História do Direito - dos Sumérios até a nossa Era - Aluisio Gavazzoni
210 pág.

História do Direito - dos Sumérios até a nossa Era - Aluisio Gavazzoni


DisciplinaHistória do Direito6.262 materiais284.005 seguidores
Pré-visualização45 páginas
que como preferem seus in-
térpretes, 25 aditamentos. Os dez primeiros aditamentos
ou emendas foram apresentados em 1789 e constituem, é
bem verdade, uma declaração de direitos complementares
a ela constituição. A 25ª emenda refere-se à substituição
do Presidente nos impedimentos e do Vice-Presidente quan-
do por qualquer razão ficar impedido de exercer seu cargo
ou se, por força da lei, assumir a Presidência. O professor
Johson, citado por Marcello Caetano na sua obra por mim
171Capítulo VII \u2014 Das Constituições
referida, alerta para o fato de que a constituição durante
seus 180 anos foi vitalizada por \u201ccertas leis ordinárias que
contêm princípios reputados pela consciência popular tão
importantes e intangíveis como os da constituição; 2) a in-
terpretação judicial que tem desenvolvido o sentido dos pre-
ceitos constitucionais; 3) a maneira de proceder dos Presi-
dentes que tem fixado a interpretação da constituição em
vários pontos; 4) os usos e costumes que foram acrescen-
tando instituições e definindo processos de agir imprevis-
tos na constituição\u201d. Os Estados Unidos da América do Nor-
te formaram-se primitivamente em uma confederação e
mais tarde em uma federação de 50 estados, sendo os dois
mais novos o do Alasca em 1958 e o do Havaí em 1959. As
leis americanas só podem ser elaboradas e votadas pelo
congresso, cabendo ao Presidente, como o poder executivo,
expedir decretos (Rules and Regulation or Executive
Orders). Todavia, tem o Presidente em suas mãos uma for-
te arma, que é o veto, tornando, por todas essas razões a
Presidência um fator decisivo da centralização e da unifi-
cação nacional que caracteriza a maior potência do plane-
ta em nossos dias. A organização da Justiça americana tem
Justiças estaduais, uma Justiça federal. Cada estado pos-
sui um Supremo Tribunal e Tribunais de 1ª e 2ª instâncias
que julgam questões civis e criminais aplicando as leis es-
taduais. Os Tribunais Federais com competência prevista
na seção II do art. 3º da constituição. Todavia, o poder maior
está nas mãos dos juízes do Supremo Tribunal Federal, que
tem ingerência em todas as áreas do Governo Federal e
Estadual e até mesmo, no Municipal. Marcello, na pág. 90
da obra que várias vezes citamos, insiste em destacar as
regras fundamentais em que se baseia a jurisprudência do
Supremo Tribunal. São quatro as que têm de ser rigorosa-
mente obedecidas: a) a regra de proteção dos direitos indi-
viduais; b) a regra do processo jurídico regular; c) a regra
do razoável ou do equilíbrio de interesses; e d) a regra da
igualdade de direito à proteção legal\u201d. Para encerrar vou
transcrever o que diz no vernáculo o art. I da Section I. All
172 História do Direito
legislative powers herein granted shall be vested in a
Congress of the United States, which shall consist of a
Senate and house os representatives 1995,
DECLARAÇÃO UNIVERSAL
DOS DIREITOS DO HOMEM
Tradução oficial \u2014 Nota do Departamento de Informa-
ção Pública da ONU:
\u201cA 10 de dezembro de 1948, a Assembléia das Nações
Unidas adotou e proclamou a Declaração Universal dos
Direitos do Homem cujo texto integral está incluído nes-
tas páginas. Depois de tão histórica medida a Assembléia
solicitou a todos os países membros que publicassem o texto
da Declaração para que fosse disseminado, mostrado, lido
e explicado principalmente nas escolas e outras institui-
ções educacionais, sem distinção nenhuma baseada na si-
tuação política dos países ou território\u201d.
Aprovada em Resolução da III Seção Ordinária da As-
sembléia Geral das Nações Unidas, em 1948.
CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade ine-
rente a todos os membros da família humana e de seus di-
reitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade,
da justiça e da paz no mundo,
CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos di-
reitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultraja-
ram a consciência da Humanidade e que o advento de um
mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra,
de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da
necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do
homem comum,
CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem
sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem
não seja compelido como último recurso, à rebelião contra
a tirania e a opressão,
173Capítulo VII \u2014 Das Constituições
CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimen-
to de relações amistosas entre as nações,
CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafir-
maram, na Carta, sua fé nos direitos fundamentais do ho-
mem, na dignidade de direitos do homem e da mulher, e
que decidiram promover o progresso social e melhores con-
dições de vida em uma liberdade mais ampla,
CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses di-
reitos e liberdades é de mais alta importância para o pleno
cumprimento desse compromisso,
Agora, portanto,
A ASSEMBLÉIA GERAL
Proclama
A presente DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREI-
TOS DO HOMEM como ideal comum a ser atingido por to-
dos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada
indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em
mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da
educação, por promover o respeito a esses direitos e liber-
dades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter
nacional e internacional, por assegurar o seu reconheci-
mento e a sua observância universais e efetivos, tanto en-
tre os povos dos próprios Estados membros, quanto entre
os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo I
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade
e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir
em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo II
1 \u2014 Todo homem tem capacidade para gozar os direi-
tos e as liberdades estabelecidos nesta DECLARAÇÃO, sem
distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, lín-
gua, religião, opinião política ou de outra natureza, ori-
gem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer
outra condição.
174 História do Direito
2 \u2014 Não será também feita nenhuma distinção funda-
da na condição política, jurídica ou internacional do país
ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de
um território independente, sob tutela, sem governo pró-
prio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo III
Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segu-
rança pessoal.
Artigo IV
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a
escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas
as suas formas.
Artigo V
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento
ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo VI
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares,
reconhecido como pessoa perante a lei.
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qual-
quer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a
igual proteção contra qualquer discriminação que viole a
presente DECLARAÇÃO e contra qualquer incitamento a
tal discriminação.
Artigo VIII
Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacio-
nais competentes, remédio efetivo para os atos que violem
os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela
constituição ou pela lei.
175Capítulo VII \u2014 Das Constituições
Artigo IX
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo X
Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma
justa e pública audiência por parte de um tribunal inde-
pendente e imparcial, para decidir de seus direitos e deve-
res ou do fundamento de qualquer acusação criminal con-
tra ele.
Artigo XI
1 \u2014 Todo homem acusado de ato delituoso tem o direi-
to de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade
tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento
público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as ga-
rantias necessárias à sua defesa.
2 \u2014 Ninguém poderá ser culpado por qualquer