Resumo de Processo Penal.Completo
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Resumo de Processo Penal.Completo


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Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 
 
1 Do Processo em Geral: Princípio, Sistemas e História. 
1.1 Direito Processual Penal: conceito, objeto, fins, características, posição no quadro geral do direito, autonomia, nomenclatura. 
1.2 História do Direito Processual Penal: evolução histórica nos diversos períodos da história mundial (Grécia, Direito Romano, Direito 
Germânico, Direito Canônico) e a história do Processo Penal Brasileiro. 
1.3 Relações com outros ramos do direito e com outras ciências. 
1.4 Fontes do Direito Processual Penal. 
1.5 Princípios que regem o Direito Processual Penal 
1.6 Sistemas Processuais: Inquisitório, Acusatório e Misto 
 
2 Aplicação do Direito Processual Penal. 
2.1 Conceito de norma processual. Elementos e Aplicabilidade. 
2.2 A lei processual no tempo: efeitos, vigência, repristinação. 
2.3 A lei processual no espaço: territorialidade e exercício da soberania.Das imunidades. 
 
06/08/2012 \u2013 apresentação do plano de aula 
NOÇÕES GERAIS 
- PROCESSO PENAL 
- DIREITO PROCESSUAL PENAL 
- HISTÓRIA 
- SISTEMAS PROCESSUAIS PENAL 
PRINCÍPIOS E FONTES 
- PRINCÍPIOS 
- LEI PROCESSUAL NO TEMPO E NO ESPAÇO 
- FONTES 
 
· INQUÉRITO POLICIAL 
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deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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· AÇÃO PENAL 
· PROVA PENAL 
· JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA 
· AÇÃO CIVIL X EX DELICTO 
· SUJEITOS PROCESSUAIS 
 
08/08/2013 \u2013 não houve aula 
 
13/08/2013 
CONTRATO SOCIAL NO COMPORTAMENTO DO HOMEM, DESDE ENTÃO ELE PASSOU A DISPOR DE SUA LIBERDADE 
TENDO O SEU COMPORTAMENTO ADEQUADO NA SOCIEDADE SENDO DETERMINADO PELO ESTADO. 
O FATO PRATICADO PELO INDIVÍDUO É DETERMINANTE PARA DEFINIR A PENA ENTRE O MÍNIMO E O MÁXIMO 
O DIREITO DE PUNIR DO ESTADO ESTÁ EM ABSTRATO SEMPRE ANTES DO FATO jus puniendi in abstracto E O DIREITO 
DE PUNIR EM CONCRETO SE INICIA COM O FATO jus puniendi in concreto. 
EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO É IMPRESCINDÍVEL A PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, JURISDIÇÃO NECESSÁRIA 
(MESMO NOS CASOS DE TRANSAÇÃO PENAL DEVE-SE HOMOLOGAR EM JUIZO). 
O PROCESSO É UM INSTRUMENTO QUE VIABILIZA A APLICAÇÃO DA LEI PENAL, FUNDADA NA CLÁSSICA DOUTRINA 
PROCESSUAL ITALIANA DE BULOW, CARNELUTTI, CHIOVENDA, LIEBMAM E CALAMANDREI. 
PARA A PROVA 
EXISTE LIDE NO PROCESSO PENAL? NO BRASIL A CORRENTE MAJORITÁRIA FUNDADA NA VISÃO DE CARNELUTTI 
AFIRMA QUE TODA LIDE É UM PROCESSO 
JÁ NA VISÃO DE CHIOVENDA NEM TODA LIDE É UM PROCESSO, POIS EXISTE A POSSIBILIDADE DAS PARTES 
CONVERGIREM COM OS MESMOS PEDIDOS, COMO POR EXEMPLO EM UM PROCESSO TENDO O AUTOR DA AÇÃO 
PEDINDO A ABSOLVIÇÃO E O MINISTÉRIO PÚBLICO TAMBÉM PEDINDO A ABSOLVIÇÃO. 
JUS PUNIENDI X JUS LIBERTATIS 
A CLÁSSICA DOUTRINA ITALIANA SUSTENTOU ATRAVÉS DE CARNELUTTI QUE EXISTE LIDE NO PROCESSO PENAL, A QUAL 
SE TRADUZ NO CONFLITO ENTRE A PRETENSÃO DO ACUSADOR QUE TENTA IMPOR AO JUS PUNIENDI ESTATAL, CONTRA 
A PRETENSÃO DO ACUSADO QUE SE APEGA AO SEU JUS LIBERTATIS. 
EM CONTRA PARTIDA, CONTRARIANDO OS ARGUMENTOS SOBRE A EXISTÊNCIA DA LIDE NO PROCESSO PENAL, 
CHIOVENDA DEFENDE QUE A EXISTÊNCIA DO PROCESSO NÃO ESTÁ CONDICIONADA UMA LIDE (PRETENSÃO RESISTIDA), 
TENDO EM VISTA QUE, POR VEZES, AS PRETENSÕES DAS PARTES PODEM CONVERGIR. 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
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NO BRASIL, ATUALMENTE, TEM PREVALECIDO NA DOUTRINA AS IDEIAS DE CARNELUTTI, ACEITANDO A EXISTÊNCIA DA 
LIDE NO PROCESSO. NO ENTANTO, HÁ UMA CORRENTE MINORITÁRIA, A EXEMPLO DO PROFESSOR AURI LOPES JÚNIOR 
QUE SE FILIA AO ENTENDIMENTO DE CHIOVENDA, ARGUMENTANDO QUE O PRÓPRIO ARTIGO 127 DA CF/88 ATESTA 
QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO É UM ENTE IMPARCIAL, NÃO PODENDO, PORTANTO, FIGURAR NO CLÁSSICO TRIÂNGULO 
PROCESSUAL. 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da 
ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
 
Assim podemos inserir alguns exemplos onde não há lide no processo penal, quando mesmo com a denuncia ao órgão policial o MP 
requer a absolvição do acusado, quando o acusado confessa a autoria do fato criminoso e manifesta a intenção de se submeter à 
punição estatal, na execução penal não há lide apenas sujeição do condenado a regimes prisionais, não há lide nas ações de revisão 
criminal, não há lide na reabilitação e em alguns casos de hábeas corpus, quando o próprio MP os ajuíza. 
 
15/08/2013 
 
O MONOPÓLIO DA JUSTIÇA É DO ESTADO? SIM 
 
PARA TÁVORA EXISTEM EXCEÇÕES COMO ELE CITA NOS CASOS DE AUTODEFESA (LEGÍTIMA DEFESA) E NA 
AUTOCOMPOSIÇÃO (TRANSAÇÃO PENAL) ART. 76 DA LEI 9099/95, MAS ELE ESTÁ ERRADO. 
 
VEJAMOS PORQUE TÁVORA ESTÁ ERRADO; NOS CASOS DE AUTODEFESA (LEGÍTIMA DEFESA), SERÁ NECESSÁRIO A 
SENTENÇA PROFERIDA POR UM JUIZ ACEITANDO A TESE DA LEGÍTIMA DEFESA ASSIM SENDO ABSOLVENDO O AUTOR E 
NESTA SENTENÇA ALI ESTÁ O ESTADO NA INVESTIDURA DO JUIZ E NOS CASOS DE AUTOCOMPOSIÇÃO SERÁ 
NECESSÁRIO QUE O JUIZ HOMOLOGUE A TRANSAÇÃO ACORDADA PELAS PARTES E AÍ MAIS UMA VEZ VEMOS O PAPEL 
DO ESTADO INVESTIDO NO JUIZ PARA DECIDIR A COMPOSIÇÃO PENAL. 
O JUS PUNIENDI ESTATAL (DIREITO DE PUNIR) EM CONCRETO COMEÇA EXISTIR A PARTIR DO FATO, ANTES DO FATO O 
JUS PERSEQUENDI ESTATAL É APENAS ABSTRATO, SERVINDO APENAS DE ORIENTADOR DA CONDUTA HUMANA. 
PARA PROVA 
PERSECUÇÃO CRIMINAL É UM CONJUNTO DE ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS ÓRGÃOS ESTATAIS VISANDO A APURAÇÃO 
DA AUTORIA (AUTOR DO FATO) E DA MATERIALIDADE DELITIVA (PROVA DA EXISTÊNCIA DO CRIME) DIVIDIDO EM 
PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS. 
O JUS PERSEQUENDI DIFERENTE DO JUS PUNIENDI, POIS O JUS PERSEQUENDI (DIREITO DE PERSEGUIR) COMEÇA A 
PARTIR DO FATO NÃO EXISTINDO ANTES DESTE, E PODEMOS DIVIDI-LO EM DUAS FASES: 
1ª FASE: INQUÉRITO POLICIAL (INQUISITÓRIA E PREPARATÓRIA) 
2ª FASE: AÇÃO PENAL (FASE JUDICIAL) ESTA É A FASE GARANTISTA DO CONTRADITÓRIO, SENDO CONHECIDO COMO 
CONTRADITÓRIO POSTERGADO POR NÃO EXISTIR NA FASE INQUISITÓRIA. 
Caráter da substitutividade - O Estado substitui à vontade dos litigantes com a sua atividade a fim de promover 
a justa composição da lide através da aplicação de regras jurídicas genéricas e impessoais fixadas objetivamente. 
 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
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20/08/2013 
PARA PROVA 
DIFERENCIE PROCESSO PENAL DE DIREITO PROCESSUAL PENAL 
PROCESSO PENAL (INSTRUMENTO FÍSICO) DIREITO PROCESSUAL PENAL (NORMAS) 
 PROCESSO PENAL DIREITO PROCESSUAL PENAL 
CONCEITO 
É UMA SEQUÊNCIA DE ATOS, 
FATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS 
QUE VISA APURAR A AUTORIA E A 
MATERIALIDADE 
É UM CONJUNTO DE NORMAS E 
PRINCÍPIOS QUE REGEM O 
PROCESSO PENAL 
OBJETO 
TUDO QUE SE COLOCA DIANTE DO 
JUÍZ A ESPERA DE UM 
PROVIMENTO (DECISÃO) 
ESTUDO DAS NORMAS E 
PRINCÍPIOS 
FINALIDADE 
SER O INSTRUMENTO QUE 
CONCRETIZA A JURISDIÇÃO. 
(DIZER O DIREITO) 
IMEDIATA - VIABILIZA A 
APLICAÇÃO DO DIREITO PENAL 
 
MEDIATA - PACIFICAÇÃO SOCIAL 
CARACTERÍSITICAS DO DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
· AUTONOMIA - O direito processual não é submisso ao direito material (Direito Penal), pois possui princípios e 
regras próprias. 
· INSTRUMENTALIDADE - É meio para fazer atuar o Direito Penal. 
· NORMATIVIDADE (DECRETO LEI 3689/1941, CRIAÇÃO DO CPP) é a partir da norma processual penal que se 
instrumenta os princípios, organiza os institutos e constrói o sistema processual pátrio. 
· RELAÇÃO COM
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