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Relatorio TCC 2013

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da ciência puramente instituída. Assim, pensar em uma universidade democrática é pensar num sujeito engajado na autonomia política e ideológica. A universidade livre – não-presa ao saber instituído – deve ser aquela que invista na ciência enquanto democracia também – a ciência enquanto prática social –, e não como um sistema cientificista. O próprio ato de discursar sobre esta questão nos parece padecer na redundância acadêmica. 
 A construção sócio-histórica do professor é de extrema importância para sua competência e capacidade de se adequar às transformações ao longo de sua carreira.  No processo de formação histórica do professor verifica-se que a educação é um anseio da sociedade, em especial da classe dominante. E que a universidade é fruto de uma demanda social.
  Que o diploma habilita o indivíduo para disputar a vaga, mas é somente a qualificação que determina sua permanência na função de trabalho. Que a formação sócio-histórica do profissional da educação se processa por meio de várias experiências cotidianas, como, por exemplo, o convívio com as adversidades. O papel sócio-histórico do professor é de atuar com motivação, confiança e criatividade, preservando a ética e os valores que regem as condutas sociais. 
 Independentemente dos suportes que promovem os contatos entre o professor e os educandos, as relações sócio-históricas são responsáveis pela perpetuação da cultura e da integração do sujeito como ser social e histórico dentro de sua esfera de vivência e formação (família, religião, educação, etc.). Tanto para educando como para educadores, a nova realidade é, contudo, ambivalente: se por um lado o excesso de informações gerado estimula modelos de vida artificiais (imediatismo, neofilia), por outro representa um potencial positivo, pois a própria natureza do mundo atual em confluência com a formação histórica garante a interação que necessitamos para desenvolver uma educação de qualidade.
2B. RELAÇÃO DO CONTEÚDO COM O SEU DIA A DIA NA SALA DE AULA:
 A sala de aula é um ambiente de transformação, um local de onde saem as ideias para transformar nossa realidade. Tanto professores como disciplinas devem estar inter-relacionados, construindo caminhos viáveis e favoráveis a formação de mentalidades críticas, apontando e praticando as soluções. Cabe ao professor adequar seu currículo às novas exigências do novo aluno. As mudanças devem começar na base da educação, estendendo-se para a formação ideológica de nossa juventude. A própria difusão dos cursos superiores (graduação e pós-graduação) gera a banalização da formação dos profissionais, dificultando a efetivação das mudanças necessárias. Isso, porém, não é algo necessariamente negativo, na medida em que quantidade não significa falta de qualidade. Logo, somos, nós professores, os mediadores desse processo, sugerindo o equilíbrio no conflito entre quantidade e qualidade.
3B. APLICAÇÃO DO APRENDIZADO NA SALA DE AULA
 Como coloca Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia, São Paulo: Paz e Terra, 2008), ensinar exige: consciência do inacabado (a ciência não pode estar presa no instituído); apreensão da realidade; compreensão de que ensinar e aprender são formas de intervenção no mundo; reconhecer que a educação é ideológica; liberdade e autonomia. A verdade, nesse contexto padece sob o manto da aculturação, produzida e perpetuada pela razão instrumental. Idealizar a universidade democrática é pensar e praticar numa perspectiva historicista – sujeitos históricos; é pensar as pessoas e o mundo em sintonia com as verdadeiras prioridades a partir do saber livre. A ciência na universidade precisa, em primeiro lugar, ser praticada, depois transformada em práxis social e política. A ciência, na prática acadêmica, se tornou simulacra de si própria. Dessa forma, como já foi colocado, cabe ao docente mediar os instrumentos necessários para que as mudanças positivas ocorram.
4B. ANÁLISE FINAL DA EXPERIÊNCIA COM A(S) DISCIPLINA
 Pensar no significado do ato de ensinar e aprender é pensar na docência e na discência como dois polos interdependentes; uma busca por democracia; é abrir-se à compreensão plena das verdades vigentes; é não esconder ou camuflar os fatos e nem deixar ser absolvido pela lógica da ideologia que alimenta a reprodução do saber instituído; é intervir na ideologia controladora e excludente, arrancando suas máscaras e expondo suas verdadeiras faces no intuito de exterminá-las. Assim, é preciso vencer a hierarquização, o cientificismo, a racionalização e a burocratização excessiva, visando a elaboração de novos conceitos, construtivos e não fixos ou instituídos. Contudo, a democracia universitária na sua plenitude não deve ser um conceito, mas uma ação – uma práxis ideológica positiva, construtora de novos olhares que atendam as exigências do mundo pós-moderno.
 
1C. PONTOS PRINCIPAIS DA(S) DISCIPLINA(S), SEGUNDO O QUE VOCÊ ENTENDEU:
As Diferentes Tecnologias Da Informação No Desenvolvimento Da Aprendizagem No Ensino Superior; Aspectos Relevantes Da Educação Presencial E A Distância
 A importância de se reconhecer com propriedade as tecnologias da informação e suas funções práticas no contexto da educação. A relevância dessas tecnologias para o aprimoramento do ensino, como instrumento complementar. As novas tecnologias da informação não devem ser aplicadas como fim, mas sim como meio, um complemento para a ação pedagógica do professor. A importância do planejamento em suas vertentes teóricas e práticas. O professor deve planejar cuidadosamente suas aulas, preparando-se emocional e fisicamente. O planejamento é uma ação pedagógica essencial e deve estar diretamente relacionado com a realidade dos educandos, de forma que o processo de ensino e aprendizagem seja concreto e não somente abstrato. Trata-se de um processo que deve integrar o ensino escolar ao contexto sociopolítico. 
 As etapas do planejamento de ensino são interdependentes e deve integrar informações e produção de conhecimentos que visem à relação escola-sociedade. Em outras palavras, “Tal perspectiva exige uma postura docente que seja comprometida tanto com o pedagógico quanto com o social.” (LOPES, Antonia Osima. Repensando a didática. Papirus Editora, pág. 62). Já quanto às tecnologias da educação, percebemos que se trata de uma tendência inevitável integrá-las ao processo de ensino e aprendizagem. É aqui que entra a importância do bom planejamento, sintonizando o conhecimento docente e a utilização da informática como complemento pedagógico.
2C. RELAÇÃO DO CONTEÚDO COM O SEU DIA A DIA NA SALA DE AULA:
 É importante que o planejamento de ensino seja coerente com o contexto que envolve a realidade social, cultural, ideológica e política dos estudantes. Visa, também, obedecer algumas perspectivas como: a flexibilidade do planejamento e sua construção coletiva e interdisciplinar. Além do mais o planejamento deve ser construído passo a passo, a partir das experiências que o professor e os alunos vão vivendo. Cria-se assim um universo amplo de informações e interações, construídas para solucionar e dar respostas aos problemas cotidianos.
3C. APLICAÇÃO DO APRENDIZADO NA SALA DE AULA
 No contexto do desenvolvimento de um bom planejamento, devemos entender a relação direta que há entre a educação e o contexto social. Nesse sentido, a educação representa um potencial positivo, pois sua própria natureza garante a interação de diversidades que nenhuma outra instituição social oferece. Dispondo de visão crítica, ligada em rede, organização, visão de grupo e disponibilidade profissional e intelectual, os professores podem explorar várias possibilidades desenvolvendo projetos interdisciplinares toda a coletividade. Com um bom planejamento e utilizando as tecnologias da informação corretamente, professores e alunos se sentirão motivados, garantindo maior rendimento. Cabe a escola e aos professores reconhecer esta realidade e se reconhecerem, também, como parte