portugues_Instrumental
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que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados 
que ela oferece. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo, manter-
se em dia, atualizado e bem informado, precisa preocupar-se com a qualidade 
da sua leitura. 
Livro interessante ou leitores interessados? 
 Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa 
próxima não se interessar por este assunto. Por outro lado, será que esta 
mesma pessoa se interessaria por um livro que fale sobre História ou esportes? 
No caso da leitura, não existe livro interessante, mas leitores interessados. 
Leitura eficiente 
 
 
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 A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com 
o resultado que poderá obter, deve pensar no ato de ler como um 
comportamento que requer alguns cuidados, para ser realmente eficaz. 
1) Atitude 
Pensamento positivo para aquilo que deseja ler. Manter-se descansado é muito 
importante também. Não adianta um desgaste físico enorme, pois a retenção 
da informação será inversamente proporcional. Uma alimentação adequada é 
muito importante. 
Cuidado! Devemos virar a página, segurando-a pelo lado superior, antes de 
lermos a última frase! 
2) Ambiente 
O ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Nada de ambientes com 
muitos estímulos que forcem a dispersão. Deve ser um local tranquilo, 
agradável, ventilado, com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para 
apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. 
 
Quanto à iluminação, deve vir do lado posterior esquerdo, pois o 
movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da 
página direita e, de outra forma, haveria a formação de sombra nesta página, o 
que atrapalharia a leitura. 
3) Objetos necessários 
Para evitar de, durante a leitura, levantarmos para pegar algum objeto que 
julguemos importante, devemos colocar lápis, marca-texto e dicionários sempre 
à mão. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto é preciso aprender a 
técnica adequada. Não o fazer na primeira leitura, evitando que os aspectos 
sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. 
 
7. Tipos de texto 
 
A linguagem escrita tem identidade própria e não pretende ser mera 
reprodução da linguagem oral. Ao redigir, o indivíduo conta unicamente com o 
significado e a sonoridade das palavras para transmitir conteúdos complexos, 
estimular a imaginação do leitor, promover associação de ideias e ativar 
registros lógicos, sensoriais e emocionais da memória. 
 
 
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Redação é o ato de exprimir ideias, por escrito, de forma clara e 
organizada. O ponto de partida para redigir bem é o conhecimento da 
gramática do idioma e do tema sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de 
redação deve contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se 
pretende dar à composição, organização das ideias sobre o tema, escolha do 
vocabulário adequado e concatenação das ideias segundo as regras 
linguísticas e gramaticais. 
Para adquirir um estilo próprio e eficaz é conveniente ler e estudar os 
grandes mestres do idioma, clássicos e contemporâneos; redigir 
frequentemente, para familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de 
expressão; e ser escrupuloso na correção da composição, retificando o que 
não saiu bem na primeira tentativa. É importante também realizar um exame 
atento da realidade a ser retratada e dos eventos a que o texto se refere, sejam 
eles concretos, emocionais ou filosóficos. O romancista, o cientista, o 
burocrata, o legislador, o educador, o jornalista, o biógrafo, todos pretendem 
comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que quase sempre 
demanda pesquisa, leitura e observação minuciosa de fatos empíricos. A 
capacidade de observar os dados e apresentá-los de maneira própria e 
individual determina o grau de criatividade do escritor. 
Para que haja eficácia na transmissão da mensagem, é preciso ter em 
mente o perfil do leitor a quem o texto se dirige, quanto à faixa etária, nível 
cultural e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um mesmo tema 
deverá ser apresentado diferentemente ao público infantil, juvenil ou adulto; 
com formação universitária ou de nível técnico; leigo ou especializado. As 
diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a extensão do texto, o 
nível de complexidade das informações, o enfoque e a condução do tema 
principal a assuntos correlatos. 
 
8. Organização das ideias 
 
O texto artístico é em geral construído a partir de regras e técnicas 
particulares, definidas de acordo com o gosto e a habilidade do autor. Já o 
texto objetivo, que pretende antes de mais nada transmitir informação, deve 
fazê-lo o mais claramente possível, evitando palavras e construções de sentido 
ambíguo. 
Para escrever bem, é preciso ter ideias e saber concatená-las. 
Entrevistas com especialistas ou a leitura de textos a respeito do tema 
abordado são bons recursos para obter informações e formar juízos a respeito 
do assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação dos fatos, a 
 
 
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experiência e a reflexão sobre seu conteúdo podem produzir conhecimento 
suficiente para a formação de ideias e valores a respeito do mundo 
circundante. 
É importante evitar, no entanto, que a massa de informações se 
disperse, o que esvaziaria de conteúdo a redação. Para solucionar esse 
problema, pode-se fazer um roteiro de itens com o que se pretende escrever 
sobre o tema, tomando nota livremente das ideias que ele suscita. O passo 
seguinte consiste em organizar essas ideias e encadeá-las segundo a relação 
que se estabelece entre elas. 
Vocabulário e estilo. Embora quase todas as palavras tenham 
sinônimos, dois termos quase nunca têm exatamente o mesmo significado. Há 
sutilezas que recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de acordo com 
o que se pretende comunicar. Quanto maior o vocabulário que o indivíduo 
domina para redigir um texto, mais fácil será a tarefa de comunicar a vasta 
gama de sentimentos e percepções que determinado tema ou objeto lhe 
sugere. 
Como regras gerais, consagradas pelo uso, deve-se evitar arcaísmos e 
neologismos e dar preferência ao vocabulário corrente, além de evitar 
cacofonias (junção de vocábulos que produz sentido estranho à ideia original, 
como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na frase, "a audição e a 
compreensão são fatores indissociáveis na educação infantil"). O uso repetitivo 
de palavras e expressões empobrece a escrita e, para evitá-lo, devem ser 
escolhidos termos equivalentes. 
A obediência ao padrão culto da língua, regido por normas gramaticais, 
linguísticas e de grafia, garante a eficácia da comunicação. Uma frase 
gramaticalmente incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com erros 
é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que não atinge o objetivo de 
transmitir as opiniões e ideias de seu autor. 
 
9. Tipos de redação 
 
Todas as formas de expressão escrita podem ser classificadas em 
formas literárias - como as descrições e narrações, e nelas o poema, a fábula, 
o conto e o romance, entre outros - e não literárias, como as dissertações e 
redações técnicas. 
Descrição 
 
 
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Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa, lugar, coisa 
etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das características 
do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos -- visão, audição, 
tato, olfato e paladar --, já que é por intermédio deles que o ser humano toma 
contato com o ambiente. 
A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de 
perceber o mundo que o cerca. Quanto maior for sua sensibilidade, mais rica