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Apresentação1 Peixes

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			“A paleontologia é dinâmica: o animal se move, evolui, o ambiente muda, os outros organismos agem e interagem, o tempo passa. E a dinâmica do objeto de estudo da Paleontologia é que a torna uma ciência viva, não fossilizada!”
				 Ribeiro-Hessel
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HEMICORDADOS
	
São marinhos e considerados a forma mais primitiva dos cordados e são encontrados do Cambriano ao Holoceno.
Por longo tempo foram considerados cordados, em virtude de apresentarem um tubo neural oco-dorsal.
O grupo é dividido nas Classes Enteropneusta, Pterobranchia e Graptolithina.
Os Graptozoários viveram somente no Paleozóico. Eram coloniais e são encontrados com frequência em folhelhos negros datados dessa época. No Brasil estão presentes nos sedimentos Silurianos da Bacia do Amazonas (Grupo Trombetas, formações Pitanga e Manacapuru), na Bacia do Paraná e Bacia do Parnaíba.
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CORDADOS	
 
São organismos que apresentam notocórdio (tubo nervoso dorsal e fendas branquiais na faringe, em pelo menos uma fase da vida). Este filo representa apenas uma pequena percentagem dos animais conhecidos, mas é ele que engloba todos os animais de organização complexa, incluindo o homem. É subdivido em três subfilos: Urocordados, Cefalocordados e Vertebrados.
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Subfilo Vertebrata (Ordoviciano-Recente)
 
 Apresentam região cefálica muito especializada. Alguns cientistas acreditam que a caixa craniana desenvolveu-se antes do surgimento da coluna vertebral. Por isso, Maisey (1996), prefere chamar o grupo de Subfilo Craniata em vez de Vertebrata.
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ANCESTRAL DOS VERTEBRADOS
 
O ancestral hipotético dos vertebrados tem sido caracterizado como um animal de pequeno porte, corpo fusiforme, flácido, com extremidades definidas em cabeça e cauda. Não possuíam mandíbula nem nadadeiras pares, cérebro rudimentar associado a órgãos sensoriais, relacionados ao olfato, visão e equilíbrio.
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A pedomorfose tem sido referida para explicar a origem dos vertebrados. É possível que assim, algumas larvas de urocordados se tenham transformado em um peixe primitivo.
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O estabelecimento das relações filogenéticas dos cordados tem sido feito a partir dos aspectos da embriologia, fisiologia e anatomia dos diversos subfilos, como: formato do corpo, circulação do sangue e mecanismo de filtração da água para obtenção de alimento. Anfioxos e algumas formas fósseis e as larvas de ascídias e lampréias apresentam o formato de corpo muito semelhante. A anatomia de todos condiz com o proposto como o provável ancestral dos vertebrados. A circulação sanguínea nos cefalocordados é semelhante ao dos vertebrados.
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Equinodermas, hemicordados e cordados são os únicos filos que apresentam desenvolvimento embrionário do tipo deuterostômio, ou seja, o blastóporo (cavidade da fase blástula) origina primeiro o ânus e depois a boca.
	Outro indicador do grau de volução entre os cordados é a presença de fosfato de cálcio no esqueleto. Há um fóssil de urocordado dotado de nódulos fosfáticos, que de acordo com Long (1995), anunciam a chegada dos vertebrados.
 
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AGNATAS 
 Vertebrados desprovidos de mandíbulas, representados atualmente pelas lampreias e mixinas.
Bem representadas no passado e começaram a declinar no Devoniano superior. Os extintos são referidos como ostracodermos.
  Apresentavam uma carapaça de osso dérmico e escamas no tronco.
 Formas atuais vivem na América do sul e fósseis têm sido encontrados no Paleozóico Inferior da Bolívia e Argentina.
 
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GNATOSTOMADOS
São vertebrados dotados de aparelho maxilomandibular.
Classe Placodermi (Siluriano-Devoniano): 
Armadura de ossos dérmicos, apresentando uma articulação móvel entre a região cefálica e as vértebras do tronco. 
Classe Acanthodii (Siluriano-Permiano):
Animais de corpo fusiforme, nadadeiras precedidas de espinhos ósseos, exceto a caudal.
No Brasil, há registro de acanthodii na Bacia do Amazonas, Bacia do Paraníba, Permiano da Bacia do Paraná.
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Classe Chondrichthyes (Siluriano-Recente):
Esqueleto interno essencialmente cartilaginoso, o que dificulta o registro fossilífero. Este é documentado através dos dentes, escamas e espinhos presentes na cabeça e na parte anterior das nadadeiras. 
Algumas formas têm distribuição temporal restrita e constituem fósseis-guias.
Ocorrências no Brasil: Rhinobatos beurleni e Tribodus limae (Formação Santana)
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Classe Osteichthyes (Siluriano-Recente): peixes ósseos.
 Esta classe inclui as subclasses Actinopterygii e Sarcopterygii.
 Actinopterygii: (Siluriano-Recente). Apresenta nadadeiras radiadas e engloba a maior parte dos peixes conhecidos atualmente. Seus representantes têm formas de tamanho, hábitos e habitats variados. É a maior diversidade entre os vertebrados.
No Brasil, os mais antigos foram registrados no Devoniano Superior da Bacia do Amazonas.
Formas do Cretáceo: Bacia do Araripe
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Sarcopterygii: (Devoniano-Recente). A maioria dos representantes desta subclasse é extinta. Possuem nadadeiras pares dotadas de um único elemento de articulação com as cinturas. Alguns desenvolveram pulmões.
No geral, seus representantes foram de grande porte, dotados de nadadeiras pares e lobadas. Essa estrutura da nadadeira pode ter sido uma especialização para a vida no fundo de corpos de água ou próximo a ele, de forma que permitisse o apoio no substrato.
Um representante dos sarcopterígios, incluído na infraclasse Actinista é o Latimeria chalumnae.
No Brasil há ocorrência de sarcopterígios nas bacias do Acre, Parnaíba e Paraná.
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ANFÍBIOS
 
Primeiros vertebrados terrestres
Adaptação incompleta
Temnospondyli = labirintodontes
 
A presença de vertebrados terrestres está relacionada a mudanças no ambiente continental: vegetais que saíram da água e ocuparam o ambiente terrestre e a conseqüente invasão de invertebrados a procura desse alimento, estabelecendo novas possibilidades de alimentação. Peixes sarcopterygii passaram a fazer uso desta nova cadeia alimentar, pois tinham condição de se arrastarem em terra firme, usando as nadadeiras lobuladas. 
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Os anfíbios primitivos mais conhecidos: Ichthyostega e Acanthostega são datados do Neodevoniano.
 Principal adaptação para viver em terra firme:
Respiração pulmonar, permanecendo a branquial somente em estágio de larva ou secundariamente, em adulto como o caso da salamandra, aquisição de uma estrutura corpórea melhor adaptada ao novo ambiente;
Surgimento da região cervical que implicou em maior mobilidade à cabeça;
Surgimento da columela (derivado do hiomandibular) = novo sistema auditivo. Aprimorado para “ouvir” na água e no ar
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OCORRÊNCIAS NO BRASIL:
Notopus petri – Formação Ponta Grossa, Devoniano, B. Paraná.
Prionosuchus plummeri – Formação Pedra do Fogo, Permiano, Bacia do Parnaíba. (Archegosauridae).
Deltasaurus – Formação Sanga do Cabral, Triássico, RS.
Baurubatrachus pricei – Bacia de São José de Itaboraí, Paleoceno, RJ.
Xenopus – Formação Santana, Bacia do Araripe, Cretáceo.
Apodops pricei – Bacia de Itaboraí, Paleoceno, RJ.
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Chanana - Turnera ulmifolia L. - flor símbolo de Natal