                 
raízes da psicologia social moderna (cap. 2). Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
Álvaro, J. L.\u37e Garrido, A. As origens do pensamento psicossociológico na segunda metade do século                           
XIX. In: Álvaro, J. L.\u37e Garrido, A. (2007). Psicologia social ­ perspectivas psicológicas e                         
sociológicas (cap. 1). 2007.