História do Direito - dos Sumérios até a nossa Era - Aluisio Gavazzoni
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História do Direito - dos Sumérios até a nossa Era - Aluisio Gavazzoni


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ao túmulo (caminho (s) de San-
tiago na Galícia).
814 d.C.
Morte de Carlos Magno.
834 d.C.
Reconhecimento oficial do povo luso (Portugal).
149Capítulo V \u2014 O Renascimento
850 d.C.
É criado um reino normando na Irlanda.
882 d.C.
Nasce o primeiro Império Russo.
893 \u2014 1095 d.C.
Primeira Idade Feudal.
988 d.C.
Propagação rápida do Cristianismo na Rússia.
1054 d.C.
O grande Cisma (ruptura) entre Roma (o Papa) e
Bizâncio (o Patriarca de Constantinopla).
1066 d.C.
Guilherme, o Conquistador, o duque Wilring da Nor-
mandia, conquista a Inglaterra.
1096 d.C.
Começa o renascimento medieval que vai até mais ou
menos o ano de 1204.
1100 a 1135 d.C.
Reinado do Rei Henrique I da Inglaterra e a predomi-
nância da Lei Régia aos costumes feudais.
1137 d.C.
Criação do Reino de Portugal e Algarve.
150 História do Direito
1142 d.C.
As escolas ressurgem na Itália no final do século XI e
vão se transformar em universidades, inclusive de advo-
gados dedicados ao Direito Romano.
1143 d.C.
É reconhecida a independência do reino de Portugal
pelo Tratado de Samora.
1147 d.C.
Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, conquista
a cidade de Lisboa.
1176 d.C.
Henrique II faz cumprir a \u201cAudiência de Northampton\u201d
que exigiu dos ingleses livres um juramento solene de fi-
delidade.
1215 d.C.
É editada na Inglaterra a MAGNA CARTA.
1232 d.C.
É canonizado Santo Antônio de Lisboa.
1250 d.C.
É constituído o Parlamento em Paris pelo Rei Luís (São
Luís).
1252 \u2014 1259 d.C.
É criada a Universidade de Sorbonne em Paris. Santo
Tomás de Aquino (filósofo) é um dos seus grandes Mestres.
151Capítulo V \u2014 O Renascimento
1261 d.C.
Queda do Império latino de Constantinopla.
1267 d.C.
Afonso X, Rei de Castela, reconhece os direitos de Por-
tugal sobre o Algarve.
1307 d.C.
Portugal se torna uma respeitável potência marítima.
1381 d.C.
Batalha de Saltes, Portugal.
1453 d.C.
Morre o Infante D. Henrique de Portugal (o Navega-
dor).
1455 d.C.
Começam as descobertas marítimas do Novo Mundo.
1492 d.C.
Portugal recebe os judeus expulsos da França. A Amé-
rica é descoberta por Cristóvão Colombo.
1500 d.C.
Em plena época da Renascença, o português Pedro Al-
vares Cabral descobre o Brasil.
1642 d.C.
Guerra civil na Inglaterra. O Rei Carlos I (Stuart) é
decapitado por ordem de Cromwell (1660).
152 História do Direito
1679 d.C.
É instituído o HABEAS CORPUS.
1789 d.C.
Explode a Revolução Francesa. É formado o Parlamen-
to francês e surge a declaração dos direitos do homem.
1809 d.C.
Napoleão Bonaparte domina a Europa.
1822 d.C.
A Grécia conquista a independência.
1824 d.C.
É editada no Brasil, como sua primeira Constituição, a
CARTA IMPERIAL.
1834 d.C.
É editado o Ato Adicional de 1834 e a Lei nº 16.
1840 d.C.
Entra em vigor a Lei nº 105, de 1840, conhecida como a
Lei de Interpretação.
1888 d.C.
É promulgada em 13 de maio a Lei Áurea, que aboliu a
escravatura no Brasil.
1835 \u2014 1845 d.C.
Revolução Farroupilha.
153Capítulo V \u2014 O Renascimento
1838 \u2014 1841 d.C.
A revolução conhecida como Sabinada.
1839 d.C.
A Revolta Praieira.
1889 d.C
Proclamação da República e Revogação da Carta Im-
perial.
1891 d.C
Com a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca as-
sume o vice Marechal Floriano Peixoto.
1892 d.C.
Levante das guarnições das fortalezas de Santa Cruz e
Laje, no Rio de Janeiro.
1893 d.C.
Revolta de Canudos, revolta da Armada e Federalista
do Rio Grande do Sul.
1895 \u2014 1905 d.C.
Revoltas da Escola Militar.
1910 d.C.
Revolta da Chibata (João Cândido).
1914 d.C.
1ª Grande Guerra.
154 História do Direito
1917 d.C.
Revolução Russa de Lenine e TROTSKY.
1922 d.C.
Levante do Forte de Copacabana conhecido como os \u201c22
do Forte\u201d.
1923 d.C.
A revolução do Rio Grande do Sul contra Borges de
Medeiros.
1924 d.C.
Revolução Paulista.
1926 d.C.
Fim da Coluna Prestes.
1930 d.C.
Revolução Getulista.
1932 d.C.
Revolução Constitucionalista de São Paulo.
1933 d.C.
Hitler assume o poder na Alemanha e implanta o na-
zismo.
1934 d.C.
Carta Política de 16.7.1934.
155Capítulo V \u2014 O Renascimento
1935 d.C.
Intentona Comunista.
1937 d.C.
A constituição conhecida como Polaca.
1939 d.C.
Começo da 2ª Grande Guerra.
1945 d.C.
Fim da 2ª Grande Guerra.
1946 d.C.
Constituição de 1946.
1954 d.C.
Getúlio Vargas deposto, suicida-se.
1955 d.C.
É eleito o mineiro Juscelino Kubitschek, Presidente da
República.
1961 d.C.
Renuncia o Presidente Jânio Quadros. Posse de João
Goulart.
1963 d.C.
É implantado o regime parlamentarista, logo derruba-
do pela Emenda Constitucional nº 6.
156 História do Direito
1964 d.C.
Revolução Militar derruba João Goulart. São editados
os Atos Institucionais 1 e 2.
1966 d.C.
É baixado o Ato Institucional nº 4.
1967 d.C.
Toma posse o Marechal Arthur da Costa e Silva como
Presidente da República, em substituição ao Marechal
Humberto Castelo Branco.
1968 d.C.
Começa a guerrilha urbana no Brasil.
1969 d.C.
Morre no poder o Presidente Costa e Silva. É editado o
Ato Institucional nº 12 e a Emenda à Constituição de nº 1.
1972 d.C.
Emenda Constitucional nº 2 (regulava a eleição indire-
ta de governadores e seus vices e a de nº 3 que permitia a
acumulação de cargos executivos sem a perda de mandato
de parlamentares.
1979 d.C.
Assume a Presidência da República o Gen. João Figuei-
redo.
157Capítulo V \u2014 O Renascimento
1985 d.C.
Pelo voto indireto é eleito Presidente da República
Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse. Assume
seu vice, José Sarney.
1986 d.C.
Convocada uma Assembléia Constituinte para elabo-
rar nova Constituição.
1988 d.C.
É promulgada a nova Constituição brasileira.
1997 d.C.
Começam as alterações na Carta de 1988.
1999 / 2000 / 2001 / 2002 d.C.
Continuam as alterações na Carta de 1988.
158 História do Direito
158
Capítulo VI
SOBREVIVÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DO
DIREITO ROMANO
Aqui, SÍNTESE DOS FUNDAMENTOS DO DIREITO ROMANO, que
sobreviveram até os nossos dias.
No século XVI ressurgem com muita pujança os estu-
dos clássicos de Direito.
Tornou-se auxiliar importante deste estudo o conheci-
mento da HISTÓRIA DA LITERATURA (na época basicamente a
literatura grega e latina) mormente como estudos comple-
mentares da jurisprudência do Direito Romano. O comple-
mento trazido pela História, remontando séculos, foi de
imenso valor técnico para o desenvolvimento e aperfeiçoa-
mento do estudo. Esse novo e revolucionário método deve-
se, segundo os pesquisadores, ao alemão ULRICO ZÁSIO (1416
\u2014 1535), cabendo a Alciato abraçar o método na França e
na Itália. Na França destacou-se o francês CUJÁCIO (1522
\u2014 1590). Segundo MATOS PEIXOTO, o príncipe dos romanistas
chama-se ARANGIO RUIZ e DE FRANCISCI diz que ele foi o maior
exegeta que traçou o sulco mais profundo como critico e
reconstrutor do genuíno pensamento dos jurisconsultos
romanos. CUJÁCIO empregou com mestria incontestável o
método histórico, mas não se limitou a isso: viu \u2014 tal foi a
idéia nova que o inspirou \u2014 que as compilações justinia-
néias não são uma legislação homogênea, mas estratifi-
cações doutrinarias pertencentes a épocas diversas, o que
o levou a descobrir numerosas interpolações. (Curso de
Direito Romano, pág. 163.)
159Capítulo VI \u2014 Sobrevivência dos Fundamentos do Direito Romano
CUJÁCIO escreveu Commentarii iuris civilis, considera-
do pela maioria a melhor exposição metódica do estudo do
Direito Romano sob a nova ótica do ensino. Em Portugal
predominou o professor ANTÔNIO GOUVEIA (1507 \u2014 1566).
Também se sobressaíram como seguidores da nova técnica
de estudo, ANTÔNIO FAVRE (1557 \u2014 1624), DENIS GODEFROY
(1549