UFERSA - Aula de Dir. Empresarial ALUNO 2013.2
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enquanto não forem legalmente reabilitados. 
> Os penalmente proibidos:
- Pessoas que exercem ofício dependente de habilitação especial, de licença ou autorização do poder público, quando condenados por violação dos deveres inerentes sofrem interdição temporária do direito de exercer a atividade. 
Ex.: atividade securitária, financeira, transporte rodoviário de bens, consórcios, vigilância e transp. de valores.
> Os estrangeiros: 
- Atividades de pesquisa e exploração de riquezas minerais, aproveitamento de potencial de energia hidráulica, não naturalizados.
- Os naturalizados há menos de 10 anos, para explorar empresa jornalística, de radiodifusão se sons e imagens.
- Aqueles que têm visto turista não podem ser empresário individual, mas podem ser sócios ou acionistas não controladores.
- Os diplomatas e representantes de países estrangeiros no Brasil, salvo os cônsules honorários.
2.6. O empresário casado.
- Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória. (CC, Art. 977).
- Significa que marido e mulher, caso sejam casados no regime de comunhão universal de bens ou de separação obrigatória, não podem criar uma sociedade cujos sócios sejam somente eles dois, assim como não podem criar uma sociedade em que os dois sejam sócios em conjunto com terceiros, na mesma sociedade.
- O impedimento restringe-se aos cônjuges entre si ou de ambos com terceiros em uma mesma sociedade.
- Não proíbe que pessoas casadas nesses regimes de bens, individualmente, contratarem sociedade com terceiros, sem qualquer vínculo entre si.
- Este impedimento não atua sobre marido e mulher casados sob o regime bens de comunhão parcial, participação final dos aquestos ou separação de bens, desde que não obrigatória.
3. O Estabelecimento Comercial/Empresarial: 
> Estabelecimento comercial ou empresarial é o complexo de bens, materiais e imateriais, que o empresário reúne, organiza e usa para exercer atividade econômica comercial organizada.
- O estabelecimento empresarial não é o simples somatório de bens que o compõem, ele é mais do que isso.
- O imóvel faz parte dele, mas também não se confunde com ele. 
- Também chamado de \u201cFundo de Comércio\u201d ou \u201cFundo de Empresa\u201d ou \u201cAzienda\u201d.
- No Código Civil:
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
- Quando o empresário reúne bens de variada natureza, em função do exercício de uma atividade, ele agrega a esse conjunto de bens uma organização racional que implicará em aumento de seu valor para algo mais do que o simples valor somado de cada bem em separado.
- O Estabelecimento Empresarial é essa disposição racional de bens em vista do exercício de uma atividade econômica.
- Este valor a mais que é adicionado ao valor dos bens, ou seja, este plus, também tem valor econômico ou valor de mercado.
- O Direito Empresarial procura proteger este valor organizacional, desta forma, em caso de desapropriação do imóvel em que mantém seu estabelecimento, ou no caso de sucessão por morte do empresário, este valor deverá ser levado em conta.
- Faz-se a analogia do Estabelecimento Empresarial com uma biblioteca para melhor explicar:
> Uma biblioteca não é apenas um número de livros reunidos ao acaso, mas um conjunto de livros sistematicamente reunidos, dispostos organizadamente, com vista a um fim, que é possibilitar o acesso racional a determinado tipo de informação. Uma biblioteca deveria ter o valor comercial superior ao da simples soma dos preços dos livros que a compõem.
3.1 A Composição do Estabelecimento Empresarial.
> O Estabelecimento Empresarial é composto de bens corpóreos e incorpóreos, sendo considerado um bem móvel, sendo objeto de direitos e o seu titular, sujeito de direitos.
3.1.1 Os bens corpóreos:
- Podem ser móveis ou imóveis;
- Ocupam espaço físico;
- São palpáveis;
- Têm valor econômico.
- Exemplos:
> Máquinas;
> Veículos;
> Prédios;
> Equipamentos de escritório;
> Computadores etc.
3.1.2 Os bens incorpóreos:
- São considerados móveis;
- Não ocupam espaço físico;
- Não têm existência material, física ou corpórea;
- Não são palpáveis;
- Têm valor econômico;
- Podem até ser visualmente perceptíveis, mas não podem ser tocados, a exemplo da marca.
- Exemplos:
> O nome empresarial;
> Marcas e patentes; (Componentes da propriedade industrial).
> Know How; 
> Créditos;
> Contratos; 
> Clientela;
> Aviamento etc.
3.1.2.1 Os bens incorpóreos em si.
a) O nome.
- Identifica o empresário, individual ou sociedade, pois é o nome com que o empresário se apresenta nas Juntas Comerciais, nos órgãos públicos e no comércio.
- É registrado na junta comercial e recebe proteção a partir daí. 
- Não se confunde com a marca, que é um sinal ou expressão identificadora junto ao mercado consumidor nem com o título do estabelecimento. 
- O nome tem a função de identificar o sujeito, diferentemente da marca, que identifica o produto ou serviço.
- É com o nome empresarial que o empresário assume obrigações e adquire direitos.
- Exemplos:
> Determinada empresa comerciante de veículos tem o seguinte nome empresarial: Silveira, Nogueira e Cia. Ltda., que por sua vez comercializa carros da Marca FIAT, cujo título do estabelecimento (ou nome de fantasia) é Itália Autos. 
> O nome empresarial não poderá conter palavras ou expressões que denotem atividade não prevista no objeto da sociedade.
> Não são registráveis os nomes empresariais que incluam ou reproduzam, em sua composição, siglas ou denominações de órgãos públicos da administração direta ou indireta e de organismos nacionais e internacionais.
> O nome empresarial não poderá conter palavras ou expressões que sejam atentatórias à moral e aos bons costumes.
a.1) Espécies de nome empresarial/comercial:
- O Direito contempla duas espécies de nome comercial, que variam de acordo com a sua estruturação e com a utilização como assinatura da firma ou apenas como identificação.
- As espécies de nomes empresariais são:
I - Firma, que pode ser:
a) Firma Individual ou Razão Individual. 
b) Firma Social ou Razão Social.
II - Denominação.
I - A Firma: 
> Firma é o nome utilizado pelo empresário individual (em regra) e também por alguns tipos específicos de sociedade empresarial. 
> Até a criação do Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), em 2011, todo empresário individual tinha que utilizar obrigatoriamente o nome do tipo firma, mas o EIRELI pode optar entre firma ou denominação.
> O EIRELI sempre tem que acrescentar esta sigla ao seu nome empresarial, seja ele firma ou denominação.
> A firma só pode ter por base o nome civil do empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial.
> Pode ser seguido ou não do ramo de atividade em que atua. É opcional.
> É a própria assinatura do empresário. 
> O nome da firma será sempre um ou mais nomes civis, completos ou abreviados.
> Se a firma for utilizada por empresário individual, seu prenome pode ser abreviado, mas o nome não pode, podendo ainda ser acrescido de palavra identificadora da atividade. 
- Exemplos: 
- João Cardoso Relojoeiro \u2013 ME; 
- J. Cardoso Relojoeiro \u2013 ME; 
- João Cardoso \u2013 ME.
- J. Cardoso \u2013 ME.
- Não pode: J. C. \u2013 ME; João C. \u2013 ME.; J. C. Relojoeiro \u2013 ME; João C. Relojoeiro \u2013 ME. 
> Se a firma for utilizada por sociedade empresária, é possível a abreviatura dos nomes (que chamamos vulgarmente de sobrenomes) e até a supressão dos prenomes (que chamamos vulgarmente de nomes).
> O nome da firma não pode coincidir com outros já registrados na Junta Comercial, assim, se o nome do empresário ou sócio for igual ao de outro já registrado, ele terá que fazer uma abreviatura do prenome, ou acrescentar uma designação da sua