anatomia digestório
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anatomia digestório


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constitui a parte glandular do estômago. É homólogo ao 
estômago simples. Promove a digestão enzimática. 
Estômago do ruminante. 
Capacidade: 110 \u2013 235 litros bovino, 19 \u2013 37L peq ru 
(102 \u2013 148L rumen, 10 \u2013 20L abomaso, 7 \u2013 18L omaso) 
 
Ruminorretículo = 84% 
Bovino: Rumen>abomaso>omaso>retículo 
Desenvolvimento do estômago do Ru 
Grandes alterações acompanham a mudança da dieta láctea para a fibrosa. 
Ao nascimento : ruminorretículo: 750 ml, abomaso 2L. 
Aos 2 meses: 1:1 
Ao alimentar exclusivamente de plantas: 9:1 (ruminorretículo:abomaso) 
3 dias 2 meses 
3 meses 
adulto 
a. rumen, b. reticulo, c. omaso, d. abomaso 
6 semanas (só leite) 
6 semanas (leite + capim) 
www.das.psu.edu/dairynutrition 
INFLUÊNCIA DA DIETA 
Bezerro Vaca 
TOPOGRAFIA DO ESTÔMAGO DO RUMINANTE 
A dieta influi muito na velocidade de desenvolvimento do estômago 
 
Quanto mais cedo a introdução da fibra mais rápido o 
desenvolvimento. 
 
A simbiose tem como vantagem ao ruminante a digestão de fibras 
(celulose, hemicelulose, etc.) pH ruminal: 6,2 a 6,8 
 
A população microbiana do proventrículo é constituída por bactérias, 
protozoários e fungos. 
 
O bezerro nasce sem estes microorganismos. O contato com os adultos 
é importante para a aquisição dos microorganismos. 
Topografia: Da 6ª costela à entrada da pelve 
 Ocupa todo o antímero esquerdo da cav abdominal 
 Extende-se ventralmente p/ o antímero dir 
Rúmen 
Antímero direito Antímero esquerdo 
PSM 
Papilas ruminais \u2013 projeções 
queratinizadas e imóveis da 
mucosa. Aumenta superfície 
de contato. 
Componentes anatômicos internos do rúmen 
Retículo 
ANATOMIA INTERNA 
Cristas do retículo 
Células do retículo \u2013 áreas tetra, 
penta ou hexagonais delimitadas 
pelas cristas 
Óstio reticulo-omasal 
Sulco do retículo (goteira esofágica) 
Estende-se do óstio cardíaco até o abomaso. 
Constituição: lábio direito e esquerdo 
Óstio cardíaco 
Óstio ruminorreticular 
Sulco do retículo 
Função: conduz o leite do esôfago 
diretamente para o abomaso, evitando o 
proventrículo. 
Mecanismo: Um reflexo disparado pela presença de sais em líquidos 
ao passarem pela faringe e esôfago faz com que os lábios do sulco se 
encontrem para formar um tubo. 
A ingesta sólida passa diretamente para o rumen. 
Omaso 
È preenchido por várias pregas paralelas de diversos 
tamanhos, as Lâminas do omaso. 
Lâminas de 1ª. a 
4ª ordem 
Óstio omaso-abomasal \u2013 comunica o 
omaso ao abomaso 
Abomaso 
È a parte glandular do estômago do ruminante \u2013 digestão química 
Pregas espirais do abomaso \u2013 pregas 
permanentes da mucosa abomasal 
Tórus pilórico 
Fundo \u2013 repousa 
sobre o processo 
xifóide 
Corpo 
Parte pilórica 
CH4, CO2 
Partículas pequenas (< 
2mm) 
Verde \u2013 flutuante fibroso \u2013 
precisa ser remastigado 
Ruminação 
Ruminação- mastigação do bolo já mastigado. 
 
Fases: 
 
Regurgitação \u2013 O cárdia é submerso na ingesta fibrosa por 
uma contração do rúmen. 
Um esforço inspiratório com a glote fechada causa uma 
pressão negativa no esôfago. Simultaneamente o óstio 
cárdico se abre e a ingesta é sugada pelo esôfago. 
A presença do alimento neste órgão gera uma onda 
antiperistáltica (140 cm/seg) que leva o alimento até a 
faringe e cavidade oral. 
O alimento é mastigado, insalivado e deglutido. 
 
Este ciclo se repete quantas vezes forem necessárias para que o 
alimento seja bem triturado. 
Eructação 
 
É o mecanismo principal de eliminação dos gases formados pela fermentação 
ruminal. 
Eventos: 
Inicia-se pela distensão gasosa do saco dorsal do rúmen e retículo. 
Toda a área do cárdia é livrada da ingesta. 
O gás é comprimido cranialmente, o óstio cárdico se abre e o gás penetra o 
esôfago. 
Uma onda anti-peristáltica rápida (160 cm/seg) percorre o esôfago e o gás é 
levado a faringe. O palato mole fecha a passagem para a nasofaringe, de 
forma que os gases saiam pela boca semi-aberta. 
Devido à glote aberta, parte do gás chega aos pulmões, onde é em parte absorvida 
para o sangue, e o restante sai pela expiração. 
O pico de produção pode chegar a 
40L gás/hora. 
Conseqüências da obstrução do canal alimentar de RU 
Timpanismo => compressão do diafragma => morte por asfixia 
Ruptura do rúmen => hemorragia 
Parte do canal alimentar desde o piloro até o canal anal. 
Divisão 
Função geral \u2013 digestão de proteínas, lipídios, carboidratos e ácidos 
nucléicos; absorção geral. 
Intestino 
Intestino delgado 
 Duodeno 
 Jejuno 
 Íleo 
Intestino grosso 
 Ceco 
 Cólon 
 Reto 
Intestino do cão 
PREGAS (PC) - são dobras das túnicas mucosa e submucosa. 
Macroscópicas. 
VILOSIDADES (V) - São projeções em forma de dedos de luva 
formadas somente pela túnica mucosa. Microscópicos. 
Pregas circulares 
Pregas longitudinais 
Comprimento do intestino em relação ao tamanho 
corporal: 
 
 5X no cão 
10X no cavalo 
15X no suíno 
20X no boi 
25X no peq rumin 
COMPARATIVO DO VOLUME RELATIVO DAS PORÇÕES DO DIGESTÓRIO 
Bovino Cão Equino 
.1.1. Duodeno 
 
\u2022Desde o piloro à flexura duodenojejunal (30) 
 
\u2022Tem o formato de um \u201cU\u201d 
 
\u2022 20 a 60 cm no cão, 1 a 1,5 m no cavalo 
 
\u2022 Principal local da digestão \u2013 recebe o suco 
pancreático (enzimas + NaHCO3) e a bile. 
1. INTESTINO DELGADO 
O pâncreas está intimamente associado ao duodeno. Ele libera no duodeno 
o suco pancreático em duas elevações na mucosa duodenal: 
 
1) Papila duodenal maior 
2) Papila duodenal menor 
 
1 
2 
Ducto 
colédoco 
1.2. Jejuno 
É a parte mais extensa do int delgado (pode alcançar 47 m no 
bovino (Nickel et al., 1979). 1,6 a 4,5 m no cão. 
Forma várias alças que ocupam a parte ventral da cav abdominal, 
recobertas pelo omento maior. 
Em ru, localiza-se no 
antímero direito devido ao 
rúmen. 
cão 
1.2. Jejuno 
Mesentério = mesojejuno + 
mesoíleo 
Função do jejuno: \u201cabsorção\u201d 
Estática do jejuno: 
É fixado pelo mesentério à parede 
dorsal do abdômem. 
 
A amplitude do mesentério permite 
grande movimentação das alças 
jejunais. 
1.3. Íleo 
É a parte do intestino delgado aderida à prega ileocecal. 
 É curto, retilíneo e de parede mais firme 
Localiza-se no antímero 
direito 
Prega ileocecal \u2013 fixa o íleo ao 
ceco 
1.3. Íleo 
Óstio ileocecal \u2013 abertura do 
íleo no ceco*.(1) 
Esfíncter do íleo \u2013 circunda o 
óstio ileocecal. Regula a 
passagem de quilo do ID para o 
IG. 
Intestino seccionado do cão 
2. INTESTINO GROSSO 
2.1. Ceco 
É a parte inicial, cega do intestino grosso. 
cão 
suíno 
bovino 
eqüino Equino>bovino>suíno>carnívoros 
Cerca de 10 cm no cão e 1,25 m 
no cavalo. 
Capacidade: 30 litros no cavalo 
Encontra-se no antímero direito da cavidade abdominal junto 
ao flanco (17). 
 
Topografia do ceco 
cão 
Ceco do eqüino 
O ceco apresenta grandes saculações, os haustros, separadas 
por pregas seminulares. 
Tênias do ceco (Equinos, suínos e humanos) 
\u2013 São faixas musculares da lâmina 
externa (longitudinal) da túnica 
muscular. 
Vista direita 
Óstio cecocólico \u2013 abertura do ceco 
no cólon. 
Função do ceco: em eqüino, é o local da fermentação microbiana. 
O eqüino perde muita proteína bacteriana, em relação ao 
ruminante pelo local da fermentação (sobra pouco intestino 
para absorção) 
Fermentação microbiana 
Ácidos graxos 
voláteis 
Proteína 
bacteriana 
2.1. CÓLON 
É a porção do intestino que mais varia entre as espécies.