Aula 07. Câncer de pênis
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Aula 07. Câncer de pênis


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CÂNCER	DE	PÊNIS	
	
Fatores	de	risco:	
\u2010	fimose	(incapacidade	de	exposicao	da	glande	\u2013	é	o	principal	fator	de	risco	para	o	câncer	de	pênis)	
\u2010	infecção	pelo	vírus	HPV	(16	e	18)	
\u2010	 leucoplasia	\u2013	são	 lesões	metaplásicas	esbranquiçadas	que	aparecem	no	pênis,	com	bordas	confractuosas,	elevadas,	crônicas	 (crescem	pequenas	e	
aumentam	ao	longo	de	anos).	Não	sangram,	não	doem,	são	assintomáticas	\u2010>	a	lesão	deve	ser	enviada	para	biópsia			
\u2010	balanite	xerótica	obliterante	\u2013	inflamação	no	prepúcio,	que	leva	a	um	ressecamento	do	prepucio	e	da	glande	e	que	tende	a	gerar	uma	estenose	de	
uretra	e	uma	fimose	(componente	obliterante).		
\u2010	sexo	com	animais		
\u2010	tabagismo?	
\u2010	promiscuidade?	
	
Epidemiologia:	
\u2010	carcinoma	epidermóide	\u2010	95%	\u2010	acomete	principalmente	entre	a	5ª	e	6ª	década	de	vida		
\u2010	carcinoma	verrucoso,	basocelulares,	melanoma,	Paget,	sarcoma,	metástase,	etc.	\u2013	5%	
	
Formas	de	apresentação	do	carcinoma	epidermóide:	
\u2010	Eritroplasia	de	Queyrat	(câncer	in	situ)	\u2013	lesões	avermelhadas,	planas,	pequenas,	de	contornos	irregulares,	com	crescimento	progressivo	e	exsudativo,	
podendo	ser	hemorrágicas	\u2010>	deve\u2010se	realizar	biópsia	e	mandar	para	avaliação	histopatológica.		
\u2010	carcinoma	verrugoso	\u2013	lesão	endurecida,	indolor,	que	possui	um	poder	de	invasão	local,	mas	que	comumente	não	gera	muita	metástase.	Geralmente,	
o	que	faz	o	paciente	procurar	o	médico	é	quando	ocorre	o	acometimento		
\u2010	Doença	de	Bowen	(carcinoma	epidermóide	invasivo	do	pênis)	\u2013	vesícula	avermelhada,	que	cresce	e	então	se	rompe	e	forma	uma	lesão	com	bordas	
ulceradas.	
	
Principal	diagnóstico	diferencial	
\u2010	Balanopostite	de	Zoon:	inflamação	do	prepúcio	que	também	gera	uma	hiperemia	da	região	do	prepúcio	e	ou	da	glande.	É	muito	sintomática,	com	
esxudação,	prurido.	Como	toda	 lesão,	necessita	de	uma	biópsia,	que,	nesse	caso,	revela	um	 infiltrado	 linfoplasmócitário	e	com	células	epidermóides	
integras	(achado	patognomônico	da	balanopostite	de	Zoon).							
	
Balanite	xerótica	obliterante:	
\u2010	lesão	crônica,	com	áreas	hipocrômicas	alternadas	com	áreas	hipercrômicas	(rosadas),	ambas	totalmente	planas.	Eventualmente,	no	meio	das	lesões,	
pode	então	aparecer	o	carcinoma	epidermóide.		
	
Linfonodomegalia	inguinal			
\u2010	massa	grande,	dura,	fixa	a	planos	profundos	\u2010>	indício	de	malignidade	
\u2010	Assim,	paciente	com	massa	inguinal	=	deve	ser	realizado	exame	genital	(tanto	em	homem	quanto	em	mulher)	
	
ESTADIAMENTO	DO	CANCÊR	DE	PÊNIS	
	
Quanto	ao	nível	de	invasão:		
\u2010	Ta	\u2013	não	invadiu	a	membrana	basal	
\u2010	Tis	\u2013	carcinoma	in	situ	
\u2010	T1	\u2013	invadiu	a	membrana	basal,	mas	ainda	é	superficial	
\u2010	T2\u2010	invadiu	estruturas	esponjosas	do	pênis	(corpo	cavernoso	e	corpo	esponjoso)		
\u2010	T3	\u2013	invadiu	a	uretra	(geralmente,	é	nesse	momento	que	o	paciente	começa	a	ter	
\u2010	T4	\u2013	invasão	de	estruturas	adjacentes	(de	púbis,	próstata,	escroto)	
	
Grau	de	diferenciação	celular	(G):	
\u2010	célula	parecida	com	a	célula	normal:	carcinoma	bem	diferenciado	(G1)		
\u2010	célula	muito	diferente	de	uma	célula	epitelial	comum:	carcinoma	indiferenciado	(G3)	
\u2010	meio	termo:	carcinoma	moderadamente	diferenciado	(G2)	
	
Assim:		
\u2010	Alto	risco:	maior	que	T1G3	
\u2010	risco	intermediário:	T1G2	
\u2010	baixo	risco:	Tis,	pTaG1\u20102,	pT1G1	
	Obs.:	o	\u201cp\u201d	acima	indica	que	o	resultado	é	patológico,	ou	seja,	decorrente	de	biópsia	
	
Acometimento	linfonodal:	
\u2010	N0:	não	há	acometimento	de	linfonodo	
\u2010	N1:	um	lado	
\u2010	N2:	de	ambos	os	lados	
Obs.:	Avaliação	dos	linfonodos	pélvicos:	o	exame	a	ser	pedido	é	a	TC	
	
Principal	causa	de	morte	no	câncer	de	penis:	hipovolemia	aguda	por	rompimento	dos	grandes	vasos	da	pelve	por	invasão	
	
TRATAMENTO	
	
\u2010	a	maioria	dos	cânceres	de	pênis	são	radio	e	quimiossensiveis	
\u2010	paciente	de	risco	baixo	e	intermediário	(Tis,	Ta\u20101G1\u20102)	
	\u2010\u2010	circuncisão	
	\u2010\u2010excisão	do	tumor	
	\u2010\u2010	desepitelização	com	ou	sem	reconstrução	
	\u2010\u2010	glandectomia	
	\u2010\u2010	amputação	peniana	parcial	(penectomia	parcial)	
	
\u2010	paciente	de	alto	risco	(T1G3,	T2	ou	maior)	
	\u2010\u2010	amputação	peniana	parcial	
	\u2010\u2010	amputação	peniana	total	
	\u2010\u2010	emasculação	(retirada	de	pênis	e	testículo)	
	
\u2010	Baixo	risco	e	intermédio:	
	\u2010\u2010	linfonodos	não	palpáveis	(v\u2010	\u2010	não	há	infiltração	vascular	no	laudo	do	patologista):	acompanhar	
	\u2010\u2010	linfonodos	não	palpáveis	(v+	\u2010	há	infiltração	vascular):	linfadenectomia	modificada	(linfadenectomia	inguinal	e	superficial	e	profunda)	
\u2010	alto	risco	(G3	ou	T1	ou	mais)	
	\u2010\u2010	linfadenectomia	modificada	(linfadenectomia	inguinal	superficial	e	profunda)		
	
\u2010	Linfonodos	palpáveis:	linfadenectomia	radical:	radio	ou	quimioterapia	adjuvante	(após	a	cirurgia)	se	há	mais	de	um	linfonodo	acometido	
\u2010	volume	total	grande:	radio	ou	quimioterapia	e	avaliar	a	possibilidade	de	linfadenectomia		
	
Neofaloplastia:	
\u2010	cirurgia	feita	após	2	a	5	anos	para	a	reconstrução	do	pênis	para	a	recuperação	da	função	sexual