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Matéria DP - Teoria Geral dos Contratos

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Contratos
O tema de estudo dessa semana é “teoria geral dos contratos”. O objetivo é relembrar a diferença entre contrato e obrigação, bem como os princípios que regem os contratos e sua importância. Procure compreender o tema a partir da leitura indicada, bem como do breve resumo que segue. 
- Conceitos a serem absorvidos pelo aluno: 
	Contratos
	a) Obrigação e contrato;
b) Princípios gerais do contrato: função social do contrato, autonomia da vontade, consensualismo, igualdade, obrigatoriedade, relatividade dos efeitos, boa-fé;
Resumo: 
Obrigação e Contrato
Obrigação – “Obrigação é a relação jurídica, de caráter transitório, estabelecida entre devedor e credor e cujo objeto consiste numa prestação pessoal econômica, positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao segundo, garantindo-lhe o adimplemento através do seu patrimônio”. (Silvio Venosa).
Negócio jurídico – “todo ato ilícito, que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos”. (CC, art 104 e ss). 
- “o contrato é a principal categoria do negócio jurídico, porém, não é a única, já que testamento e acordos de direito de família são negócios jurídicos, embora não sejam contratos.”[1] [1: ]
As regras para os contratos são as mesmas para os negócios jurídicos (capacidade, forma e objeto).
Princípios Gerais dos Contratos
b.1) função social do contrato; 
b.2) autonomia da vontade; 
b.3) consensualismo; 
b.4) igualdade; 
b.5) obrigatoriedade; 
b.6) relatividade dos efeitos; 
b.7) boa-fé;
b.1) Função Social (421 CC): 
Efeitos causados à toda sociedade em face do contrato
Contratos de Adesão / Descumprimento 
os contratos deve atender aos interesses sociais, limitando o arbítrio dos contratantes(princípio da autonomia da vontade).
b.2) Autonomia da Vontade:
Liberdade de Contratar
Liberdade de contratar ou não (conteúdo do contrato)
Escolha da modalidade do contrato (típicos ou atípicos)
HOJE: evitar “injustiças” nos contratos coletivos. O contrato não é visto sob prisma individual, mas social (função social – art. 421 CC). 
Importante 		Segundo o princípio da autonomia da vontade as partes contraentes possuem liberdade de contratar ou não, conforme a necessidade individual, decidindo com quem irá contratar, o que contratar e o conteúdo do contrato.
A declaração de vontade deve ser livre, séria e no sentido da contratação;
b.3) Consensualismo: 
Em tese, o contrato é acordo de vontades
Princípio raramente implementado em face dos contratos de massa (sociedade imediatista; descartável) 
o acordo de vontades entre as partes, deve ser declarado de forma livre, séria e no sentido da contratação desejada.
b.4) Igualdade: 
Decorre da autonomia da vontade
Em tese, as partes têm igualdade de condições para negociar o contrato
Só se verifica em casos específicos
as normas jurídicas de ordem pública e as de interesse social, assim como as chamadas cláusulas gerais e de contratação, foram meios encontrados para buscar uma igualdade concreta e real.
- Conceito: cláusulas gerais
b.5) Obrigatoriedade:
 “Pacta sunt servanda” 
O acordo de vontade faz lei entre as partes.
Instrumento para obrigar o contratante sob pena de indenização (perdas e danos).
Daí decorre o princípio da “intangibilidade do contrato” → não se altera o contrato unilateralmente.
Atualmente, o princípio da força obrigatória tem dado lugar ao princípio da função social do contrato e ao princípio da boa-fé objetiva.
 “o contrato faz lei entre as partes”. A autonomia da vontade plena e ilimitada do Direito clássico conduzia à conclusão de que a vontade declarada no sentido da contratação tornava obrigatório o cumprimento das cláusulas livremente pactuadas pelas partes. A obrigatoriedade foi se tornando relativizada, passando-se a admitir a desvinculação em determinadas hipóteses, como, por exemplo, mediante a exceção de contrato não cumprido.
b.6) Relatividade dos efeitos:
Contrato gera efeitos entre as partes. Ninguém se torna credor ou devedor contra sua vontade. 
Por esse princípio, a avença apenas vincula as partes, ou seja, não aproveita nem prejudica terceiros, salvo exceções, ex.: estipulação em favor de terceiro (art. 436 a 438 CC). 
b.7) Boa-fé : 
Dever das partes de agir de forma correta:
Analisam-se:
Condições em que o contrato foi firmado
Nível sociocultural dos contratantes
Momento histórico e econômico
Boa-fé no NCC → boa-fé objetiva (421 e 422 CC)
Regra de conduta a ser seguida
Dever de agir segundo determinados padrões sociais estabelecidos e reconhecidos
Má-fé inicial ou interlocutória pertence à patologia do negócio jurídico. Deve, portanto, ser examinada e punida.
Função da boa-fé objetiva no CC
Função interpretativa (113 CC)
Controle limites de exercício de um direito (187 CC)
Integração do negócio jurídico (421CC) 
Pela boa-fé objetiva, estabelece-se uma regra de conduta entre os contratantes que resulta como um dever de prestação mais amplo, excedendo o que foi fixado no contrato ou mesmo na lei. Esse dever origina-se do comportamento que razoavelmente se pode esperar por quem o pratica.
	Questões de assimilação:
	Diferencie obrigação de contrato.
	Explique os princípios gerais que regem os contratos, ressaltando sua importância.
	É correto afirmar que, atualmente, o princípio da obrigatoriedade dos contratos dá lugar a função social do contrato e ao princípio da boa-fé objetiva? Justifique.
	Explique o que vem a ser o princípio da boa-fé objetiva e sua importância.
	É correto afirmar que a obrigação é fonte dos contratos? Por quê? Justifique.
- Conceitos a serem absorvidos pelo aluno: 
Classificação dos contratos
Leia o breve resumo e a doutrina indicada.
Resumo:
Os contratos podem ser agrupados de diversas formas, e em várias categorias, por esse motivo, verificou-se na doutrina a necessidade de classificá-los. Foram adotados diversos critérios para classificar e agrupar os contratos.
Segue alguns exemplos dentre as diversas classificações[1]:[2: ]
quanto à tipicidade: típicos e atípicos;
quanto à matéria: empresariais, civis, consumo, administrativos;
quanto à pessoalidade: personalíssimos(intuitu personae) e impessoais;
quanto às obrigações: unilaterais e bilaterais;
quanto à onerosidade: gratuitos e onerosos;
quanto à forma: solenes e não solenes;
quanto à execução: instantâneos e tratos sucessivos;
quanto ao prazo: determinado e por prazo indeterminado;
quanto à eficácia: consensuais, reais e de eficácia real;
quanto à modalidade: puros, condicionais, a termo, com encargo;
Classificação no Direito Brasileiro 
Quanto aos efeitos:
unilaterais – criam obrigações para uma das partes (ex.: doação pura, etc.)
bilaterais – criam obrigações para ambos os contratantes (compra e venda, locação, etc.)
plurilaterais – contêm mais de duas partes (contratos de sociedade e de consórcio)
gratuitos ou benéficos – apenas uma das partes aufere benefícios ou vantagens (doações puras)
onerosos – são aqueles em que ambos os contraentes obtêm proveito, ao qual corresponde um sacrifício (compra e venda)
comutativos – com prestações certas e determinadas, porque não envolvem nenhum risco.
Aleatórios – diferenciam pela incerteza de ambas as partes. Ex.: contratos de seguro - são aleatórios por natureza. Os tipicamente comutativos, que se tornam aleatórios em razão de certas circunstancias, denominam-se acidentalmente aleatórios (venda de coisas futuras e de coisas existentes mas expostas a risco).
Quanto à formação:
paritários – são os contratos tradicionais, em que as partes discutem livremente as condições, e estão em pé de igualdade (par a par);
adesão – não permitem liberdade para alterações, devido à preponderância da vontade de um dos contratantes, que elabora todas as cláusulas. Uma das partes adere ao modelo previamente confeccionado, não podendo modificá-las (consórcio, seguro, transporte) – art. 423 e 424.
contrato-tipo (contrato de massa, em série ou por formulários). Aproxima-se

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