Resumo de Processo Penal.Completo
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Resumo de Processo Penal.Completo


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DE OFÍCIO, O DELEGADO AGE DE OFÍCIO NAS AÇÕES PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. 
 
 
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL 
O processo penal não se conforma com ilações fictícias ou afastadas da realidade, devendo o magistrado buscar a 
verdade onde ela estiver, não se atendo aos autos. Este é o posicionamento do STF: \u201cA busca pela verdade real 
constitui princípio que rege o Direito Processual Penal\u201d. A produção de provas, porque constitui garantia constitucional 
pode ser determinada, inclusive pelo juiz, de ofício, quando julgar necessário. 
 
NO PROCESSO CIVIL A VERDADE É FORMAL JULGA-SE A REALIDADE CONSTRUÍDA NO PROCESSO. 
 
NO PROCESSO PENAL A VERDADE REAL ELA É PROCESSUAL, O JUIZ DEVE BUSCAR A VERDADE ONDE ELA ESTIVER, O JUIZ 
DEVE SER UMA FIGURA DINÂMICA. 
NO PROCESSO CIVIL O JUÍZ É ESTÁTICO, NÃO SE PODE FAZER DE TUDO PARA OBTÊ-LA, POIS É LIMITADA. 
 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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LIMITES DA VERDADE REAL 
 
1)A inadmissibilidade de leitura de documento ou de exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos com 
antecedência mínima de três dias úteis, com ciência da outra parte.(art. 479 do CPP) 
 
Art. 479. Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos 
autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, dando-se ciência à outra parte. (Redação dada pela Lei nº 11.689, de 2008) 
 
 Parágrafo único. Compreende-se na proibição deste artigo a leitura de jornais ou qualquer outro escrito, bem como a exibição 
de vídeos, gravações, fotografias, laudos, quadros, croqui ou qualquer outro meio assemelhado, cujo conteúdo versar sobre a 
matéria de fato submetida à apreciação e julgamento dos jurados. (Incluído pela Lei nº 11.689, de 2008) 
 
2)UTILIZAÇÃO DE PROVAS OBTIDAS PÓR MEIO ILÍCITO, ART. 5º, LVI CF/88 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
 
TEORIA DA FRUTA ENVENENADA, BASTA UMA PROVA ILÍCITA PARA TORNAR AS OUTRAS TAMBÉM. 
 
-MAS QUANDO FOR À ÚNICA PROVA DE INOCÊNCIA SERÁ PERMITIDO, POIS PREVALECE A VERDADE REAL. 
-MAS SE FOR À ÚNICA PROVA DE CULPA, NÃO PREVALECE A VERDADE REAL, PREVALECERÁ A NÃO OBTENÇÃO DE 
PROVA ILÍCITA. 
 
3)As limitações ao depoimento de testemunhas que têm ciência do fato em razão de profissão, ofício, função ou 
ministério. 
AS TESTEMUNHAS QUE DE OFÍCIO OU DE PROFISSÃO SAIBAM DA VERDADE REAL, COMO POR EXEMPLO O PADRE, NÃO 
PODE SERVIR COM A VERDADE, NESTE CASO OCORRE UMA MITIGAÇÃO DA VERDADE REAL. 
4)A REVISÃO CRIMINAL CONTRA SENTENÇA CONDENATÓRIA SÓ SERÁ POSSÍVEL EM CASO DE ABSOLVIÇÃO, MAS SE FOR 
PARA CASOS DE CONDENAÇÃO NÃO SERÁ POSSÍVEL. 
05/09/2013 
 
SISTEMA INQUISITÓRIO NÃO FAZ COISA JULGADA, DIFERENTEMENTE DO SISTEMA ACUSATÓRIO, NESTE SIM FAZ COISA 
JULGADA. 
 
Principio da Obrigatoriedade =Ex. Obrigação do MP em ofertar a denuncia. Mitigação: transação penal para 
contravenções penais e crimes com pena máxima de 2 anos.(CRIMES DE MENOR POTENCIAL OFENCIVO). Há ainda, uma 
exceção quanto a ação penal privada, onde vigora o princípio da oportunidade, já que cabe a vítima ou ao seu 
representante iniciar a persecução criminal. 
 
Princípio da Indisponibilidade = decorre do princípio da obrigatoriedade, rezando que uma vez iniciado o inquérito 
policial ou o processo judicial, os órgãos incumbidos não podem dele dispor. EX. Obrigação do MP em não desistir do 
processo. Mitigação: suspensão condicional do processo prazo de 2 a 4 anos. 
 
PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE E INDISPONIBILIDADE, ESTES DOIS PRINCÍPIOS EXISTEM APENAS NA AÇÃO PENAL 
PÚBLICA, PRINCÍPIOS PREVISTOS NA PARTE INQUISITÓRIA QUE OBRIGA O DELEGADO A INVESTIGAR E ENTREGAR O 
INQUÉRITO AO MINISTÉRIO PÚBLICO E NA PARTE ACUSATÓRIA OBRIGA AO MINISTÉRIO PÚBLICO A DENUNCIAR E 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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LEVAR O PROCESSO ATÉ O FINAL NÃO PODENDO DESISTIR, SOB PENA DE COMETEREM A PREVARICAÇÃO QUE SÃO OS 
ATOS OBRIGATÓRIOS DE OFÍCIO, E EM CONTRAPOSIÇÃO DESTES PRINCÍPIOS, TEMOS OS DA AÇÃO PENAL PRIVADA QUE 
SÃO ELES O DA OPORTUNIDADE E DISPONIBILIDADE, RESPECTIVAMENTE. 
 
OS PRINCÍPIOS DA OBRIGATORIEDADE E INDISPONIBILIDADE FORAM ABSOLUTOS ATÉ O ANO DE 1995, COM A 
CRIAÇÃO DOS JUIZADOS CRIMINAIS ESPECIAIS, LEI 9099/95, QUANDO OCORREU UMA MITIGAÇÃO DESTES PRINCÍPIOS, 
PODENDO OCORRER ENTRE AS PARTES ACORDO = TRANSAÇÃO PENAL, PREVISTO NO SEU ART. 76 E TAMBÉM NÃO 
HAVENDO ACORDO OCORRERÁ A DENÚNCIA POR PARTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DURANTE O CURSO DO PROCESSO 
O MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ PROPOR APLICAR A SUSPENSÃO CONDICIONADA DO PROCESSO DESDE QUE SEJA 
ANTES DA SENTENÇA, PREVISTO NO ART. 89 CPP, NESTA CONDIÇÃO ESTES PRINCÍPIOS DEIXAM DE SER ABSOLUTOS 
PASSANDO A TER A SUA CONCEPÇÃO MITIGADA. 
 
LINHA DO TEMPO DOS ATOS COMO FORMA DE APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA OBRIGATORIEDADE E 
INDISPONIBILIDADE PODEMOS VER QUE A MITIGAÇÃO SÓ PODERÁ OCORRER NAS DUAS SITUAÇÕES VISUALIZADAS, A 
TRANSAÇÃO PENAL ANTES DA DENÚNCIA E A SUSPENSÃO CONDICIONADA DO PROCESSO DEPOIS DA DENÚNCIA E 
ANTES DA SENTENÇA. 
 
 DENÚNCIA 
OBRIGATORIEDADE INDISPONIBILIDADE SENTENÇA TRANSAÇÃO 
PENAL SUSPENSÃO CONDICIONADA DO PROCESSO 
 
PRINCÍPIO DO IMPULSO OFICIAL OBRIGA O JUIZ APÓS RECEBER A DENUNCIA A CONDUZIR O PORCESSO ATÉ O SEU FIM, 
PRATICANDO OS ATOS DE SUAS RESPONSABILIDADES, ESTE PRINCÍPIO NÃO SE CONFUNDE COM O PRINCÍPIO DA 
INICIATIVA DAS PARTES. 
 
-PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES, ART. 93 CF/88, QUE DIZ TODA SENTENÇA TEM QUE SER MOTIVADA 
(FUNDAMENTADA), APENAS O JURÍ EM SUAS DECISÕES NÃO SE OBRIGA A MOTIVAR AS SUAS DECISÕES, PODEM 
DECIDIR APENAS POR ÍNTIMA CONVICÇÃO, NÃO PRECISANDO FUNDAMENTAR. 
 
IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, 
podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos 
quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
-PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE, TODOS OS ATOS SÃO PÚBLICOS, SALVO NOS CASOS ENVOLVENDO MENORES E CRIMES 
SEXUAIS, POR ISSO ESTA PUBLICIDADE NÃO É ABSOLUTA, EXISTINDO A SUA FORMA RESTRITA NOS CASOS DE INTERESSE 
SOCIAL E PRESERVAÇÃO DA INTIMIDADE RESPECTIVAMENTE. 
 
A regra é que todos os atos processuais sejam públicos, pois o Estado tem o dever de agir com transparência, no 
entanto, o sigilo é admitido quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem tratando-se da chamada 
publicidade restrita. 
 
10/09/2013 
 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO \u2013 POSSIBILIDADE DE REVISÃO, RECURSO, DAS DESCISÕES PROFERIDAS EM 
PRIMEIRO GRAU, NÃO É ABSOLUTO, POIS EXISTE A POSSIBILIDADE DE PROCESSOS ORIGINÁRIO INICIAR JÁ NO ÚLTIMO 
GRAU DE JURISDIÇÃO STF ART. 102 E 105 CF/88 
 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de 
lei ou ato normativo federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios 
Ministros e o Procurador-Geral da República; 
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros
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