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CIÊNCIAS CONTÁBEIS
MARCIO JOSÉ SKOREK
A Importância da SUSTENTABILIDADE NO SETOR PÚBLICO
Francisco Beltrão
2015
MARCIO JOSE SKOREK
A Importância da SUSTENTABILIDADE NO SETOR PÚBLICO
Trabalho apresentado ao Curso Superior Bacharelado em Ciências Contábeis da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, Produção Textual Interdisciplinar Individual Tema: Tema: Sustentabilidade no Setor Público.
. 
Francisco Beltrão
2015
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	3
2 DESENVOLVIMENTO	4
3 CONCLUSÃO	6
REFERÊNCIAS	7
INTRODUÇÃO
Sustentabilidade ambiental é o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a não prejudicar o máximo possível o equilíbrio entre o meio ambiente, as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Já a sustentabilidade social se preocupa em promover ações voltadas para o resgate da cidadania da pessoa humana, garantindo seus direitos universais: saúde, educação, moradia, trabalho etc.
Entende-se que para um processo ser sustentável, o bem-estar do homem é objetivamente necessário, pois é ele o principal responsável por implementar as demais ações de sustentabilidade que irão garantir o futuro para esta e para as novas gerações, resultando no conceito de sustentabilidade socioambiental. 
Todas as ações devem ser pensadas e desenvolvidas de forma integrada para que o ser humano, ao mesmo tempo em que tenha acesso aos seus direitos básicos, proteja o meio ambiente, fundamental para sua existência. A sustentabilidade está relacionada com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. 
O Brasil apresenta-se no cenário mundial como uma nação associada às propostas de sustentabilidade, sendo, inclusive, signatário dos mais importantes tratados internacionais sobre meio ambiente. Contudo, há um aparente descolamento entre as políticas de sustentabilidade, de repercussão mundial, que o país encaminha, e as políticas de condução cotidiana da máquina pública. O Estado possui um papel fundamental na indução de formas mais sustentáveis de produção. Por meio de políticas públicas pode promover novas configurações para o funcionamento da máquina pública, no que diz respeito à aquisição, produção e utilização dos bens e serviços. O objetivo é tornar as atividades na administração pública mais eficiente, além de estimular a proteção e a consciência ambiental.
No Terceiro Setor, a sustentabilidade encontra algumas dificuldades como a profissionalização de entidades para que possam garantir recursos públicos e privados e realizar seus projetos com competência. A integração das atividades é outro problema enfrentado pelo Terceiro Setor no Brasil. 
Neste trabalho o objetivo é demonstrar como o setor público vem atuando nesta área e de que forma pode melhorar suas ações.
DESENVOLVIMENTO
O setor público é um poderoso agente na reconfiguração da economia em um contexto de sustentabilidade, porquanto estabelece o esqueleto normativo, promove temas por meio da capilaridade que possui em variados segmentos da vida em sociedade e, ainda, é um ente detentor de uma considerável estrutura de prédios da administração, hospitais, escolas, teatros, museus, equipamentos, máquinas, frotas de veículos, embarcações, aeronaves, terras, fortificações militares, e, portanto, um consumidor de grande interferência no sistema econômico. A política de sustentabilidade no Brasil ainda não se constitui em política de Estado, de caráter abrangente, uma vez que se verifica no interior da própria Administração Pública limitadas e esparsas ações objetivando reduzir o consumo insustentável dos recursos naturais. O poder de compra que possui o Estado brasileiro, aproximadamente 15% do PIB, pode ser capaz de provocar importantes transformações no setor produtivo nacional, portanto, representa uma alternativa de política pública fundamental na tentativa de “esverdeamento” de sua economia.
A Emenda Constitucional n.° 19 inseriu o princípio da eficiência ao artigo 37 da Constituição Federal dispondo “a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. A eficiência é o modo de atuação na Administração Pública cujo objetivo é atingir os melhores resultados na gestão para que as finalidades sejam atingidas da forma mais adequada. A inserção do princípio da eficiência no texto constitucional objetivou disciplinar a conduta do servidor público no sentido de adequar a aplicação dos recursos públicos norteados pela quantificação e qualificação da despesa. A proposta de incorporação da variável ambiental na estrutura do serviço público, no Brasil, encontra respaldo no princípio da eficiência, posto que é por meio do cumprimento deste princípio que deve o gestor bem como todos os agentes públicos devem observar a qualidade do gasto. Ou seja, a noção de eficiência abrange a ideia de economicidade em sentido ampliado, contemplando a ausência de desperdício de recursos como também a satisfação dos interesses da sociedade. No âmbito da Administração Pública, o governo federal tem formatado políticas direcionadas para que a estrutura administrativa observe critérios de sustentabilidade, evitando desperdícios, estimulando aquisições sustentáveis e qualificando o poder de compra do Estado. 
O governo federal utiliza de incentivos fiscais para alertar o setor privado da importância de investimentos na busca pela inovação, ao mesmo tempo aproximar universidades das empresas e diminuir royalties e commodities pagas ao exterior.
Os principais benefícios fiscais são descontos no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, desconto na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e desconto de 50% no IPI para equipamentos adquiridos para P, D&I.
Os benefícios fiscais são concedidos automaticamente, à medida que o setor privado deixa de recolher seus impostos, assim, resta apenas para as empresas, conforme legislação, informar ao MCTI quais são tais linhas de pesquisa e quais os dispêndios com gestão tecnológica, lembrando que se deve tratar de pesquisa básica dirigida, pesquisa aplicada ou desenvolvimento experimental. 
Um exemplo claro de como as ações devem ser pensadas é a campanha de conscientização da substituição das sacolas plásticas pelas sacolas retornáveis "Todos embalados por um mundo melhor". O projeto é socioambiental e envolve os três setores através do Ministério Público do Espírito Santo, supermercadistas do estado, a ONG Ação Comunitária (Aces) e Associações de Moradores capixabas. Além de despoluir o meio ambiente, o projeto gera trabalho e renda para uma cooperativa de costureiros (as) do Estado. 
A exposição dada a esse tipo de iniciativa é o que garante a sua continuidade, inspirando outros a buscarem esse reconhecimento. Um exemplo de ação que ressalta a conscientização é o "Projeto Atitude Sustentável", que em sua segunda edição possibilita a visibilidade de várias associações e trabalhos do Terceiro setor, fomentando o conceito e criando um ambiente propício para a integração dos setores. 
 
CONCLUSÃO
 O amadurecimento das iniciativas envolvendo o setor público, privado e sociedade civil organizada que englobe várias áreas de atuação é o futuro e a real busca pela sustentabilidade. São ações que gerem trabalho, renda, educação, capacitação profissional, despoluição e equilíbrio ambiental e acesso a cultura. Não de forma independente, mas sim, integrada. Para o fortalecimento da rede que atua no Terceiro Setor é preciso que as entidades entendam seu papel, atuem com ações conjuntas e busquem sempre o aperfeiçoamento por meio da capacitação continuada. Sustentabilidade é a

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