Custos - apostila 2013 2
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Custos - apostila 2013 2


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conta as deficiências sabidamente existentes em termos de 
qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos, fornecimento de energia, 
etc.. É um valor que a empresa considera difícil de ser alcançado, mas não 
impossível. 
 
C) Custo Estimado: É o custo que deverá ser. Enquanto o custo-padrão corrente é o 
que a empresa deveria alcançar, se conseguisse atingir certos níveis de 
desempenho, o Custo Estimado é o que normalmente a empresa deverá obter. O 
custo estimado não parte de nenhum estudo teórico, somente da história prática. 
 
Trataremos somente do custo-padrão corrente que é o utilizado na prática. 
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Curso Administração de empresas 
Disciplina: Análise de Custos 
 
 
 
Finalidades e Utilidades do Custo-Padrão 
 
A grande finalidade do custo-padrão é o controle dos custos. 
 
Seu grande objetivo, portanto, é o de fixar uma base de comparação entre o que 
ocorreu de custo e o que deveria ter ocorrido. Segundo Martins (2003), Isso nos leva 
à conclusão de que custo-padrão não é uma outra forma de contabilização de 
custos, mas sim uma técnica auxiliar. A instalação do custo-padrão não significa a 
eliminação de Custos a valores Reais Incorridos (Custo Real); pelo contrário, só se 
torna eficaz na medida em que exista um Custo Real, para se extrair, da 
comparação de ambos, as divergências existentes. 
 
Uma outra grande finalidade do custo-padrão, decorrente da adoção de qualquer 
base de comparação fixada para efeito de controle, é o efeito psicológico sobre o 
pessoal. E este pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma de tratamento 
dispensada à implantação. 
 
Segundo Martins (2003) se o padrão for fixado considerando-se metas difíceis, mas 
não impossíveis de serem alcançadas, acabará por funcionar como alvo e desafio 
realmente de todo o pessoal. Mais ainda, se tiver sido firmado com a participação 
dos responsáveis pela produção. 
 
Por outro lado, se for fixado com base no conceito ideal, cada um já saberá de 
antemão que o valor é inatingível, que todo e qualquer esforço jamais culminará na 
satisfação máxima de objetivo alcançado, e poderá haver a criação de um espírito 
psicológico individual e coletivo amplamente desfavorável. 
 
Fixação do Padrão 
 
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Disciplina: Análise de Custos 
 O custo-padrão deve sempre ser fixado em quantidades físicas e valores, quer de 
materiais, mão-de-obra, kwh, horas-máquina, etc.. Essas fixações são muito mais 
uma tarefa da Engenharia da Produção do que da Contabilidade de Custos. 
 
Cabe a Contabilidade de Custos a transformação dos padrões físicos em reais. 
 
Portanto, a fixação final do custo-padrão de cada bem ou serviço produzidos 
depende de um trabalho conjunto entre a Engenharia de Produção e a Contabilidade 
de custos. 
 
Essa fixação não precisa ser imposta a toda a fábrica. A empresa pode determinar 
padrões apenas para certos produtos ou departamentos, ou para certos elementos 
de custos. 
 
ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DE MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA 
 
Ao serem obtidos os valores de Custo Real, a primeira providência é sua 
comparação com o padrão, para que sejam analisadas e tomadas as medidas 
corretivas necessárias. 
 
Variações nos Materiais 
 
As variações entre o custo-padrão e o custo real nos materiais podem ser oriundas 
de variações de quantidade ou de variações de preço. 
 
A) Variações de Quantidade: 
 
A variação de quantidade pode ser medida pela seguinte fórmula: 
 
Variação de Quantidade = Diferença de Quantidade x Preço padrão. 
 
B) Variação de preço 
 
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 A variação de preço, por sua vez, é medida da seguinte forma: 
 
Variação de preço = Diferença de preço x quantidade-padrão 
 
C) Variação mista 
 
É a variação decorrente da diferença de preço e de quantidade, ao mesmo tempo. 
 
Variação mista = Diferença de quantidade x diferença de preço 
 
Análise das Variações de Materiais 
 
Mais importante do que identificar os valores das variações é analisá-las para a 
tomada de decisões. 
 
As variações nas quantidades de materiais se deve a inúmeras razões, dentre elas, 
podemos citar: 
 
\u2022 Qualidade da matéria-prima usada, que, por ser inferior à recomendada, provocou 
maior consumo; 
\u2022 Baixa qualidade da mão-de-obra que aumentou esse consumo; 
\u2022 Máquinas mal preparadas ou mal reguladas que provocaram estragos na matéria-
prima usada; 
\u2022 Problemas técnicos, como evaporação em excesso, deterioração por mal 
acondicionamento, etc. 
 
As variações nos preços dos materiais também se deve a vários fatores, tais como: 
 
\u2022 Compra mal feita por deficiência do setor de compras; 
\u2022 Compra mal feita por deficiência do Depto. de Controle e Programação da 
produção que não previu o item adequadamente e obrigou à aquisição com 
urgência. 
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 \u2022 Imposição do Depto. de vendas para entrega rápida do produto, tendo sido o setor 
de compras obrigado a adquirir de quem tinha em estoque, mesmo que a preço 
maior; 
 
\u2022 Determinação da Diretoria de se comprar de outro Fornecedor para não ficar com 
um único fornecedor. 
\u2022 Etc. 
 
Algumas vezes as causas são fáceis de ser localizadas; outras vezes o tempo 
dispensado em sua pesquisa pode ser muito grande. Por isso, deve a empresa 
determinar um valor abaixo do qual não gastará esforço em localizar a razão da 
variação. 
 
Sempre, dependendo da razão averiguada, far-se-á uma verificação da possibilidade 
de ser ela controlável ou não pela empresa. Se o for, deverá a pessoa responsável 
determinar a correção ou punir o causador da divergência, ou tomar outra medida 
adequada. Se a causa não for controlável, nada restará a fazer, a não ser anotar o 
evento para uma modificação para os padrões futuros. 
 
Variação da Mão-de-obra direta 
 
Toda a variação relativa à mão-de-obra direta é analisada da mesma forma que a 
referente aos Materiais Diretos. Há apenas uma diferença na terminologia adotada, 
conforme segue: 
 
Terminologia MD: Terminologia MOD: 
 
Variação de preço Variação de taxa 
Variação de Quantidade Variação de eficiência 
Variação mista Variação mista 
 
A) Variação de eficiência 
 
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 Variação de eficiência = Diferença de horas x Taxa padrão 
 
 
 
 
B) Variação de taxa 
 
Variação de taxa = Diferença de taxa x Horas padrão 
 
C) Variação mista 
 
Variação mista = Diferença de horas x Diferença de taxa 
 
Análise das Variações da MOD 
 
As variações da MOD, dentre outras, podemos citar: 
 
\u2022 Ineficiência da mão-de-obra; 
\u2022 Uso de pessoal que não o adequado para a tarefa 
\u2022 Inexistência de pessoal treinado para substituir o pessoal em férias 
\u2022 Acréscimo de taxa determinado pela Direção, legislação ou Sindicato 
\u2022 Falta de pessoal, no mercado, que aceite o salário oferecido 
 
ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO 
 
Na análise das variações dos CIFs, vamos encontrar dois problemas que podem 
ocasionar a referida variação. Primeiramente, a própria diferença entre volume de 
produção considerado para o cálculo do padrão e o volume real de unidades feitas, 
já que isso provoca alteração nos custos unitários devido à existência dos Custos 
Indiretos Fixos. E também haverá a diferença causada