Aprendizagem_e_comportamento_humano
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PARTE II
APLICAÇÕES DA ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO NA EDUCAÇÃO
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ANÁLISE EXPERIMENTAL DAS RELAÇÕES
ENTRE O OUVIR E O FALAR EM DEFICIENTES
AUDITIVOS IMPLANTADOS COCLEARES1
Fernanda Luz Anastacio Pessan2
Fabiana Cristina de Souza3
Bruna Mares Terra4
Luiza Quadros Kutlesa Catunda5
Ana Claudia Moreira Almeida Verdu6
Maria Cecília Bevilacqua7
Introdução
Uma interface recente com as pesquisas sobre processos da audi-
ção e de (re)habilitação pelo implante coclear tem sido realizada pela
Análise do Comportamento por meio de pesquisas sobre controle de
estímulos. O modelo de investigação tem sido o paradigma das rela-
ções de equivalência, um comportamento emergente que é observa-
do quando são ensinadas pelo menos duas relações condicionais com
um elemento em comum. Um dos procedimentos de ensino cuja ca-
1 Capítulo escrito com base nas investigações conduzidas em nível de iniciação
científica e mestrado, sob a orientação da quinta e sexta autoras. Projeto apoiado
pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Estudos sobre Comportamen-
to, Cognição e Ensino CNPq: #573972/2008-7/Fapesp: #2008/57705-8.
2 Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendiza-
gem da Unesp \u2013 Bauru.
3 Graduação. Departamento de Psicologia, Unesp \u2013 Bauru.
4 Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendiza-
gem da Unesp \u2013 Bauru.
5 Idem.
6 Idem.
7 Pós-Graduação em Fonoaudiologia e Centro de Pesquisas Audiológicas, Uni-
versidade de São Paulo, USP, Bauru.
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pacidade é gerar, sem ensino direto, relações de equivalência é o em-
parelhamento-de-acordo-com-o-modelo, em que um estímulo audi-
tivo é emparelhado a dois ou mais estímulos visuais e a tarefa do par-
ticipante é selecionar o que vai com o modelo. O emparelhamento
auditivo-visual com ouvintes geralmente ocasiona a nomeação das
figuras, entretanto, usuários de implante apresentam dificuldade em
nomear, mesmo depois de apresentarem desempenho preciso nas
tarefas de seleção. Essa diferença na velocidade de aquisição corro-
bora a ideia de que os operantes verbais são funcionalmente inde-
pendentes, isto é, o estabelecimento de um não necessariamente é
acompanhado de outro. O objetivo deste capítulo é descrever
operantes verbais e apresentar os aspectos gerais do paradigma das
relações de equivalência, bem como sua aplicação na investigação das
condições necessárias e suficientes para a emergência de modos ati-
vos e receptivos de linguagem em deficientes auditivos. Consideran-
do os modos ativos de linguagem, a fala inteligível, têm sido empre-
gados diferentes procedimentos de modelagem de controle de
estímulos e resposta vocal que são apresentados juntamente com re-
lato de pesquisas concluídas e em andamento.
Linguagem e comportamento verbal
No escopo da Análise do Comportamento, o termo comporta-
mento verbal tem sido usado, em vez de linguagem, por considerar
sua determinação ambiental, pois compartilha das propriedades
definidoras de qualquer comportamento operante. O comportamen-
to verbal modifica o ambiente e é modificado por suas próprias con-
sequências (Skinner, 1957). Sua aquisição não é orientada por aqui-
lo que ocorre na interioridade do sujeito, mas pelos determinantes
do comportamento na exterioridade, pela ação do ambiente sobre o
organismo (Passos, 2003).
A aquisição do repertório verbal inicia já em crianças muito pe-
quenas. No bebê, a princípio, há apenas reações instintivas. O bal-
bucio, de início, é apenas uma reação fisiológica e, posteriormente,
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pelas implicações que tem sobre a mãe e pessoas próximas, passa a
ter função de comunicação (Goldfeld, 2002). A criança, então, apren-
de a nomear objetos e aos poucos nomeia as propriedades desses
objetos, expandindo seu repertório pelas recombinações de unida-
des já aprendidas (Galvão & Barros, 2001).
O comportamento verbal é operante por também alterar
o ambiente e sofrer as alterações por ele promovidas. Nesse caso, o
ambiente que aquele altera não é o mundo físico, mas o comporta-
mento de outra pessoa. Em uma análise funcional, a investigação
volta-se para os reforçamentos mantidos pela comunidade verbal,
buscando identificar determinantes do comportamento entre ouvinte
e falante, pois a audiência controla o falante por meio de reforçamento
diferencial, modelando seu comportamento (Skinner, 1957; Galvão
& Barros, 2001).
As categorias de comportamento verbal elementares, controladas
por estímulos verbais antecedentes, definidas por Skinner (1957) são:
a) ecoico \u2013 controlado por um estímulo auditivo antecedente pro-
duto da resposta verbal de outrem, tendo como produto uma res-
posta também audível e se assemelha ponto a ponto com o estímu-
lo antecedente;
b) cópia \u2013 cujo antecedente seria um estímulo textual e o produto da
resposta, motora, é também um texto e se assemelha, ponto a ponto,
com o estímulo antecedente;
c) ditado \u2013 tem como antecedente um estímulo auditivo produto da
resposta vocal de outrem, controlando uma resposta escrita cuja cor-
respondência é funcional;
d) textual \u2013 cujo antecedente seria um texto impresso que evocaria
uma resposta vocal com correspondência funcional sem, contudo,
indicar leitura com compreensão;
e) intraverbal \u2013 no qual um estímulo verbal antecedente controla uma
resposta verbal.
Além dos operantes verbais primários controlados por estímu-
los verbais antecedentes, outras duas classes de operantes verbais
primários foram definidas: o tacto e o mando. O tacto, estabelecido
e mantido via reforçamento generalizado, apresenta como antece-
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dente discriminativo um objeto ou evento do ambiente. Já o mando
tem sua análise funcional vinculada a condições de privação ou