história da filosofia - volume 6 (giovanni reale - dario antiseri)

história da filosofia - volume 6 (giovanni reale - dario antiseri)


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o felrante vende couve para mmha m6e 
Com ISSO, tudo est6 dto Todavla, se o mestre & 
por acaso um campebo de futebol, nesse campo 
ele & tamb8m um chefe Mas se n60 for tal (ou 
0190 de semelhante em outros esportes), ele 
6 s~mplesmente um mestre e nada mas, e a 
nenhum jovem amerlcano ocorrer6 que el@ Ihe 
venda "concepgdes do mundo" (Weltonschouun- 
gen) ou normas de conduta 
M Weber 
0 trobolho ~ntelectual como prohssdo 
- 
Je "capitalismo" 
0 qua d o "copitolismo"? "R Bnsio des- 
rnedido de gonho n6o d da foto id6ntico oo 
copitolismo, e rnuito menos corresponde ao 
'espirito' dele. 0 copitolismo pod@ alids se 
identificor corn umo discipline, ou pel0 me- 
nos com um tempero rocionol de to1 impulso 
irrocional. Ern todo coso, o copitol~smo Q id&- 
tico 2, t~nd6ncia de gonho ern umo rocionol 
s continua empreso copitalisto, oo gonho 
sempre renovodo, isto 6, 2, rentobilidode". 
- 
___) 
E oindo: "Urn oto econdrnico copitolisto sig- 
nifico poro nos um ato que se boseio sobre 
o expectotivo de gonho, que dsrivo do 
desfrutor habilrnente as conjunturos do troco 
e, portanto, dos probobilidodes ds gonho 
forrnolrnante pocficos". 
Rpenas o Ocidente produziu os parla- 
mentos de "representantes do povo", eleitos 
periodicamente, os dsmagogos, e o dominio 
dos chafes de partido na veste de ministros 
parlamantarmente respondveis, embora, na- 
turalmente, em todo o mundo tenham assistido 
partidos para a conquista do poder politico. E 
o Estado, sobretudo, com o significado de um 
instituto politico, com uma Constitul@o racional- 
mente promulgada, com um dire~to racionalmen- 
te constituido, com uma administra<bo dirigida 
por empregados especializados segundo regras 
racionalmente enunciadas, apenas o Ocidente 
moderno o conhece nessa combinagio, para 
nos importante, das v6rias caracteristicas de- 
terminant~~, fora de todas as tentotivas em tol 
sentido de outros tempos e de outros paises. 
E asslm acontece com a maior for~a de 
nosso vida modsrna: o capitalismo. 
R sede de lucro, a ospira@o o ganhar 
dinhsiro o mais possivel, n6o tem em si mesma 
nado em comum com o capitalismo. Esta aspi- 
ra<do encontra-se nos camareiros, mhdicos, 
cocheiros, artistas, coristas, empregados corrup- 
tiveis, soldados, bandidos, nos cruzados, nos 
frequentadores de casas de jogo, nos mendi- 
90s; pods-se dizer em oll sorts ond conditions of 
men, em todas as &pocas de todos os paises da 
terra, onde havia e h6 a possibilidade objetiva. 
Deveria j6 entrar nos mas rudimentares 
elementos da educag6o historica o abandon0 
de uma vez para sempre dessa 1ng6nua defi- 
nicbo do conceit0 de capitalismo. 
R 8nsia desmedida de ganho nbo 6 de 
modo nenhum id6ntica a0 capitalismo, e muito 
menos corresponde ao &quot;espirito&quot; deste. 
0 captalismo pode ali6s se identificar com 
uma discipl~na, ou pelo menos com urn tempero 
racional de tal impulso irrocional. Em todo caso, 
o capitalismo & id6ntico com a tend&ncia 00 
ganho em uma empresa capitalista racional 
e continua, ao ganho sempre renovado, ou 
seja, b rentabilidade. E assim ele deve ser. 
Em uma ordem capitalista de toda a economia, 
um empreendimento capitalista particular, que 
n6o se orientasse segundo a eventualidode de 
alcanpr a &quot;rentabilidade&quot;, seria condenado a 
perecer. Definamo-lo mais exatamente do que 
geralmente se faz. 
Capitulo quarto - M a x W e b e r e a s ci2ncias histbrico-sociais 
Um ato econ6mico capitalista significa para 
nos um ato que se baseia sobre a expectativo 
de ganho que deriva do desfrutar habilmente 
as conjunturas do troca, portanto, de proba- 
bilidades de ganho formalmente pacificas. R 
aquisi<do violenta (formal e atual) segue suas 
leis particulares, e ndo & util - mesmo que ndo 
se possa proibir de fa&-lo - colocd-la sob a 
mesma categoria do atividade orientado se- 
gundo as probabilidades de ganho no troca. 
Quando se tende de modo racional ao ganho 
capitalista, a a560 correspondente orienta-se 
conforms o cdculo do capital. 
lsso qua dizer que ela ordena-se segundo 
um emprego praestabelecido de presta@es 
reais ou pessoais como meios para conssguir 
urn proveito, de modo tal que a consist&ncia 
patrimonial estimada em dinheiro no encerra- 
mento das contas supera o capital, ou seja, o 
valor estimado, posto na balanp, dos bens 
instrumentais reais empregados no aquisi@o 
por meio da troca. No coso de uma emprasa 
continua a consist6ncia patr~moniol em dinhei- 
ro calculada periodicamente no balan<a deve 
poriodicamante superar o capital. Tanto se se 
tratar de um complexo de mercadorias in natu- 
ra entregues em consigna@o a um mercador 
viajante cujo proveito final pode consistir em 
outras mercadorias in natura, como de uma 
fabric0 cujas instala@es particulares, edificios, 
m6quinas, resewas ds dinheiro, matbrias-pri- 
mas, produtos acabados e semitrabalhados 
representom exighcias 6s quais correspondem 
compromissos: o importante & que seja feito um 
c6lculo do capital expresso em dinheiro, tanto 
de modo moderno, com livros regulares, corno 
tamb&m de modo primitivo e superficial. 
E no inicio do empresa tem lugar um ba- 
lan~o inicial, como antes de todo ato comercial 
particular um c6lculo para o controle e um ensaio 
do correspond&ncio do ato com o objetivo pre- 
Fixado e, no encerromento, para verificar aquilo 
que se ganhou, tam-se um c6lculo retrospective: 
o balan~o de encerramento. 0 balonso inicial de 
uma consigna~do 6, por examplo, o acerto de 
valor expresso em dinheiro que devem tar as 
mercadorias para as partes contraentes, caso 
sejom elas ainda ndo am si mamas dinheiro; 
o balan5o de encerramento 6 a estimativa final 
que Q fundamento da reparti560 do ganho e 
da perda. Um c6lculo ssta como fundamento 
de todo ato particular do consignatario, desde 
que este aja racionalmente. Qua ndo se tenham 
um c6lculo e uma estimativa realmente exatos; 
qus se proceda a modo de estimativa ou ant60 
tradicional e convencionalmente, sdo coisas qua 
acontecem ainda hoja em todo forma de empre- 
sa capitalista, sempre que as circunst6ncias ndo 
obriguem a um cCllculo preciso. Mas estes sdo 
elementos que se referem apenas ao grau da 
racionalidade do proveito capitalista. 
Para o conceito, importa apenas que o 
confronto entre o resultado calculado em di- 
nheiro e a entrada calculada em dinheiro, em 
qualquer forma, por mais primitiva qua seja, 
determine o ato econ6mico. Neste sentido 
houve &quot;capitolismo&quot; a &quot;empresas capitalistas&quot; 
tamb6m corn certa racionalidade no c6lculo 
do capital em todos os paises civilizados do 
mundo; palo menos at& onde remontam os do- 
cumentos econ6micos que possuimos. No China, 
na india, na BabilBnia, no Egito, na antiguidade 
mediterr6ns0, na Idads MBdia e na era moder- 
na. Existiram n6o so empresas isoladas, mas 
tamb&m complexes econ6micos que se basea- 
vam sobre empresas capitalistas particulares 
sampre novas, e tamb6m empresas continuos; 
embora o com&rcio por long0 tempo ndo tivesse 
o carttar de nossas empresas continuativas, 
mas muito mais o de uma s6rie de atos singu- 
lares e apenas Ientamente, no atividade dos 
grandss comerciantss, penetrasse uma liga@o 
intima, com a institui~do de varias sqdes. Em 
todo modo, a smprasa e o empreendedor 
capitalista, n6o so de ocasido mas tambhm 
corn atividade continua, sdo antiquissimos e se 
difundiram em todo Iugar. Mas o Ocidante tsm 
um grau de import6ncia que ndo se encontra 
alhures. E desta importancia d60 a razdo as 
esp&cies e formas e direg%s do capitalismo 
que ndo surgiram am outros lugares. Em todo 
o mundo houve estados marcantas dedicados 
ao combrcio por atacado e por varejo, local e 
em paises distantes, houve emprBstimos de 
toda esphcie, Gram muito difundidos bancos 
com fun~des bastante diversas, mas pelo me- 
nos semelhantes em substancia 6s dos bancos 
de nosso s&culo XVI; empr&stimos maritimos,