UFERSA - Aula de Dir. Empresarial ALUNO 2013.2
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- Por extinção da autorização para funcionar quando cassada ou não renovada.
- Ocorre quando sociedade necessita de autorização especial para funcionar. Ex.: atividade securitária, financeira, transporte rodoviário de bens, consórcios, vigilância e transp. de valores.
> A liquidação.
- É o procedimento que tem a finalidade de arrecadar bens, avaliá-los e vendê-los para o pagamento de credores. 
- Neste procedimento, a sociedade transforma todo o seu patrimônio em dinheiro para saldar suas dívidas e encerrar suas atividades.
> A partilha.
- É a distribuição entre os sócios do eventual saldo positivo que restar depois da realização dos ativos da empresa e da liquidação do passivo. 
3.5 A Sociedade em Comandita por Ações
> Esta sociedade tem o capital dividido em ações, regendo-se pelas normas relativas à sociedade anônima. 
> Aplicam-se todas as regras das S.A.
> Todavia, neste tipo societário, há algumas diferenças em relação às S.A.:
a) Os diretores.
- Somente acionistas podem ser diretores. 
- Têm responsabilidade subsidiária e ilimitada pelas obrigações sociais. 
- Os diretores são os sócios comanditados.
b) O nome empresarial.
- Pode ser firma/razão social ou denominação. 
- Se optar por firma/razão social, somente os nomes civis dos sócios diretores poderão ser aproveitados. 
3.6 \u2013 A CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES.
3.6.1 - QUANTO À PERSONIFICAÇÃO: 
A) Sociedades não personificadas: são as que não têm personalidade jurídica.
- Sociedades em comum;
- Sociedade em conta de participação; 
> Mas o que é a Personalidade Jurídica? 
- É a coletividade de homens, constituída para certo fim, com vida e patrimônio próprios, distintos dos indivíduos que a compõem.
- É uma ficção jurídica.
> Efeitos da personalidade jurídica: 
- Titularidade negocial e processual, a partir de sua inscrição.
- Individualidade própria: os sócios não mais se confundem com a sociedade.
- Autonomia e responsabilidade patrimonial
B) Sociedades Personificadas: são as que adquirem personalidade jurídica própria, distinta das dos sócios.
- Sociedades simples. 
- Sociedades empresárias.
3.6.2 \u2013 QUANTO À ESTRUTURA ECONÔMICA.
A) Sociedades de pessoas: 
- Os sócios se aceitam tendo em vista as qualidades pessoais de cada um. 
- Elas fundam-se na confiança recíproca entre os sócios, na capacidade, na honra, na honestidade, na experiência e no conhecimento dos componentes. 
- A substituição de um dos sócios pode causar a dissolução da sociedade. 
- São elas: 
- Soc. em nome coletivo;
- Soc. Limitada; 
- Soc. Simples.
B) Sociedades de capital: 
- São as que se formam tendo em vista, principalmente o capital social, deixando em segundo plano as qualidades pessoais dos sócios. 
- A substituição dos sócios se faz livremente, já que o que interessa é o capital.
- É o caso das S/A.
C) Sociedades mistas:
- São aquelas em que há sócios escolhidos em virtude de suas características pessoais juntamente com sócios para os quais não se leva em conta sua condição pessoal, mas somente o seu capital. 
- São elas:
- Soc. em conta de participação;
- Soc. em comandita simples;
- Soc. em comandita por ações
3.6.3 \u2013 QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS.
A) Sociedades ilimitadas: Aquelas em que os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. 
- Somente a Sociedade em Nome Coletivo.
B) Sociedades limitadas: aquelas em que todos so sócios respondem limitadamente pelas obrigações sociais. 
- São as Limitadas e as S/A.
C) Sociedades mistas: são aquelas em que uma parte dos sócios têm responsabilidade ilimitada e outra parte tem responsabilidade limitada.
- São as sociedades em comandita simples: 
> O sócio comanditado responde ilimitadamente.
> O sócio comanditário responde limitadamente.
- São as sociedades em comandita por ações: 
> Os sócios diretores (comanditados) respondem ilimitadamente.
> Os demais acionistas (comanditários) respondem limitadamente.
3.6.4 \u2013 QUANTO AO REGIME DE CONSTITUIÇÃO.
- Estatutárias (ou institucionais): as S/A e em Comandita por Ações. 
- Contratuais: todas as demais
3.6.5 \u2013 QUANTO À NACIONALIDADE.
a) Nacionais. 
- São as sociedades organizadas de conformidade com a lei brasileira e que tenham no País a sede de sua administração. (art. 1.126 CC).
b) Estrangeiras. 
- São as sociedades não organizadas conforme a lei brasileira e/ou que não tenham a sede de sua administração no País, necessitando, por isto, da autorização do Poder Executivo para funcionar no Brasil (art. 1.134).
- A autorização do Poder Executivo se dá mediante concessão, em requerimento do interessado.
- A concessão da autorização poderá estabelecer condições convenientes à defesa dos interesses nacionais (art. 1.135).
3.6.6 \u2013 QUANTO À FORMA DE CAPITAL.
- De capital variável: \u201cÉ de capital variável a cooperativa para cuja constituição concorre um número mínimo de sócios, mas sem a limitação de número máximo, possibilitando, adesões posteriores de novos cooperados, sem que seja necessária a alteração da cláusula correspondente, o aumento do montante do capital social\u201d. ( art. 1.094 CC)
- De capital fixo: todas as demais, já que o capital de toda sociedade tem que ser previamente estipulado no contrato ou estatuto e para ser modificado tem que sofre alteração da respectiva cláusula. 
3.6.7 \u2013 QUANTO À INTERLIGAÇÃO COM OUTRAS EMPRESAS.
1- Não coligadas: São aquelas em que o seu capital social não possui qualquer ligação com o capital de outras sociedades.
2- Coligadas: São aquelas cujo capital ou parte dele pertence a outra sociedade, podendo ser do tipo controlada, filiada ou de simples participação.
a) Controlada: é aquela cujo capital pertence a outra sociedade que possui a maioria de votos nas deliberações dos cotistas ou assembleia geral, permitindo-lhe eleger a maioria dos administradores (art. 1.098, I, CC). 
b) Filiada: São aquelas em que 10% ou mais do capital social pertence a outra sociedade que não a controla. (art. 1.099, CC).
c) De simples participação: São aquelas em que menos de 10% do capital social com direito a voto pertence a outra sociedade. (art. 1.100 CC).
Unidade IV \u2013 TÍTULOS DE CRÉDITO.
4.1 Conceito.
- É o documento necessário para o exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado.
- Os títulos de crédito são documentos representativos de obrigações pecuniárias. Não se confundem com a própria obrigação, mas se distinguem dela na exata medida em que a representam.
4.2 Princípios Aplicáveis aos Títulos de Crédito.
I \u2013 Princípio da Cartularidade. 
> O título se exterioriza por meio de um documento, a Cártula. 
> Este princípio indica que a posse e a exibição do documento, ou seja, do próprio título de crédito, são necessárias para o exercício do direito de crédito nele mencionado.
> O direito não existe sem a existência e sem a apresentação do documento em si.
II \u2013 Princípio da Literalidade.
> O título é literal, isto é, obedece rigorosamente ao que está escrito no documento. Desta maneira, o conteúdo do direito que o título confere a seu portador limita-se ao que nele estiver escrito.
> Os atos jurídico-cambiais não escritos no próprio documento não têm validade, em regra.
III \u2013 Princípio da Autonomia. 
> As obrigações contidas em um título são autônomas ou independentes entre si, ou seja, se uma dessas obrigações for juridicamente viciada, isso não comprometerá a validade das demais obrigações contidas no mesmo título.
> Cada coobrigado fica responsável pelo que assinou, independentemente da causa ou origem do título e da validade das demais obrigações.
> Quem saca (ou emite), quem aceita, quem endossa ou quem avaliza uma cártula fica responsável pela realização do valor que afirma existir no tempo e lugar determinados. 
IV \u2013 Princípio da Abstração. 
> Abstração: É uma extensão da autonomia e significa a desvinculação do próprio título em relação à sua causa. 
> As relações