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Rochas sedimentares de precipitacao (Rochas Evaporiticas)

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da franja litoral, distinguindo, entre eles, os depositados em lagunas, em planuras supraditas, (rasos de mare), em braços de mar penetrados terra a dentro e em salinas naturais. Dele ainda fazem parte os evaporitos neríticos, da zona infratidal, e os de mar profundo. No segundo domínio, não marinho, distinguem-se os evaporitos gerados no interior dos continentes, em lagos permanentes, em lagos temporários e ao nível dos solos, sob a forma de crostas salinas. 
Ambiente Marinho
Os evaporitos marinhos são sedimentares e sedimentos químicos formados pela evaporação da água do mar, (Frank Press, 2006) esse ambiente evaporítico passa a existir quando a evaporação da água quente de uma baia ou de braço do mar e mais rápida que a mistura dessa com aquela do mar aberto. O grau de evaporação controla a salinidade da água marinha residual assim, os tipos de sedimentos formados. Os sedimentos e as rochas produzidos nestes ambientes contem minerais pela cristalização, do NaCl, CaS04, e outras combinações de iões comummente combinadas na água. A medida que a evaporação avança, a concertação dos sais da água do mar, torna-se mais alta e os minerais passam a cristalizar-se em uma série sequencial.
Para (Carvalho, 2006), no que tange ainda no dominó marinho, considera a formação lagunar. As lagunas são baciaspoucos profundas, separadas do mar por uma barreira (arenosa, recifal, vulcânica e tectónicas) que, temporária ou permanentemente, permite a entrada directo da água do mar. Nestas bacias a água do mar pode entrar ainda sob a forma de aquíferos salgados, através do sob solo do lado do mar. Nas regiões quentes e secas a evaporação faz aumentar o teor salino da laguna, uma vez que não e compensada pelas águas pluviais, fluviais ou de eventuais aquíferos de água doce. O mesmo autor supra acima citado, realça a existência de ambientes evaporitos marinhos muito pouco profundos e marinhos profundos.
O grande volume de muitos evaporiticos marinhos, que chegam até algumas centenas de metros de espessura, mostra que eles não poderiam ter se formados a partir de pequenas quantidades de água, com aquelas representadas em baias ou lagos rasos.
3.2 Sequência de precipitação
Inicialmente, com a evaporação da água do mar, o que se precipita são os carbonatos que não são exatamente evaporitos, porém, frequentemente se apresentam antecedendo e acompanhando a deposição dos evaporitos, como calcita (CaCO3), aragonita (CaCO3) e dolomita (Ca(Fe,Mg)(CO3)2 (Brito, 2013).Comummente o primeiro mineral realmente evaporítico a se precipitar para formar os depósitos de evaporitos é a gipsita (CaSO4.2H2O), um sulfato de cálcio que ao perder água cristalina forma anidrita (CaSO4). Esta transformação ocorre com o aumento da temperatura e da pressão, ocorrendo uma perda de cerca de 60% do volume, compactando a rocha. Quando ocorre o processo inverso, a anidrita aumenta em 60% seu volume. 
Quando a salmoura chega em torno de 27% de concentração começa a depositar a halita (NaCl), mineral evaporítico mais abundante, já que na água do mar actual os íons mais abundantes são o Cl- e Na+ que correspondem a 85,1 do total de íons presentes. 
Caso as salmouras estejam altamente concentradas, na sequência, o que tende a ocorrer é precipitação da carnalita (KMgCl3.6H2O), sendo depositada singeneticamente. A partir da dissolução do cloreto de magnésio (MgCl2) da carnalita pode ser formado a silvita (KCl). 
Quando a salmoura tem apenas 0.5% do volume original começa a depositar a bischofita (MgCl2.6H2O). Ou seja, a ocorrência de cloretos de magnésio em sequências evaporíticas apenas ocorre com o ressecamento quase total do ambiente. Esta situação não ocorre nas bacias brasileiras, sendo substituído por cloreto de cálcio e magnésio conhecido como taquidrita (CaMg2Cl6.12H2O).
3.3 Ambiente continental
Internacionalmente conhecido pele expressão inglesa do nome non-marine evaporitos, tem origem em lagos permanentes e temporários, com drenagem centrípeta (endorreica) , no interior dos continentes e, por tanto sem comunicação com o mar, em regiões de acentuada secura, (áridas e subaridas), entre muito quentes e muitos frias. O conteúdo salino das águas fluviais e/ou de aquíferos soterrâneos que para eles convergem, acumulam-se progressivamente e acabam por cristalizar na sequencia da evaporação. Este conteúdo salino provem, na maior parte, de terrenos evaporiticos antigos ou recentes atravessados por esses cursos de água, de aquíferos nesses terrenos de fontes hidrotermais mineralizadas e também da lavagem de terrenos de natureza vulcânica. Além do gesso e da halite predominantes no ambiente marinho, os evaporitos do ambiente continental podem conter, entre outros, carbonatos e sulfatos de sódio, boratos e nitratos, não presentes ou muito raros nos sais marinhos(Carvalho, 2006).
Ocorrência das rochas evaporíticas
4.1 A nível mundial
Para além dos exemplos citados em complemento dos ambientes evaporiticos e dos processos com eles relacionados, atrás explanados, e tendo em atenção a importância geológica e económica de algumas entre as muitas ocorrências de rochas salinas, ao longo do registo geológico e nas várias latitudes do planeta, destacam-se algumas notas relativas as grandes bacias evaporíticas. 
4.1.1 Bacia de Zechstein
Com uma superfície na ordem de 1 400 000 Km2, esta bacia estende-se desde o NE da Grã-Bretanhaao leste da Polonia, passando pelo mar do Norte, parte da Holanda e Dinamarca, e Norte da Alemanha, com cerca de 1 600 km de comprimento por cerca de 900 Km de largura máxima.
O pérmico superior desta bacia inclui carbonatos, sedimentos Terrígenos e evaporitos, numa espessura que pode atingir os 2 500 m, acumulada ao longo de 5 milhões de anos, representando um volume de cloretos e sulfatos que ronda aos 200 000 Km3. 
4.1.2 Bacia do Mar Vermelho
Com prolongamento no golfo de Suez, é exemplo de um sistema evaporítico em ambiente tectónico distensivo, num embrião de oceano, a partir de um rífte continental. Corresponde ao dois ciclos de rochas salinas: o primeiro, do Oligicenico superior, com cerca de 20 m de espessura de gesso e halite. O segundo, mais extenso e mais espesso (atinge os 2 000 m), 
4.1.3 Bacia de Delaware
Corresponde a uma bacia profunda (500 m), de idade permica, isolada por um recife, abrangendo a parte do Texas, o sudeste do Novo México e parte do México. Esta bacia é um bom exemplo de zonacaoevaporitica concêntrica, com Carbonatos, anidrite e Gesso nos bordos, seguindo da halite para o interior e apenas no centro os sais mais solúveis. 
4.1.4 Bacia de Willistone
No estado de Montana, do Devónico superior, a DuperawFormation é uma sequencia com alternância cíclica de unidades Terrígenas fixas e evaporíticas. Trata-se de uma bacia de águas rasas, que se estende no subsolo desde o Canada ( a W das Montanhas Rochosas) até ao Dakota do Sul, com uma espessura de 2 500 m, na qual se evidenciam 12 ciclos evaporiticos com predominância de Anidrite. 
4.1.5 Bacia de Mechigan
Da mesma idade da anterior, com uma espessura de cerca de 48 m, com gesso e sal-gema, prolonga-se por terras do Canada, no Ontário. 
4.1.6 Diapiros ou Domos Salinos
Algumas ocorrência evaporíticas caracterizam-se por grandes espessuras, superioresa da sequências sedimentares original. Para além de muito pouco densas, estas rochas, em especial o gesso e o sal-gema, são dúcteis e fluem a temperaturas muito pouco baixas. Assim quando comprimidas pelas camadas rochosas que lhes sobrepõem, ou quendo sujeitas a compressões de origem tectónica, tem tendência a subir na crosta, constituindo corpos colunares que podem atingir dois ou três quilómetros de diâmetro, a que se deu o nome de domos salinos (Carvalho, 2006). 
Figura 2 - Distribuição espacial e no tempo dos grandes depósitos evaporiticos no mundo
Fonte: 
Https://www.google.co.mz/search?q=distribuicao+das+rochas+evaporiticas+a+nivel+mundial&safe=active&biw=1600&bih=763&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiErvvixL3MAhVJLsAKHchvCPgQ_AUIBigB#imgrc=z-X9S9_MvWBRAM%3A
4.2 A nível Nacional