Resumo de Processo Penal.Completo
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Resumo de Processo Penal.Completo


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penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
NO ESPAÇO ART. 1º CP LEI PENAL 
 
Anterioridade da Lei 
 
 Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. (Redação dada pela Lei nº 7.209, 
de 11.7.1984) 
 
LEI HÍBRIDA, ASPECTOS PENAIS E PROCESSUAIS, EX: INTERROGATÓRIO DO RÉU, TRANSAÇÃO PENAL A POSSIBILIDADE 
DE NÃO SER PROCESSADO EM VIRTUDE DA APLICAÇÃO DO ASPECTO PENAL NA TRANSAÇÃO E NÃO POR CONTA DO 
ASPECTO PROCESSUAL. 
 
É UMA NORMA QUE POSSUI ASPECTOS PENAIS E PROCESSUAIS, MAS NÃO É UMA EXCEÇÃO É TÃO SOMENTE A 
POSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DO ASPECTO PENAL (MATERIAL) QUE SERÁ APLICADO, NÃO SE RETROAGE O ASPECTO 
FORMAL. 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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24/09/2013 
 
LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO 
 
O CPP consagrou o princípio da irretroatividade da lei processual penal, por isso, a regra geral é que NÃO HÁ 
RETROATIVIDADE, sendo a lei processual penal inserida no mundo jurídico, tem aplicação imediata, atingindo inclusive 
os processos que já estão em curso, pouco importando se traz prejuízo ou situação mais gravosa ao imputado. 
IMPORTANTE \u2013 existem normas inseridas no CPP que possuem naturezas materiais (assecuratória de direitos 
materiais), como no caso do direito do réu de permanecer calado em seu interrogatório. Entretanto, o problema se 
encontra as normas que possuem conteúdo processuais e materiais, denominadas pela doutrina como leis híbridas ou 
mistas, neste caso deve prevalecer o aspecto penal, e, excepcionalmente, irá retroagir em favor do réu, como no caso 
das transações previstas na Lei nº 9.099/95 e a progressão do regime para os crimes hediondos. 
 
4.2. Lei Processual Penal no Espaço 
O CPP adotou o princípio da territorialidade o qual determina que será aplicada a lei processual penal (CPP) em 
todo território brasileiro. 
A regra da territorialidade encontra-se prevista no art. 1º do CPP, sendo que este mesmo dispositivo traz 
exceções à aplicação da lei brasileira, onde irá vigorar o princípio da extraterritorialidade, que são: 
I. Tratados, convenções e regras de direito internacional \u2013 A subscrição pelo Brasil de tratado ou 
convenção afasta a jurisdição criminal brasileira, sendo determinados crimes julgados por tribunais 
estrangeiros. 
A inaplicabilidade da lei processual penal a determinados fatos funda-se no princípio da reciprocidade, 
sendo alguns desses casos: 
a) Os crimes cometidos a bordo de navio ou aeronaves públicas estrangeiras, em águas territoriais e 
espaço aéreo brasileiro; 
b) Os agentes diplomáticos, a serviço do seu país, são imunes a legislação brasileira, decorrendo tal 
imunidade da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, ratificado pelo Brasil por meio do 
Decreto nº 56.435/65; 
c) Os cônsules, no caso de infrações relativas ao exercício de suas funções no território de seu 
consulado, também são imunes as regras do Código de Processo Penal, decorrendo tal imunidade 
da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 
61.078/67. 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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 Vale ressaltar que com a Emenda Constitucional nº 45/2004, o Estado Brasileiro admitiu ser submetido à 
jurisdição do Tribunal Penal Internacional a cuja criação houver manifestado adesão. 
 
II. Prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos Ministros de Estado, nos crimes conexos 
com os do Presidente da República, e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de 
responsabilidade \u2013 a doutrina define o fato de algumas condutas não serem processadas e julgadas pelo 
Poder Judiciário, mas sim por órgãos do Poder Legislativo, como jurisdição política. 
O art. 52, I e II da CF/88, alterado pelas EC 23/99 e a EC 45/04, atribuiu ao Senado Federal a competência 
privativa para processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. 
 
III. Os processos da competência da Justiça Militar: o art. 124 da CF/88, compete a justiça militar julgar os 
crimes militares, sendo regidos pelo Código de Processo Penal Militar (Decreto-lei nº 1.002/69). 
IV. Os processos de competência do tribunal especial: este dispositivo encontra-se prejudicado, pois se 
referia a existência de tribunais de exceção, mais especificamente o Tribunal de Segurança Nacional 
para o julgamento de crimes políticos, no entanto, esse tribunal foi extinto pela CF/46 e sua criação hoje 
é proibida devido ao Princípio do Juiz Natural. 
V. Os processos por crime de imprensa: tal dispositivo, atualmente, também se encontra prejudicado, uma 
vez que nos autos da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 130-7/DF, o STF por meio de 
decisão monocrática do Ministro Carlos Britto, datado de 22.02.2008, suspendeu liminarmente a 
eficácia de vários dispositivos da Lei de imprensa, determinando a juízes e tribunais a paralisação de 
processos e a suspensão dos efeitos de decisões judiciais que versem sobre artigos objeto da liminar, 
sob o fundamento de que \u201co diploma normativo impugnado não parecia serviente do padrão de 
democracia e de imprensa vigente na CF/88. 
 
 
SERÁ DEFINIDA COMO O PREVISTO NO ART. 1º DO CPP 
 
Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: 
 
 I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; 
 II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do 
Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 89, § 
2o, e 100); 
 III - os processos da competência da Justiça Militar; 
 IV - os processos da competência do tribunal especial (Revogado pela Constituição, art. 122, no 17); 
 V - os processos por crimes de imprensa. Revogado pela ADPF nº 130. 
Resumo das aulas de Processo Penal, elaborado pelos acadêmicos Edson Araújo e Filipe Brito, este humilde trabalho 
deve ser encarado como auxiliar nos estudos. 
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PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE NÃO É ABSOLUTO EXISTEM EXCEÇÕES, OS INCISOS DO ART. 1º DO CPP. 
 
I - DIPLOMATAS ACOMPANHA O PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE INCLUSIVE SUA FAMILIA, SÃO IMUNES 100%, 
II - COSCONSULES SÓ SÃO IMUNES SE O CRIME TIVER REFERÊNCIA COM A SUA FUNÇÃO. 
III - NOS NAVIOS E AERONAVES PÚBLICAS FORA DO BRASIL, SE OCORRE CRIME DENTRO DESTAS RESPONDE PELA LEI 
BRASILEIRA, MAS SE FOR PRIVADAS SERÁ APLICADA AS REGRAS DO PAÍS ONDE OCORREU O CRIME. 
 
SE OS CRIMES FOREM COMETIDOS EM ZONA DE ANOMIA (Águas Internacionais) O CRIME SERÁ JULGADO NO PAÍS DA 
BANDEIRA DO NAVIO OU AERONAVE. 
 
PASSAGEM INOCENTE: É INSTITUTO AMPLAMENTE ACEITO INTERNACIONALMENTE, É UM ACORDO TÁCITO ENTRE OS 
PAÍSES. 
 
É UMA EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE, ASSEGURA QUANDO UMA AERONAVE PRIVADA ANTES DE 
CHEGAR AO DESTINO FINAL E PRECISAR POUSAR PARA ABASTECIMENTO E NESTA PARADA (POR NÃO SER O SEU 
DESTINO FINAL) OCORRER UM CRIME, ESTE SERÁ JULGADO PELA BANDEIRA DA AERONAVE. 
 
O INSTITUTO DA PASSAGEM INOCENTE É UM ACORDO INTERNACIONAL DE AMPLA ACEITAÇÃO, O QUAL TRAS UMA 
EXCEÇÃO AOS REGRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE. 
SEGUNDO ESTE INSTITUTO QUANDO UM NAVIO OU AERONAVE PRIVADA SAI DO SEU DESTINO DE ORIGEM E NO 
PERCURSO PARA O DESTINO FINAL VIER A OCORRER UM CRIME DENTRO DO NAVIO OU AERONAVE, CONSIDERA-SE 
COMPETENTE PARA PROCESSAR E JULGAR O PAÍS DA BANDEIRA DA AERONAVE OU NAVIO. 
A PASSSAGEM INOCENTE
silvio
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