Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber.
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Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber.


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diferentes visões de como o ser humano reage ao seu ambiente e natureza e como este encara sua
realidade. Com base nas idéias desses pensadores pode-se criar uma dimensão de conhecimento
sobre o que é a sociologia e seu objeto de estudo, no caso, o homem e sua natureza a qual convive.
Tomando partido desse objeto devem-se levar em conta ao analisar o modo de pensar de cada um
desses estudiosos, a época e o local de sua vivência, inclusive suas experiências de vida que
formam seu caráter pessoal. Estes três sociólogos questionam formas diferentes de como o ser
humano relaciona e absorve as atividades e desenvolvimento em relação a sua realidade de
convivência: Émile Durkheim (1858 \u2013 1917), era francês de boa família, formado
em Direito e Economia, porém sua obra inteira é dedicada a Sociologia. Trazia idéias
de seu predecessor Augusto Comte, mas acreditava que muitos de seus
pensamentos eram vagos e de que ele não havia cumprido com o seu trabalho.
Durkheim entendia que a vida social poderia ser analisada como objeto ou um
evento da natureza, procurava entende-la como \u201ccoisa\u201d, para ele a principal
preocupação da sociologia é o estudo dos fatos sociais. Acreditava que as
sociedades tinham sua própria realidade, que elas eram muito mais do que as ações de seus
membros e que os fatos sociais são os meios de agir, pensar ou sentir e que tem sua própria
realidade. Ele assumia que os fatos sociais eram complicados de ser estudado, por não poderem
ser observados diretamente como um objeto qualquer que pode ser apalpado. Suas propriedades
deveriam ser reveladas ao analisar os seus efeitos ou considerar suas manifestações expressivas
como leis, religiões entre outros fatores de uma moral padronizada. Enfatizava a necessidade de
deixar certos valores e preconceitos de lado, pois, uma postura cientifica requer uma mente aberta.
Estava sempre preocupado com as mudanças de seu tempo, particularmente interessado na
solidariedade e na moral. Argumentou em seus estudos que os Fatos Sociais eram os verdadeiros
objetos de estudo da Sociologia, porém argumentava que nem tudo que uma pessoa faz é um fato
social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e
coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades
individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto
especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem
à escolhas. O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro \u201cAs regras do
método sociológico\u201d, onde ele define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte
extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem
o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais. Em seus estudos, ele concluiu
que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade
seja um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a
sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem a algum setor da sociedade, toda ela sentirá o
06/05/13 Sebo e Acervo: A Sociologia e seu objeto de estudo
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efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição Social
e Anomia, sendo esta última caracterizada pelas divergências e conflitos entre normas sociais. A
instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e
procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade,
cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos
indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto conservadoras por essência, quer seja
família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças,
pela manutenção da ordem. Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas
instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com certa reputação de
conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser
meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental,
o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras
claras, sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse
desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que
inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos,
antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da
obra de outro grande homem: Freud. Basta uma rápida observação do contexto histórico do século
XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito
questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em
condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada
essa gente não podia ser ignorada, de uma forma ou de outra, toda a sociedade estava ou iria sofrer
as conseqüências. Aos problemas que ele observou, ele considerou como patologia social, e
chamou aquela sociedade doente de \u201cAnomana\u201d. A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo
que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto
estudar, entender e ajudar a sociedade. Na tentativa de \u201ccurar\u201d a sociedade da anomia, ou seja, da
ausência de regras e normas organizacionais, Durkheim escreve \u201cA divisão do trabalho social\u201d, onde
ele descreve a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros da
sociedade. A solução estaria em, seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão
tem uma função e depende dos outros para sobreviver, pois se cada membro da sociedade exercer
uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado a cumprir através de um sistema de direitos e
deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante
para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade
de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica. Refletindo sobre a importância da
dependência entre os membros da sociedade, inúmeros estudiosos que se seguiram a Durkheim
desenvolveram o que ficou conhecido como \u201cFuncionalismo\u201d. Creio que não é possível chegar a
esse ponto sem lembrar de Marx conclamando a \u201cunião\u201d dos trabalhadores. Uma união consciente
dos indivíduos ou uma união dependente, de um jeito ou de outro, ambos se opõe ao individualismo
possessivo, o que nos remete a dificuldade de convivência entre os homens. Karl
Marx se concentrava em temas econômicos sempre ligando aos aspectos
sociológicos, dando ênfase ao capitalismo, que, para ele, era um sistema de
produção que exerce grande influência nos contrastes econômicos da história.
Segundo Marx, o capitalismo era dividido em duas partes, o capital que era os bens
materiais e a mão-de-obra assalariada, essa ultima representando os trabalhadores
que, por não possuírem meios de sobrevivência, dependiam dos detentores do
capital para o próprio sustento. Marx acreditava que o conflito de classes só tendia a crescer com o
passar do tempo. O materialismo da história, segundo Marx, e as mudanças sociais não são
guiados através das idéias ou dos valores humanos, mas sim, é estimulada através das mudanças
econômicas. Os conflitos de classes proporcionam o socialismo pré-marxista, também denominado
\u201csocialismo utópico\u201d, que constituía uma clara reação
juliana
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