UFERSA - Aula de Dir. Empresarial ALUNO 2013.2
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DisciplinaDireito Empresarial I16.917 materiais88.158 seguidores
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que deve pagar;
4) A indicação de lugar de pagamento; 
5) O dia e lugar onde é passado; 
6) A assinatura do emitente ou mandatário.
> O cheque é título de modelo vinculado, cuja emissão só pode ser feita em documento padronizado, fornecido pelo banco.
> Circula por meio de simples tradição ou da tradição somada ao endosso.
> É título não-causal ou abstrato.
> O cheque pode ser nominativo ou ao portador (até R$100,00), podendo ser transmitido por endosso.
- Modalidades de Cheques.
a) Cheque visado: é aquele cuja quantia é, desde logo, transferida para o banco, à disposição do beneficiário, deixando de figurar na conta corrente do emitente. Não pode ser ao portador.
> Para que o cheque seja visado, o seu emitente deverá apresentá-lo ao banco sacado para que seja posto o visto do representante do banqueiro, indicando que a respectiva quantia foi reservada em sua conta corrente e se encontra à disposição do beneficiário. Depois disso o cheque visado é entregue ao beneficiário. 
b) Cheque administrativo: é um cheque emitido pelo banco contra suas próprias caixas. 
> É o cheque emitido por um banco contra ele mesmo, por solicitação de um de terceiro. 
> O cheque administrativo também pode ser chamado de \u201ccheque emitido contra a própria caixa\u201d, \u201ccheque bancário\u201d, \u201ccheque de caixa\u201d e \u201ccheque de tesouraria\u201d. 
> Geralmente, os correntistas solicitam ao respectivo banco a emissão do cheque administrativo, trata-se de serviço cobrado e debitado na conta do próprio correntista. 
> É através do cheque administrativo, no qual consta a assinatura do representante do banco emitente, que o documento passa a ser reconhecido por bancos correspondentes no país e no exterior. Assim, este tipo cheque permite uma maior amplitude de negociação para seu beneficiário, inclusive a nível internacional.
>Só pode ser nominativo. 
c) Cheque cruzado: só poderá ser pago via depósito em banco. 
- Pode ser de dois tipos:
a) Cruzamento geral: apenas dois traços paralelos colocados no anverso. 
b) Cruzamento especial: quando tem escrito entre os dois traços o nome do banco, caso em que só a este poderá ser pago. 
d) Cheque para ser creditado em conta: tem o mesmo objetivo do cheque cruzado, não é pago em dinheiro. Sua liquidação será feita somente por lançamento contábil.
- Para isto, basta que o emitente coloque o dizer \u201cpara ser creditado em conta\u201d, no anverso do título, no sentido transversal.
- As formas de emissão do cheque.
> O cheque pode ser emitido de três formas: 
Nominal (ou nominativo) à ordem: só pode ser apresentado ao banco pelo beneficiário indicado no cheque, podendo ser transferido por endosso do beneficiário;
Nominal não à ordem: não pode ser transferido pelo beneficiário;
Ao portador: não nomeia um beneficiário e é pagável a quem o apresente ao banco sacado. Não pode ter valor superior a R$ 100.
> Para tornar um cheque não à ordem, basta o emitente escrever, após o nome do beneficiário, a expressão \u201cnão à ordem\u201d, ou \u201cnão-transferível\u201d, ou \u201cproibido o endosso\u201d, ou outra equivalente.
> Cheque de valor superior a R$100,00 tem que ser nominal, ou seja, trazer a identificação do beneficiário. O cheque de valor superior a R$100,00 emitido sem identificação do beneficiário será devolvido pelo motivo 48 (cheque emitido sem identificação do beneficiário - acima do valor estabelecido). 
- O cheque especial.
- O chamado cheque especial é um produto que decorre de uma relação contratual em que é fornecida ao cliente uma linha de crédito para cobrir cheques que ultrapassem o valor existente na conta. O banco cobra juros por esse empréstimo.
- Endosso. 
> O cheque ao portador transmite-se pela simples tradição, mas o cheque nominativo exige o endosso e a correspondente tradição.
> O cheque não admite o endosso-caução. 
> São nulos o endosso parcial, o endosso condicional e o endosso do sacado.
> O Endosso de cheque com cláusula \u201cnão à ordem\u201d tem efeitos de cessão civil de crédito.
> Com o fim da CPMF, o cheque pode ser endossado repetidamente. 
- Aval.
> Pode ser feito no anverso do cheque, pela simples assinatura do avalista. Se for feito no verso do cheque, tem que se indicar que a assinatura refere-se a um aval, para não se confundir com o endosso.
> Na falta de indicação do avalizado, considera-se como beneficiário do aval o emitente.
- Aceite.
> O cheque não admite aceite.
- Vencimento.
> Sempre à vista, no momento da apresentação ao banco.
> Mas e existem dois prazos que devem ser observados: 
O prazo de apresentação, que é de 30 dias, a contar da data de emissão, para os cheques emitidos na mesma praça do banco sacado; e de 60 dias para os cheques emitidos em outra praça; 
O prazo de prescrição, que é de 6 meses decorridos a partir do término do prazo de apresentação.
- Mesmo após o prazo de apresentação, o cheque é pago se houver fundos na conta. 
- A perda do prazo de apresentação (30 ou 60 dias) implica na perda do direito de cobrança contra coobrigados, mas não contra o devedor principal. 
- Quando o cheque é apresentado após o prazo de prescrição, o cheque é devolvido, não podendo ser pago pelo banco, mesmo que a conta tenha saldo disponível. 
- Mas o que é prazo de prescrição, no caso do cheque?
> É o prazo que se tem para receber o valor do cheque através do sistema bancário.
- Perguntas e respostas.
> Um cheque apresentado antes do dia nele indicado (pré-datado) pode ser pago pelo banco?
- Sim. O cheque é uma ordem de pagamento à vista, válida para o dia de sua apresentação ao banco,  mesmo que nele esteja indicada uma data futura. Se houver fundos, o cheque pré-datado é pago; se não houver, é devolvido. 
- Na verdade, o que se chama comumente de cheque pré-datado é, tecnicamente, cheque pós-datado!
> O motivo de devolução deve ser registrado no cheque?
- Sim. Ao recusar o pagamento de cheque apresentado para compensação, o banco deve registrar, no verso do cheque, o código do motivo da devolução, a data e a assinatura de funcionário autorizado. 
> O banco é obrigado a comunicar ao emitente a devolução de cheques sem fundos? 
- Somente nos motivos 12, 13 e 14, que implicam inclusão do seu nome no CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos). 
> O correntista pode impedir o pagamento de um cheque já emitido?
- Sim. Existem duas formas: 
A oposição ao pagamento ou sustação, que pode ser determinada pelo emitente ou pelo portador legitimado, durante o prazo de apresentação; 
A contra-ordem ou revogação, que é determinada pelo emitente após o término do prazo de apresentação.
- Os bancos não podem impedir ou limitar o direito do emitente de sustar o pagamento de um cheque. No entanto, os bancos podem cobrar tarifa pela sustação, cujo valor deve constar da tabela de serviços prioritários da instituição. 
- No caso de cheque devolvido por sustação, cabe ao banco sacado informar o motivo alegado pelo oponente, sempre que solicitado pelo favorecido nominalmente indicado no cheque ou pelo portador, quando se tratar de cheque cujo valor dispense a indicação do favorecido. 
> O banco pode fornecer informações sobre o emitente de cheque devolvido?
- Dependendo do motivo da devolução, informações podem ser dadas. Isso é possível quando o cheque for devolvido, por exemplo, por falta de fundos na 1ª e na 2ª vez que foi depositado ou quando a conta estiver encerrada, dentre outros.
> O que fazer no caso de ter cheque furtado ou roubado?
- No caso de cheque furtado ou roubado, o correntista deve, primeiro, registrar ocorrência policial. No ato de sustação, deve ser apresentado, ao banco, o boletim de ocorrência. Assim, o cheque, se apresentado, será devolvido. 
- A solicitação de sustação pode ser realizada em caráter provisório, por telefone ou por meio eletrônico, pelo prazo máximo de dois dias úteis. Após esse prazo, se não for confirmada, a solicitação será considerada inexistente pela instituição financeira. 
> Quais as consequências para o correntista que emitir cheque sem