Capítulo 10 - Câncer Gástrico
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Capítulo 10 - Câncer Gástrico


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à profundidade de invasão na parede gástrica,
pode ser:
-T1: Invasão até a submucosa;
- T2: Invasão até a muscular;
- 2a: restrito à camada muscular;
- 2b: até subserosa.
- T3: Invasão até a serosa;
- T4: Invasão de estruturas adjacentes.
CA Precoce CAavançado
8M PM 88 8M
8erosa Muscular Própria Muscular da mucosa
Figura 7 - Estadiamento local do tumor gástrico
Quanto à invasão ganglionar:
- Nl: 1 a 6 linfonodos metastáticos;
- N2: 7 a 15 linfonodos metastáticos;
- N3: Mais de 15 linfonodos metastáticos;
A ausência ou não de metástases hematogênicas, que
normalmente são para o fígado, é classificada como MO (au-
sente) e M1 (presente).
Os estadios são classificados, então, de acordo com essas
3 categorias - TNM:
Quadro 2 - estadiamento do câncer gástrico
Estadio IA TlNOMO
Estadio IB
TlNiMO
T2NOMO _
Estadio II
TlN2MO
T2NiMO
T3NOMO
T2N2MO
T3NiMO
T4NOMO
Estadio IIIA
Estadio 11I8 , T3NM02
Estadio IV
T4Ni
T4N2
T4N3
qualquer T ou N com Mi
O prognóstico é tanto melhor quanto menor o estadio.
11. Tratamento
Cirúrgico: para ter o melhor índice de cura, a cirurgia pa-
drão é gastrectomia + linfadenectomia D2, que significa uma
linfadenectomia estendida determinada sempre pela loca-
lização do tumor. Portanto, uma linfadenectomia D2 de um
tumor de fundo gástrico não retira os mesmos linfonodos de
uma linfadenectomia D2 de um tumor de antro.
Deve-se deixar margem cirúrgica proximal da lesão maior
que 2cm no câncer gástrico precoce, maior que Sem no cân-
cer gástrico avançado bem diferenciado, e maior que 8cm
no câncer gástrico avançado indiferenciado. A margem distal
sempre deve ser de 4cm do duodeno, exceto nas gastrecto-
mias em cunha.
O tipo de gastrectomia, total ou subtotal (retirada de 4/5
do estômago, devendo restar apenas 1ou 2 vasos curtos),
dependerá da localização do tumor e da margem cirúrgica
desejada. Tumores proximais normalmente necessitam de
gastrectomia total, e tumores distais bem diferenciados pos-
sibilitam gastrectomia subtotal, especialmente se bem dife-
renciados.
"..
~.,., Gastrectomiatotal
"
Gastrectomia
subtotal
Figura 8-Ressecções gástricas
iMedcel
A ressecção endoscópica pode ser realizada apenas em
tumores restritos à mucosa, bem diferenciados, sem ulcera-
ção e menores que 2cm.
A laparoscopia é um bom método, principalmente para
câncer gástrico precoce. Também é possível fazer gastrecto-
mia e linfadenectomia D2; contudo, é necessário um cirurgião
experiente no método e não traz grandes vantagens. Pode ser
útil nas cirurgias paliativas.
A reconstrução pode ser realizada pelas técnicas (Figura 9):
- Billroth I: Mais no câncer gástrico precoce, pois não pos-
sibilita a retirada de grandes margens;
- Billroth 11: Não é muito realizada, pois provoca mais
complicações tardias;
- Y-de-Roux: É a técnica mais utilizada.
Figura 9 - Reconstruções pós-gastrectomias
-'-'
)
.,
{
Ausência de
metástases
Iinfonodais .
Preenche critérios
para ressecção
endoscópica
Metástases
perigástricas ou IL.---,..---...J L__ -t-r-__ .....J I
ausência de
critérios para
ressecção local
Ressecçãolocalou
gastrectomia com ou
sem linfadenectomia
Diagnóstico de câncer gástrico:
Realização de estadiamento completo
(clínico e intra-operatório)
Boas condições
clínicas, ausência
de carcinomatose
M ás condições
clínicas,
carci nomatose
C irurgia paliativa:
derivação intema
ou extema
Figura 10 - Conduta cirúrgica sugerido no câncer gástrico
Gastrectomia
paliativa
Tratamento
oncológico e/ou
jejunostomia
CÂNCER GÁSTRICOMedcel
A químio e a radioterapia não trazem grande melhora na
sobrevida. Podem ser utilizadas nos casos de dor e sangra-
ento para a melhora dos sintomas. No pós-operatório, a
uimioterapia pode ser usada, nos casos em que a cirurgia
ão tiver sido oncologicamente radical.
12. Prognóstico
o principal fator prognóstico é o estadio TNM. A diferen-
iação também é um desses fatores; quanto mais indiferen-
iado, pior o prognóstico.
Além disso, tumores mais proximais tendem a ter pior
rognóstico. E pacientes com marcadores tumorais elevados
(CEA, CA19.9, CA72) têm pior sobrevida.
Tabela 1-Percentual de sobrevida em 5 anos
I EUA I Alemanha I Japão I Brasil
Geral 17,5 36,S 63,S 89
IA 59 85,2 69,2 80
IB 44 69,2 89,9 72
II 29 43,7 71,2 47
IIIA 15 28,6 47,9
IIIB 9 17,7 28,8
IV 3 8,7 11,5