Resumo de Processo Penal.Completo
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Resumo de Processo Penal.Completo


DisciplinaDireito Processual Penal I18.734 materiais138.551 seguidores
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formal e a instrução passou a ser secreta, escrita e não 
contraditória. 
 
 
GERMÂNICO 
 
a) Havia distinção entre delito de ação penal pública e privada 
b) Na ação pública, a acusação ficava a cargo do clã, na privada, era feita pela vítima ou seus familiares 
perante a Assembléia, que era presidida pelo Rei, Príncipe, Duque ou Conde. 
c) Admitia-se a autodefesa (justiça com as próprias mãos) 
d) A confissão do réu dispensava a instrução do feito 
e) O ônus de provar a inocência era do réu 
f) Buscava-se a verdade através do juramento e Juízes de Deus (ordálias). 
g) Admitia-se o contraditório, a oralidade, a concentração e a publicidade. 
 
ORDÁLIAS: ORDÁLIA É UM TIPO DE PROVA JUDICIÁRIA USADO PARA DETERMINAR A CULPA OU A INOCÊNCIA 
DO ACUSADO POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO DE ELEMENTOS DA NATUREZA E CUJO RESULTADO É 
INTERPRETADO COMO UM JUÍZO DIVINO.1 TAMBÉM É CONHECIDO COMO JUÍZO DE DEUS (JUDICIUM DEI, EM 
LATIM). 
 
CANÔNICO 
 
a) Vigorou entre o século XIII até o XVIII 
b) Inspirou-se no processo penal extraordinário dos romanos 
c) Aplicava-se o processo inquisitório no julgamento dos crimes comuns e religiosos 
d) Aboliu-se a acusação pública 
e) Depoimentos das testemunhas eram colhidos em segredo 
f) O interrogatório era precedido ou seguido de tortura, a qual estava regulamentada sendo considerada 
a rainha das provas. 
g) Supressão da oralidade e da publicidade nos julgamentos 
 
 
 
Processo Penal no Brasil 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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Período Colonial 
No período do descobrimento, vigoravam as ordenações Afonsinas (1446-1514), Manuelinas (1514-
1569) e o Código de Dom Sebastião (1569-1603), sendo que dessas somente as Manuelinas foram aplicadas 
por Martim Afonso de Souza, ao formar a organização judiciária da colônia similar a de Portugal. 
Posteriormente, entraram em vigor as ordenações Filipinas (1603-1824), porém, o Decreto de 
23.05.1821, da lavra de Dom Pedro I, aboliu tais ordenações e trouxe várias inovações: 
 
a) Aboliu as prisões provisórias arbitrárias 
b) Estabeleceu que as provas deveriam ser abertas e públicas, para facilitar a defesa 
c) Vedou que as pessoas fossem levadas em masmorras, abolindo também o uso de correntes, algemas, 
grilhões e outros ferros. 
 
Período Imperial 
Com a independência do país, entrou em vigor, em 1824, a primeira Constituição do Brasil, sendo o 
primeiro Código de Processo Penal datado de 29.11.1832. 
 Tal código era composto de duas partes: uma da Organização Judiciária e outra da Forma do Processo. 
 
Período Republicano 
 
A Constituição Republicana de 24.02.1891 atribuiu aos Estados a faculdade de legislar sobre processo 
penal, no entanto, nem todos os Estados criaram seus Códigos Processuais. 
Na verdade essa outorga prejudicou a aplicação da lei penal e o avanço do processo penal no país, 
somente sendo restabelecido através da Constituição Federal de 1934, que devolveu a unidade processual, 
competindo à União legislar sobre processo penal. 
Com o advento da Constituição de 1937, providenciou-se a criação de um novo CPP e, em 03.10.1941, 
foi promulgado o primeiro Código de Processo Penal Republicano, com as seguintes características: 
 
a) Manutenção do inquérito policial 
b) Estabelecimento da instrução contraditória 
c) Separação das funções acusatórias e julgadora, salvo no procedimento das contravenções penais 
d) Submissão ao sistema acusatório de todas as formas procedimentais 
e) Restrição da competência do Tribunal do Júri 
 
Vale ressaltar que somente a partir da Constituição de 1988 se restabeleceu o sistema acusatório puro, sendo 
conferido ao Ministério Público, em regra, o monopólio da ação penal, mantendo-se a persecução criminal 
pela vítima e seus familiares nas ações penais privadas. 
 
 
ATUALMENTE ESTAMOS COM O PROJETO DE LEI 159/2009 QUE TRATA DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E 
AGUARDA SUA APROVAÇÃO. 
 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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SISTEMAS PROCESSUAIS 
 
 
INQUISITIVO - ACUSADOR, JULGADOR E DEFENSOR ENCONTRAM-SE NA MESMA PESSOA, a própria lei diz o valor da 
prova, nunca há o transito em julgado, o processo poderá ser aberto a qualquer momento. Neste sistema o acusado não 
possui qualquer garantia como o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal, podendo o processo, inclusive, 
correr de forma sigilosa por ato discricionário do juiz. Não há igualdade entre as partes e nem a presunção de inocência, 
sendo comum o acusado permanecer preso durante toda a formação da culpa. 
 
ACUSATÓRIO - ADOTADO NO BRASIL, ACUSADOR, JULGADOR E DEFENSOR SERÃO PESSOAS DISTINTAS, a sentença 
transitada em julgado (não há mais recurso, exceção a rescisória criminal) faz coisa julgada. Caracteriza-se pela distinção 
absoluta entre as funções de acusar, defender e julgar, sendo assegurado ao acusado o contraditório e a ampla defesa, 
devendo o processo correr de acordo com as determinações legais (procedimentos). 
A produção de prova incumbe às partes as quais possuem total isonomia processual, bem como vigora a 
presunção de inocência, devendo o acusado responder ao processo em liberdade. 
 
Características do sistema acusatório: 
Investigação afeta a um órgão do Estado (Delegacia de Polícia), distinto do órgão Judiciário. 
Processo de partes, estando de um lado a acusação (Ministério Público) e do outro o acusado. 
Presunção de inocência 
Julgamento feito por populares (jurados) crimes contra a vida, ou por órgãos judiciários totalmente imparciais (juiz) 
Igualdade das partes 
Necessidade do contraditório 
Prova produzida pelas partes, só aceita a prova ilícita se for à única que possa inocentar o réu. 
Liberdade das partes quanto à apresentação das provas. 
Proibição de o juiz provocar sua jurisdição (Princípio da Inércia Judicial) 
Processo oral e escrito, público e contraditório. 
Livre convicção quanto à apreciação das provas (juiz) 
Liberdade do acusado é regra, admitindo-se, excepcionalmente, a prisão preventiva. 
Sentença faz coisa julgada, mormente em favor do réu, quando contrária ao réu pode haver revisão criminal.(CPP atr. 
621 e seguintes). 
 
 
MISTO 
Também denominado Sistema Napoleônico ou Reformador, é a combinação dos dois sistemas anteriores, abrangendo 
duas fases processuais distintas: A fase inquisitiva, onde não há o contraditório, a ampla defesa e a publicidade, sendo 
realizada uma investigação preliminar e uma instrução preparatória sob o comando do juiz e a fase do julgamento, em 
que são asseguradas ao acusado todas as garantias (contraditório, ampla defesa, etc.). 
Diferencia-se mormente do sistema Acusatório por ter duas fases procedimentais distintas: 
· Fase inquisitiva, onde não há o contraditório, a ampla defesa e a publicidade, sendo realizada uma investigação 
preliminar e uma instrução preparatória sob o comando do juiz. 
· Fase do julgamento, em que são asseguradas ao acusado todas as garantias (contraditório, ampla defesa, etc.). 
 
Seriam dois juizes distintos, um na fase inquisitiva e outro na fase do julgamento. 
 
- PARA NUCCI ESTE SISTEMA É O DO BRASIL, A FASE INVESTIGATIVA É PROCESSO PARA O JUIZ E DEPOIS VEM A FASE 
JUDICIAL. 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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O INQUÉRITO NÃO É PROCESSO É TÃO SOMENTE UM PROCEDIMENTO (PRESIDIDO POR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA: 
DELEGADO). 
 
29/08/2013 
 
TEORIA DOS PRINCÍPIOS: 
 
O CONCEITO DOUTRINÁRIO ATRIBUÍDO A NORMA ENGLOBA DOIS ELEMENTOS ESSENCIAIS QUE POSSUEM ESTREITA 
LIGAÇÃO COM O DISPOSITIVO NORMATIVO,
silvio
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