Leitura e Producao Textual
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Sr. Ministro; 
 c) Prefeito: Vossa Senhoria / Ilmo. Sr. Prefeito; 
 d) Senador: Vossa Eminência / Exmo. Senador; 
 e) Vereador: Vossa Senhoria / Sr. Vereador. 
QUESTÃO 09: (CESPE - 2010 - DPU - Agente Administrativo)
Faz jus ao tratamento formal de magnífico, em redações oficiais, um
a) presidente de nação estrangeira. 
b) insigne artista popular que tenha sido convidado para participar de 
espetáculo promovido pelo Estado. 
c) ex-presidente da República. 
d) cardeal. 
e) reitor de universidade.
QUESTÃO 10: (CESPE 2010 \u2013 DPU)
Com relação à estrutura de textos oficiais, assinale a opção correta. 
 a) Símbolos, siglas e abreviaturas são proibidos em textos oficiais. 
 b) Fechos como Sem mais para o momento e Na expectativa de seu 
pronunciamento, subscrevemo-nos são, atualmente, adequados apenas 
para determinados tipos de expediente. 
 c) Os pronomes de tratamento Vossa Excelência e Vossa Senhoria devem 
ser usados, respectivamente, para chefes de Estado e juízes. 
 d) Períodos longos e redigidos na ordem indireta interferem de forma 
negativa na boa estruturação textual de documentos oficiais. 
e) Se o redator de um expediente oficial escreve obedecendo a uma 
sequência lógica de raciocínio e fazendo o encadeamento das ideias, a 
revisão do texto é dispensável.
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LEITURA COMPLEMENTAR:
Leia o artigo baixo, publicado no site www.redacaooficial.com.br, sobre a Redação Oficial e seu uso 
em concursos públicos.
Redação Oficial - Normas Básicas 
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, Redação Oficial é a maneira pela qual 
o poder público redige atos normativos e comunicações. Desse modo, a finalidade principal da Redação Oficial 
é comunicar com impessoalidade e clareza para que a mensagem ali transmitida seja compreendida por todos os 
cidadãos. Em resumo, a Redação Oficial deve ser: clara, concisa, impessoal, formal e padronizada.
Segundo a Constituição Federal, são princípios fundamentais de toda a Administração Pública a legalidade, 
a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, sendo inadmissível que um documento expedido pelo 
Poder Público esteja redigido de maneira obscura ou ambígua. Dessa forma, impessoalidade, clareza, concisão, 
formalidade, uniformidade e o uso do padrão culto da linguagem deverão ser características norteadoras da 
redação de um documento oficial, a fim de produzir-se um texto transparente e inteligível para todo o conjunto 
de cidadãos.
Ao prestar um concurso público, sai na frente quem tem um diferencial, ou seja, algo a mais que mostre 
conhecimento e que possa ser um passo à frente em relação aos outros candidatos. O conhecimento da linguagem 
oficial demonstra familiaridade com o universo público e pode ser útil também para trabalhar em grandes 
empresas que possuem comunicação com órgãos governamentais.
Ter conhecimento da linguagem oficial, portanto, pode abrir novas possibilidades profissionais e ajudar um 
candidato a destacar-se na pontuação de uma prova de um concurso público ou conquistar uma vaga no mercado 
de trabalho. Quem sabe a linguagem oficial, por exemplo, escreve ofícios, atas ou memorandos no padrão exigido 
por órgãos públicos. Alguns concursos, como para escriturários, exigem o conhecimento dessa linguagem como 
caráter classificatório.
Entre as diferentes formas de comunicação oficial, o Ofício talvez seja o exemplo de redação oficial mais 
conhecido. Voltado ao público externo, ele tem como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos 
da Administração Pública entre si e também pelas entidades privadas.
O Aviso é muitas vezes confundido com o Ofício, já que eles são idênticos em sua forma. Na verdade, 
a única diferença é que o primeiro é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, entre profissionais de 
mesma hierarquia.
Apresentamos algumas das dúvidas mais frequentes em relação à Redação Oficial nos concursos públicos 
e apresentamos algumas soluções para essas questões.
1) Quais são os itens de Redação Oficial que mais caem nos concursos públicos?
Os itens mais cobrados são: Padrão Ofício: elaboração de um ofício e de um aviso; elaboração de um 
parecer; elaboração de uma ata; elaboração de um memorando.
2) Como fica a concordância verbal quanto ao uso de pronomes de tratamento?
O uso dos pronomes de tratamento obedece à tradição que vem de longa data e apresenta certas 
peculiaridades. Por exemplo, embora se refiram sempre à segunda pessoa gramatical, que é a pessoa a quem se 
dirige o documento, a concordância deve ocorrer sempre na terceira pessoa. Isso porque o verbo deve concordar 
com o substantivo, que é o núcleo da locução. Sendo assim, no caso da locução \u201cVossa Excelência\u201d, o núcleo é 
\u201cExcelência\u201d, e é com ele que concorda o verbo em \u201cVossa Excelência apresentará as propostas\u201d.
Em caso de adjetivação desses pronomes, devemos sempre utilizar o gênero gramatical que se refere ao 
sexo da pessoa com quem nos comunicamos, e não com o substantivo que compõe a locução. Sendo assim, o 
correto é \u201cVossa Senhoria será comunicado\u201d se o interlocutor for homem, e \u201cVossa Senhoria será comunicada\u201d, 
caso o interlocutor seja uma mulher.
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No mais, os pronomes possessivos que fazem referência ao interlocutor tratado devem também ser 
de terceira pessoa: \u201cVossa Excelência receberá sua comunicação\u201d, e não \u201cVossa Excelência receberá vossa 
comunicação\u201d.
3) Qual é a diferença entre sigla e abreviatura?
Não confunda siglas com abreviaturas. As abreviaturas indicam redução de palavras, possuem ponto 
abreviativo, são flexionadas, são acentuadas, mantêm o hífen e não têm limite de letras: Ex.: V.Sa., V.Sas., pág., 
linguíst., Ltda. etc.
Algumas dicas:
a) Não acentue as siglas. 
b) Não use pontos entre as letras nem no fim. Ex.: ONU (e não O.N.U.).
c) Quando citar pela primeira vez uma sigla em um texto, explique antes o que ela significa e, em 
seguida, coloque a sigla entre parênteses. Nas demais vezes em que ela aparecer, você não vai mais 
precisar explicar seu significado. Ex.: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
d) Todas as letras são escritas em maiúsculas quando a sigla possui até três letras: BC, USP, ONU, 
OAB, ONG.
e) As siglas com quatro letras ou mais são escritas com a primeira letra em maiúscula quando forem 
pronunciadas como uma única palavra (e não letra por letra): Unicamp, Eletropaulo, Masp, Varig, 
Inmetro.
f) As siglas com quatro letras ou mais são escritas todas em maiúsculas quando se pronuncia 
separadamente cada uma de suas letras ou parte delas: CPFL, CNBB, CPMF, ABNT.
g) Algumas siglas podem ter, ao mesmo tempo, letras maiúsculas e minúsculas: CNPq, UnB, SPTrans.
4) Como usar os fechos nas comunicações oficiais?
O fecho das comunicações oficiais tem como finalidade não só arrematar o texto, mas também saudar o 
destinatário. Existem somente dois tipos de fechos para todas as modalidades de comunicação oficial, sendo elas:
a) Respeitosamente, \u2013 para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República;
b) Atenciosamente, \u2013 para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.
5)Como devo me identificar ao final de uma comunicação oficial?
Exceto as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais devem trazer o nome e 
o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura.
A identificação deve ter a seguinte forma:
(espaço para assinatura)
NOME
Chefe da Secretaria-geral da Câmara Municipal de Sapucaia do Sul.
(espaço para assinatura)
NOME
Ministro de Estado da Cultura
 
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REFERÊNCIAS 
ACCEGA, Maria Aparecida. Palavra e discurso. São Paulo: Ed. Ática. 2003.
BRASILEIRO, Núbia. Falando com simplicidade. Fortaleza \u2013 Ceará: Ed. Multigraf. 
CITELLI, Adilson. O texto argumentativo.