Material para estudo de Eletrotermofototerapia
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Material para estudo de Eletrotermofototerapia


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Eletrotermofototerapia 
 
É uma designação genérica, mas que dá a visibilidade dos recursos utilizados de forma 
separada e específica de acordo com seus objetivos. 
 
1 - Eletroterapia: 
 
Toma por base a utilização da eletricidade, parte da física que estuda as manifestações 
elétricas. 
Tales de Mileto, século VII a.C. conhecia a propriedade apresentada pelo âmbar 
amarelo (resina fóssil de cor amarela empregada em joalheria e ornamentação) de atrair 
corpos leves quando atritado por um pano tipo lã. A palavra eletricidade origina-se daí, 
pois, em grego, elektron significa âmbar. 
 
A eletricidade divide-se em duas partes: eletrostática e eletrodinâmica; 
 
Eletrostática: estuda os corpos elétricos em repouso. 
Todos os corpos são formados por um grande número de átomos. No seu núcleo central, 
há prótons e nêutrons; em torno do núcleo circundam os elétrons. 
O próton tem carga positiva, o elétron carga negativa e o nêutron não possui carga 
elétrica. 
 
Íon: 
É o átomo que tenha adquirido carga elétrica pelo ganho ou perda de elétrons. 
Denominam-se cátions os positivos e ânions os negativos 
 
Eletrodinâmica: Estuda os corpos elétricos em movimento. 
Para que os elétrons possam se deslocar de um lado para outro, é necessária uma força 
que os impulsione \u2013 força eletromotriz, a qual ocorre quando, em determinado material 
há zonas com falta ou excesso de elétrons (diferença de potencial). 
 
Corrente elétrica: 
Fluxo ordenado de elétrons que se produz quando existe uma diferença de potencial 
entre os extremos de um condutor. 
 
A intensidade da corrente é proporcional à tensão aplicada, ou seja, quanto mais alto 
valor da tensão (diferença de potencial), maior a intensidade da corrente que circula no 
circuito (força eletromotriz). 
 
A intensidade de medida da corrente é o Ampére (A). Na prática fisioterápica utilizam-
se aparelhos com submúltiplos \u2013 miliAmpére (mA) e o microAmpére (µA). 
Os metais que permitem fácil movimentação das cargas elétricas através de sua 
estrutura são denominados condutores de eletricidade. 
Borracha e plástico não permitem uma boa movimentação, sendo denominados 
isolantes. 
 
Classificação das correntes elétricas: 
 
\uf0d8 Contínua: quando é unidirecional, ou seja, os elétrons se deslocam em uma única 
direção; 
\uf0d8 Alternada: quando é bidirecional, ou seja, seus elétrons ora se deslocam em uma 
direção, ora em outra. 
 
Resistência: 
Dificuldade oferecida pelo condutor à passagem da corrente elétrica. 
Quando elétrons fluem, através de um condutor, colidem com os átomos existentes no 
material do condutor, transferindo energia para esses átomos, gerando aquecimento do 
condutor. A unidade utilizada para a mensuração dessa energia é o joule (J). 
É uma característica dependente do tempo e é mensurada em Hertz (Hz). Refere-se à 
frequência com que os elétrons passam na corrente ou ao número de pulsos existentes 
durante um segundo. 
 
Divide-se em: 
\uf0d8 Baixa frequência - na faixa de 1Hz a 1000Hz; 
\uf0d8 Média fequência \u2013 na faixa de 1000Hz a 100000Hz; 
\uf0d8 Alta frequência \u2013 de 100.000Hz em diante. 
 
A frequência interfere no limiar sensitivo, isto é, frequências maiores provocam 
percepções menores, pois apresentam resistências menores da pele à passagem da 
corrente elétrica. 
 
1.1 - Corrente galvânica 
É a forma mais antiga de eletroterapia. 
Definição: corrente contínua de fluxo de elétrons com direção e intensidade constantes e 
com efeitos polares. Também conhecida como corrente contínua e unidirecional. O 
fluxo de corrente se dá do negativo para o positivo. 
 
Efeitos fisiológicos: 
\uf0fc Produção de calor: efeito joule \u2013 o transporte da corrente elétrica através de 
íons produz calor e sua intensidade tem relação direta com a resistência específica do 
meio utilizado; 
\uf0fc Fenômeno do eletrotônus: alteração da excitabilidade e condutibilidade do tecido 
tratado; 
\uf0fc Vasodilatação: ação da corrente sobre os nervos vasomotores provoca 
hiperemia ativa. Essa hiperemia atinge estruturas mais profundas por ação reflexa. 
Aumenta a irrigação sanguínea, acarretando maior nutrição tecidual profunda; 
\uf0fc Aumento do metabolismo: decorrente da vasodilatação e consequente aumento 
da oxigenação e substâncias nutritivas na região tratada; 
\uf0fc Aumento da ação de defesa: com o aumento da irrigação sanguínea, haverá 
aumento de elementos fagocitários e anticorpos. 
 
Efeitos terapêuticos: Analgesia; Estimulação nervosa; Ação anti-inflamatória; Atuação 
nos transtornos circulatórios. 
Indicações: Processos inflamatórios; Processos álgicos; Lesões de nervos periféricos; 
Transtornos circulatórios; Estimulação da irrigação sanguínea; 
 
Contra indicações: Presença de \u201cvertigens\u201d durante o tratamento; Presença de 
irritabilidade cutânea; Utilização de marca-passo cardíaco; Implantações metálicas no 
campo de aplicação. 
 
Aplicações clínicas genéricas: 
 
Artrites; Artralgia; Mialgia; Neurite; Ciatalgia; Lombalgia; Distensão muscular; 
Contusão muscular; Fibroses musculares; Paralisia facial; Tendinite; Bursite; 
Escoliose. 
 
Iontoforese: penetração de substância terapêutica através de pele íntegra por intermédio 
da corrente galvânica. Além do efeito da corrente elétrica ocorre também o efeito da 
substância utilizada. Conhecida também como ionização. 
Indicações: Principalmente em afecções nas quais as atuações da eletricidade e do 
fármaco se fazem necessários em conjunto. 
 
Afecções cutâneas superficiais; Lesões de nervos periféricos; Fraturas e contraturas; 
Artropatias reumatológicas e traumatológicas; Cicatrizes com tendência à quelóide; 
Coadjuvante no tratamento da celulite e obesidade. 
 
Aplicabilidade em estética: Celulite; Gordura localizada; Rugas, acne; Limpeza 
profunda; Nutrição; Flacidez superficial. 
 
Contra-indicações: Ocorrência de cefaleia, Vertigens; Irritações de pele; Perda de 
sensibilidade. 
 
1.2 - Eletroestimulação funcional (functional eletrical stimulation \u2013FES) 
 
Na prática clínica é denominada comumente FES. 
 
O objetivo da FES é promover contração em músculos privados de controle nervoso, 
resultando em movimento funcional. 
 As contrações evocadas são obtidas a partir de vários pulsos elétricos de pequena 
duração aplicados com frequência controlada. Esses trens de pulso obtêm contrações em 
condições mais fisiológicas sem riscos de queimaduras e o desconforto produzido pela 
exposição mais longa é eletricidade. 
 
Bases da excitabilidade: a técnica tem como base a produção de contração através de 
estimulação elétrica, a qual despolariza o nervo motor, gerando uma resposta sincrônica 
em todas as unidades motoras do músculo. Esse mecanismo promove uma contração 
eficiente, mas é necessário o treinamento específico a fim de ser evitada a fadiga 
precoce, a qual impediria a utilização funcional do método, ou seja, é necessária a 
participação efetiva da cinesioterapia. 
 
Bases funcionais: 
 
 Inibição funcional \u2013 os reflexos flexores e extensores não podem ser evocados 
simultaneamente; 
 Estimulação aferente \u2013 estimulação dos nervos sensitivos; 
 Estimulação eferente \u2013 estimulação dos nervos motores. 
 
Objetivos: Diminuição da espasticidade; Auxílio à reorganização da atividade motora; 
Aceleração da recuperação do controle voluntário; Fortalecimento muscular. 
 
Situações que dificultam a aplicabilidade da técnica: síndromes hipertônicas graves, 
irritabilidade da pele, obesidade, úlceras de decúbito. 
 
 
1.3 - Corrente Russa 
 
Pode ser definida como uma corrente alternada de média frequência, a qual pode ser 
modulada por \u201crajadas\u201d
Adriana
Adriana fez um comentário
Material muito bom para estudos. Parabéns!
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