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PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO
Eliedna Novaes
Programa Nacional de Imunização
Foi instituído em 1973 por determinação do Ministro da Saúde.
Objetivo básico:
Contribuir para o controle ou erradicação de todas as doenças, cujas vacinas estão incluídas no Calendário Básico de Vacinação.
A meta operacional básica do Programa é a vacinação de 100% das crianças menores de 1 ano, com todas as vacinas indicadas no esquema básico
Imunizaçao
Significa tornar não suceptível a uma determi
nada doença, e dessa forma preveni-la.
Pode ser ativa e passiva ;
Ativa o individuo é estimulado a desenvolver defesa imunológica contra futuras exposições a doença. Ex vacinas
Passiva; o individuo exposto ou em vias de se expor recebe anticorpos pré - formados de origem animal ou humana. Ex: Soro
Vacinas
A vacinação hoje é um dos recursos utilizados pela saúde para proteção da população.
A prática de vacinação envolve diversos aspectos técnicos científicos e operacionais, que dizem respeito aos agentes imunizantes e à pessoa a ser imunizada.
O que é Vacina?
São substâncias de natureza proteica denominada antígeno, de origem microbiana, que se introduz no organismo com finalidade preventiva.
É um processo lento, pois o organismo necessita de um certo tempo para produzir o estado imunitário.
O que são antígenos?
São proteínas dos próprios germes que produzem a doença devidamente tratados ou por substâncias químicas ou por agentes físicos, tornando o germe inócuo para o organismo, mas capaz de produzir imunidade.
O que são anticorpos?
São proteínas específicas fabricadas pelo organismo em resposta à penetração dos antígenos.
Os antígenos também podem estar presentes nas vacinas ou soros.
Fatores inerentes ao organismo que recebe a vacina
Vários fatores presentes no p´roprio organismo podem interferir no processo de imunização:
Idade;
Aids
Tratamento imunosupressores com corticóides;
Estado nutricional
Componentes das vacinas
As vacinas apresentam-se na forma líquida e liofilizada (seca) em sua maioria. Alguns produtos contidos nas vacinas:
Agente imunizante;
Líquido de suspensão;
Conservantes, estabilizadores e antibióticos;
Adjuvantes (hidróxido de alumínio).
Requisitos básicos de uma vacina
Algumas características dever ser inerentes as vacinas para que possam ser consideradas de boa qualidade:
Inocuidade – não deve ser prejudicial;
Pureza – não deve ter sujidade;
Esterilidade – não deve ter presença de outros microorganismos;
Potência – expressa pela quantidade de antígenos presentes, por volume da dose suficiente para garantir um bom nível de proteção.
Poder imunizante – Capacidade de estimular a produção de anticorpos.
CONTRA -INDICAÇÕES VERDADEIRAS
Imunodeficiência congênita ou adquirida
Acometidos por neoplasias malígnas
Tratamento com altas doses de corticóide por longo tempo(adiar por 3 meses após término do tratamento)
Tratamento com quimio e radioterapia
Grávidas(alguns imunobiológicos)
CONTRA-INDICAÇÕES FALSAS
Doenças infecciosas ou alérgicas do trato resp. Superior(tosse,coriza)
Diarréia leve ou moderada
Doenças de pele(impetigo,escabiose)
História pregressa de doenças
Desnutrição
Uso de antimicrobianos
Doença neurológica estável ou antecedente familiar de convulsão
Tratamento com corticóide de curta duração
Alergias não relacionadas aos componentes da vacina
Prematuridade ou baixo peso(exceto a BCG)
Internação hospitalar
EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAIS
Conceito: efeitos indesejáveis que podem ser causados por alguns componentes das vacinas, apesar dos processos de purificação.
 Alguns eventos adversos menos graves, são esperados após uso de algumas vacinas(febre,reação local).
 Efeitos mais graves, necessitam de acompanhamento médico, notificação ao svs e até mesmo indicação de outro imunobiológico substituto,dependendo da situação, que deverá ser rigorosamente avaliada.
Rede de Frio (Local)
OBJETIVO: 
Manter a temperatura adequada dos imunobiológicos, desde o laboratório produtor até o momento de sua utilização, garantindo assim suas características iniciais para conferir imunidade.
Disposição, tipo e localização da câmara fria
Os refrigeradores de uso doméstico não são mais indicados para o armazenamento e conservação dos imunobiológicos.
Tomada única para o equipamento
Distância mínima de 15 cm da parede
Longe de fonte de calor.
Manter ambiente climatizado
Ajustar alarme para +3 e +7oC
Controle de temperatura
Gráfico de controle diário de temperatura(início e término da jornada), deverá ser afixado na porta do refrigerador
Termomômetro digital de máxima, mínima e temperatura do momento, afixado na parte lateral do refrigerador
Ar condicionado
Gelox na câmara dispostos verticalmente
Degelo e limpeza mensalmente ou quando necessário - a limpeza deverá ser realizada com sabão neutro. Após limpeza, aguardar temperatura ideal para armazenar os imunos.
Em caso de falta de energia, manter câmara fechada por 4 a 6 horas
Caso não tenha retorno de energia, os imunos deverão ser remanejados para outra unidade
A temperatura do refrigerador deve ser mantida entre 2 e 8 graus celsius
Disposição dos imunobiológicos no refrigerador
Identificar o equipamento e sinalizar “USO EXCLUSIVO”, de maneira visível.
Verificar capacidade útil máxima do equipamento, entre outras informações relacionadas, antes de iniciar o armazenamento dos imunobiológicos.
Organizar os imunobiológicos nos compartimentos internos, SEM A NECESSIDADE DE DIFERENCIAR A DISTRIBUICAO DOS PRODUTOS POR TIPO OU COMPARTIMENTO, uma vez que as câmaras refrigeradas possuem distribuição uniforme de temperatura no seu interior.
NÃO ARMAZENAR imunobiológicos no compartimento inferior (local da gaveta) desses equipamentos domésticos.
Estabelecer rotina de manuseio das vacinas armazenadas, evitando abertura frequente das portas, no máximo duas vezes ao dia.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Checar a temperatura e registrar diariamente no mapa de registro para controle de temperatura, no mínimo duas vezes ao dia, no inicio e ao final da jornada de trabalho.
Certificar-se, a cada abertura da porta, se o fechamento foi realizado adequadamente.
Estabelecer rotina diária para verificação do perfeito funcionamento dos equipamentos de refrigeração (fechamento da porta, funcionamento dos alarmes, alimentação elétrica, entre outros), ao final do expediente.
Limpar mensalmente, ou conforme o uso, as superfícies internas das câmaras, segundo orientação do fabricante. Realizar o remanejamento dos produtos armazenados antes do procedimento.
Realizar os procedimentos de limpeza com estoque reduzido, preferencialmente no início da semana, para que o usuário possa monitorar ao longo da semana o funcionamento pleno e adequado do equipamento de refrigeração. NAO REALIZAR a limpeza do equipamento na véspera de feriado prolongado ou ao final da jornada de trabalho.
DESCARTE DOS IMUNOBIOLÓGICOS
AUTOCLAVAR TODOS OS RESÍDUOS DOS IMUNOBIOLÓGICOS
 -Por 15 minutos a temperatura de 121 a 127 graus celsius, não é necessário abrir o frasco
 Após autoclavar, colocar em descarpack e descartar conforme as normas de biossegurança.
ROTINAS BÁSICAS DA SALA DE IMUNIZAÇÃO
Objetivo:
-Garantir a máxima segurança do procedimento, prevenindo infecções cruzadas, mantendo ambiente limpo e agradável, proporcionando conforto e segurança para o cliente e profissionais técnicos.
R O T I N A S
Lavar as mãos, antes e após procedimentos
Verificar e registrar temperatura do refrigerador
Prover insumos necessários para jornada de trabalho
Verificar lote,prazo de validade dos imunos
Organizar caixa térmica 
Atender o usuário fornecendo todas as orientações necessárias 
Verificar caderneta de vacinação
Questionar sobre as condições de saúde da pessoa a ser vacinada e ocorrência de reações na vacinação anterior
Orientar sobre reações esperadas
Administrar o imunobiológico seguindo técnicas de aplicação
Usar algodão seco
Realizar os registros necessários na caderneta

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