AULA  Aristóteles
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AULA Aristóteles


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devidas atividades necessárias, enquanto meios que visam a um fim.

Nem todos os homens, no entanto, estão capacitados às virtudes mais altas, como a contemplação exercida pelo filósofo ou a atividade política exercida pelos cidadãos na administração da cidade. Quanto ao proceder ético, Aristóteles é específico: não basta teorizar sobre o certo ou o errado em termos éticos, torna-se fundamental uma atitude Ética condizente.

A honra: o homem honrado é o homem virtuoso, que cumpre os seus compromissos e mantém um proceder ético constante. Seria impensável falarmos de honra dissociada de virtude, pois, que honra pode haver num homem não virtuoso e que não mantém um proceder ético?

É inadmissível, pois, dissociarmos honra de virtude e esta da Ética, bem como a Ética da Política. São como nós atados em uma mesma corda. Poucos têm sido os debates em torno de dilemas éticos em que não se discuta a aplicação do conceito de imperativo categórico. No universo da ética política e jornalística, em que por vezes se digladiam intimamente, na pessoa do político e do jornalista, valores como a verdade e o sucesso.

Não roubar pode ser tomado como um princípio racional e universal porque, ao contrário, se todos roubassem de todos, a sociedade se tornaria inviável. Dizer a verdade é um autêntico imperativo categórico kantiano, pois corresponde a um princípio passível de universalização. Se ninguém mentir, tanto melhor. Pois bem: para o jornalista ou ao político dizer a verdade é um imperativo categórico fundamental. Azar das conseqüências.
A FELICIDADE NÃO DEVE DEPENDER DE FATORES EXTERNOS :DINHEIRO , PODER, SEXO, PARCEIROS, STATUS, E SIM DE FATORES INTERNOS(VIRTUDES).

AQUILO QUE VEM DE DENTRO PARA FORA.

AS CIENCIAS PRÁTICAS
ÉTICA E POLITICA A CIENCIA POLITICA É O MAIS ALTO DE TODOS OS BENS

 ( A SUPREMA FELICIDADE).

 A finalidade da vida política é a honra não as honrarias.

O BEM (Agathon) É O FIM (Telos) DE TODAS AS COISAS

A HONRA É ENCONTRADA PELA VIRTUDE ATRAVÉS DA VIRTUDE

VIRTUDE(Areté)
1º QUALIDADE OU VIRTUDE INTELECTUAL (Dianóia) PRUDÊNCIA (Phronesis)
 E SABEDORIA(Sophia)
SE DESENVOLVE GRAÇAS AO ENSINO POR ISTO REQUER EXPERIENCIA E TEMPO.

2º QUALIDADE OU VIRTUDE MORAL
É A DISPOSIÇÃO DO ESPIRITO, , DA ALMA EXERCITANDO O HÁBITO (Ethos) SABENDO ESCOLHER EM TODAS AS SITUAÇÕES A JUSTA MEDIDA (Mesótes)
 PESSOAS QUE SABEM ESCOLHER ENTRE O VÍCIO DO EXCESSO E O VÍCIO DA FALTA, PESSOAS EQUILIBRADAS, DE BOM SENSO E MODERAÇÃO (Sophrosýne)
BUSCAMOS PORTANTO SERMOS VIRTUOSOS COM UMA FINALIDADE: QUE É A BUSCA PELA

FELICIDADE(EUDAIMONIA)
O BEM SUPREMO, QUE É ABSOLUTO, DESEJADO EM SI E NÃO COM INTERESSE EM OUTRA COISA.

sujeitas as paixões, enquanto que os homens, por mais excelentes que sejam não estão livres delas.

A Justiça em Aristóteles2
                             A justiça, para Aristóteles, é inseparável da pólis, da vida em comunidade. Se o homem é um animal político, isto significa sua necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. A pólis grega encarnada na figura do Estado é uma necessidade humana, cuidando da vida do homem como o organismo precisa cuidar de suas partes vitais. O homem que vive completamente sozinho, não é humano: ou é um animal ou é um Deus, diz Aristóteles.

                             Estas premissas fundamentam a necessidade de regulação da vida social através da lei, respeitando os critérios da justiça e da equidade. O justo em geral, para os antigos, é dar a cada um o que é seu. Como dizia o Direito Romano, os preceitos jurídicos são viver honestamente, não lesar a ninguém e dar a cada um o que lhe pertence. [1]

                             Ao estudar a questão da justiça, Aristóteles identifica vários tipos. A classificação aristotélica segue o princípio lógico de estabelecer as características ou propriedades do geral, para depois analisar os casos particulares. Há, desse modo, uma justiça geral e uma justiça particular.

                             A Justiça Geral é a observância da lei, o respeito à legislação ou às normas convencionais instituídas pela pólis. Tem como objetivo o bem comum, a felicidade individual e coletiva. A justiça geral é também chamada de justiça legal. Ressalte-se a compreensão dos gregos que consideravam o justo legal não somente sob a forma do ordenamento jurídico positivo, mas principalmente as leis não escritas, universais e não derrogáveis do Direito Natural.

                             A Justiça Particular tem por objetivo realizar a igualdade entre o sujeito que age e o sujeito que sofre a ação. Divide-se em Justiça Distributiva e Justiça Corretiva.
                             A Justiça Distributiva consiste na distribuição ou repartição de bens e honrarias segundo os méritos de cada um.

                             A Justiça Corretiva visa a correção das transações entre os indivíduos, que podem ocorrer de modo voluntário, a exemplo dos acordos e contratos, ou de modo involuntário, como nos delitos em geral. Nesta forma de justiça surge a necessidade de intervenção de uma terceira pessoa, que deve decidir sobre as relações mútuas e o eventual descumprimento de acordos ou de cláusulas contratuais. O juiz, segundo Aristóteles, passa a personificar a noção do justo. A justiça corretiva é também denominada equiparadora ou sinalagmática.   Subdivide-se em:

Justiça Comutativa, que preside os contratos em geral: compra e venda, locação, empréstimo, etc. É essencialmente preventiva, já que a justiça prévia iguala as prestações recíprocas antes mesmo de uma eventual transação.

Justiça Reparativa, que visa reprimir a injustiça, a reparar ou indenizar o dano, estabelecendo, se for o caso, punições.