CIFIS
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34 ao nível do capítulo (8 códigos de funções do corpo, 8 de estruturas do corpo, 9 de 
desempenho e 9 de capacidade), e 362 no segundo nível. No terceiro e quarto níveis, há até 1424 
códigos disponíveis que, em conjunto, constituem a versão completa da classificação. Nas 
aplicações práticas da CIF, um conjunto de 3 a 18 códigos pode ser adequado para descrever um 
caso com uma precisão de nível dois (três dígitos). Em geral, a versão mais detalhada de quatro 
níveis destina-se aos serviços especializados (e.g., resultados de reabilitação, geriatria ou saúde 
mental), enquanto que a classificação de nível dois pode ser utilizada em inquéritos e na avaliação 
dos resultados de saúde obtidos. 
 
Os domínios devem ser codificados em função da situação do indivíduo num dado momento (i.e. 
como uma foto instantânea), que corresponde à modalidade de utilização por defeito. No entanto, 
a sua utilização ao longo do tempo também é possível para descrever uma evolução temporal de 
uma situação ou de um processo. Neste caso, os utilizadores devem indicar como codificaram e 
durante quanto tempo. 
 
Capítulos 
 
Cada componente da classificação é organizado em capítulos e domínios, que incluem categorias 
comuns ou itens específicos. Por exemplo, na classificação das Funções do Corpo, o Capítulo 1 
trata de todas as funções mentais. 
 
Agrupamentos 
 
Os capítulos são, com frequência, subdivididos em \u201cblocos\u201d de categorias denominados 
agrupamentos. Por exemplo, no Capítulo 3 da classificação de Actividades e Participação 
(Comunicação), há três blocos: Comunicar e receber mensagens (d310-d329), Comunicar e 
produzir mensagens (d330-d349) e Conversação e utilização de dispositivos e técnicas de 
comunicação (d350-d369). Os agrupamentos existem para facilitar o trabalho do utilizador e, 
regra geral, não são utilizados para codificação. 
 
Categorias 
 
Em cada capítulo, há categorias individuais de dois, três ou quatro níveis, cada uma com uma 
breve definição e com inclusões e exclusões adequadas para ajudar na selecção do código 
apropriado. 
 
Definições 
 
A CIF fornece definições operacionais das categorias de saúde ou relacionadas com a saúde, por 
oposição às definições \u201cvernáculas\u201d ou utilizadas por leigos. Essas definições descrevem os 
atributos essenciais de cada domínio (e.g. qualidades, propriedades e relações) e contêm 
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informações sobre o que é incluído e excluído em cada categoria. As definições também contêm 
pontos de referência geralmente utilizados em avaliação, em inquéritos e questionários ou, 
alternativamente, em instrumentos de avaliação de resultados codificados segundo a CIF. Por 
exemplo, as funções de acuidade visual são definidas em termos da acuidade monocular e 
binocular na visão ao perto e ao longe de maneira que a gravidade da dificuldade da acuidade 
visual possa ser codificada como nenhuma, leve, moderada, grave ou total. 
 
Termos de inclusão 
 
Os termos de inclusão estão enumerados após a definição de muitas categorias. Eles são incluídos 
como uma orientação em relação ao conteúdo da categoria e a lista não pretende ser exaustiva. No 
caso dos itens de segundo nível, as inclusões cobrem de maneira implícita todos os itens de 
terceiro nível. 
 
Termos de exclusão 
 
Os termos de exclusão são fornecidos onde, devido à semelhança com outro termo, a aplicação 
possa ser difícil. Por exemplo, poderia ser considerado que a categoria \u201cExcreção\u201d inclui a 
categoria \u201cCuidar de partes do corpo\u201d. No entanto, para distinguir as duas, \u201cExcreção\u201d é excluída 
da categoria d520 \u201cCuidar de partes do corpo\u201d é codificado em d530. 
 
Outro especificado 
 
No final de cada grupo de itens de terceiro e quatro níveis e, no final de cada capítulo, estão as 
categorias \u201coutro especificado\u201d (identificadas pelo código com final 8). Elas permitem a 
codificação de aspectos da funcionalidade que não estão incluídos em nenhuma das outras 
categorias específicas. Quando se emprega \u201coutro especificado\u201d, o utilizador deve precisar o novo 
item numa lista adicional. 
 
Não especificado 
 
As últimas categorias de cada conjunto de itens de terceiro e quarto níveis, e no final de cada 
capítulo, são categorias \u201cnão especificado\u201d que permitem a codificação de funções que se ajustam 
a um grupo, mas para as quais as informações não são suficientes para permitir a designação de 
uma categoria mais específica. Esse código tem o mesmo significado que o termo de segundo ou 
terceiro nível imediatamente acima, sem qualquer informação adicional (para os agrupamentos, as 
categorias \u201coutro especificado\u201d e \u201cnão especificado\u201d são unidas num único item, mas sempre 
identificadas com um código de final 9). 
 
Qualificadores 
 
Os códigos da CIF requerem o uso de um ou mais qualificadores que indicam, por exemplo, a 
magnitude do nível de saúde ou a gravidade do problema. Os qualificadores são codificados 
usando um, dois ou mais dígitos após um ponto. A utilização de qualquer código deve vir 
acompanhada de, pelo menos, um qualificador. Sem qualificadores, os códigos não têm 
significado (por definição, a OMS interpreta códigos incompletos como a ausência de problema \u2013 
xxx.00). 
 
O primeiro qualificador para as Funções e as Estruturas do Corpo, os qualificadores de 
desempenho e capacidade para as Actividades e a Participação, e o primeiro qualificador para os 
Factores Ambientais descrevem a extensão dos problemas no respectivo componente. 
 
CIF Guia para a Codificação pela CIF 
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Todos os componentes são quantificados através da mesma escala genérica. Ter um problema 
pode significar uma deficiência, limitação, restrição ou barreira, dependendo do constructo. As 
palavras de qualificação apropriadas, como se indica nos parênteses abaixo, devem ser escolhidas 
de acordo com o domínio de classificação relevante (xxx precede o dígito dado ao domínio de 
segundo nível): 
 
xxx.0 NÃO há problema (nenhum, ausente, insignificante) 0-4% 
xxx.1 Problema LIGEIRO (leve, pequeno, ...) 5-24% 
xxx.2 Problema MODERADO (médio, regular, ...) 25-49% 
xxx.3 Problema GRAVE (grande, extremo, ...) 50-95% 
xxx.4 Problema COMPLETO (total, ....) 96-100% 
xxx.8 não especificado 
xxx.9 não aplicável 
 
Estão disponíveis amplas classes de percentagens para aqueles casos em que se usam 
instrumentos de medida calibrados ou outras normas para quantificar a deficiência, limitação de 
capacidade, problema de desempenho ou barreira/facilitador ambiental. Por exemplo, a 
codificação de "nenhum problema" ou "problema completo" pode ter uma margem de erro até 
5%. Um "problema moderado" é, em geral, quantificado a meio da escala de dificuldade total 
(problema completo). As percentagens devem ser calibradas em domínios diferentes tendo como 
referência os valores padrão da população em percentis. Para que essa quantificação possa ser 
utilizada de maneira universal, os processos de avaliação devem ser desenvolvidos através de 
pesquisas. 
No caso do componente Factores Ambientais, o primeiro qualificador também pode ser utilizado 
para indicar a extensão de aspectos positivos do ambiente, ou facilitadores. Para designar os 
facilitadores pode ser utilizada a mesma escala 0-4, mas o ponto é substituído por um sinal de +: 
e.g. e110+2. Os factores ambientais podem ser codificados (i) em relação a cada componente; ou 
(ii) sem relação com cada componente (ver secção 3 a seguir ). A primeira opção é preferível já 
que ela identifica mais claramente o impacto e a atribuição. 
Qualificadores adicionais 
 
Para utilizadores diferentes, pode ser apropriado e útil acrescentar outros tipos de informações à 
codificação de cada item. Há uma variedade de qualificadores suplementares que podem ser úteis, 
como mencionado mais adiante. 
 
Codificação de aspectos positivos 
 
Segundo o critério do utilizador, podem ser desenvolvidas escalas de