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Guia Acadêmico FDCE UFMG

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voltado à disseminação do conceito de igualdade e tolerância, ao passo em que abarca todos 
os conceitos destrinchados nos eixos de atuação da Clínica. Não obstante, o desenvolvimento 
de um jogo físico, tal como de tabuleiro também será desenvolvido. 
Destarte, têm-se ainda a elaboração de cartilhas sobre temas específicos tratados na 
CdH com intuito de divulgação à sociedade civil. Por fim, a elaboração de materiais 
midiáticos também será estimulada visando a disseminação dos Direitos Humanos, pregando 
o respeito às diferenças. Nesse rol tem-se a produção de vídeos no youtube, entre outros. 
 
Extensão {101} 
 
 
6.4.2.2.5 - Divulgação das atividades realizadas e materiais produzidos 
 
A divulgação dos materiais produzidos pela CdH será propagada no âmbito da 
comunidade acadêmica por meio de seminários e informes dos próprios membros do 
Programa. Além disso, nossos parceiros também contribuirão na divulgação dos materiais 
desenvolvidos. 
Todavia, com o intuito dessa produção não se limitar ao ambiente acadêmico, visto 
que a própria dinâmica de proteção dos Direitos Humanos deve ser promovida em todas as 
instâncias de convivência social e não somente no ambiente de ensino, a elaboração de um 
site é previsto para divulgar ao público externo todo o material produzido pela CdH. 
 
6.4.3 – Frentes de atuação3 
 
6.4.3.1 - Violência contra a mulher e discurso de ódio nas mídias: 
“Pornografia não Consensual” 
 
Esse núcleo tem como objeto de trabalho o combate às violações de direitos causadas 
pela divulgação sem consentimento por meio, principalmente, da internet, de vídeos e/ou 
fotos privadas de uma pessoa contendo cenas de nudez ou sexo. Assim, parte-se do 
entendimento de que tal prática conhecida por “pornografia não consensual”, “revenge porn” 
ou “pornografia de vingança” coloca a vítima em situação de vulnerabilidade e 
constrangimento, além de configurar violência de gênero. 
Nesse sentido, os membros do núcleo “Pornografia não Consensual” tem seu trabalho 
voltado para o acompanhamento e promoção de debates acerca dos projetos de lei que versam 
sobre o tema e para a produção de cartilhas e de campanhas virtuais e televisivas que 
ofereçam orientação jurídica para as vítimas. Se propõem a realizar, também, a partir do 
próximo ano (2016), o encaminhamento e acompanhamento de casos versando sobre 
pornografia não consensual a núcleos de advocacia popular, mormente à Divisão de 
Assistência Judiciária da UFMG, para que sejam judicializados, bem como a instituir um 
 
3
 Previstas nas atividades do primeiro semestre de 2016. 
 
Extensão {102} 
projeto de capacitações sobre gênero, sexualidade e violências de gênero em escolas da rede 
pública de Belo Horizonte. 
 
6.4.3.2 - Gênero, Sexualidade e Sistema Socioeducativo: interfaces 
possíveis? 
 
Tal núcleo visa atuar no Sistema Socioeducativo de modo a promover a reflexão sobre 
questões de gênero e sexualidade. O objetivo do trabalho, em linhas gerais, consiste na 
elaboração de práticas e procedimentos com vistas ao respeito e ao reconhecimento de 
múltiplas experiências de gênero e sexualidade de jovens e adolescentes acautelados. 
Sob essa perspectiva, o núcleo atua no acompanhamento psicossocial e jurídico dos/as 
socioeducandos/as trans junto ao sistema de justiça infanto-juvenil de Minas Gerais. O núcleo 
continuará atuando junto às diversas frentes que compõem o centro socioeducativo de 
reeducação social, seja com agentes e corpo técnico, seja com adolescentes acautelados, seja 
com demais atores envolvidos com a temática da socioeducação. 
 
6.4.3.3 - Promoção dos Direitos dos Imigrantes a partir da Mediação 
Cultural 
 
 O núcleo se propõe a identificar violações de direitos e vulnerabilidades enfrentadas 
pela população migrante que reside ou trabalha na região metropolitana de belo horizonte. 
Ainda, busca promover direitos e garantias a esse contingente de pessoas, atuando de modo a 
contribuir para a integração dessa comunidade na sociedade, seja pela língua, pelo acesso aos 
equipamentos públicos e o combate a xenofobia. 
 Para isso, esse eixo de atuação da CDH pretende atuar no Fórum Mineiro de 
Migrações e Direitos Humanos e no COMITRATE - Comitê Estadual de Atenção ao 
Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do 
Trabalho Escravo, bem como no dialogo direto com o público alvo de modo a fortalecer as 
relações com a população migrante de Belo Horizonte, e, juntamente a ela, estabelecer as 
principais demandas. 
 
6.4.3.4 - Pesquisa em Direitos Humanos 
 
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Esse núcleo é composto por estagiários que realizam pesquisa sobre temáticas 
relacionadas aos direitos humanos, com o intuito de proporcionar um embasamento teórico para 
a atuação de todos os eixos da Clínica. Nesse sentido, as pesquisas desse núcleo visam identificar 
as causas de violações de direitos fundamentais em Minas Gerais, direcionando o trabalho dos 
demais eixos para o combate dessas violências. 
 Atualmente, está sendo desenvolvida uma pesquisa sobre a temática da liberdade de 
expressão, intitulada “Discurso de Ódio nas Redes Sociais”. Pretende-se investigar o tratamento 
conferidos a esses casos pelos tribunais brasileiros, mediante pesquisa jurisprudencial, sob a 
perspectiva dos grupos afetados e da tutela judicial. A pesquisa será finalizada até o início do 
período letivo de 2016 e, com a entrada de novos estagiários, inicia-se nova pesquisa. 
 
6.4.3.5 - Inclusão Digital e Promoção em Direitos Humanos 
 
A atuação desse núcleo é voltada para o desenvolvimento de um aplicativo chamado 
“Aonde Ir” com foco na promoção de direitos humanos. Por meio dessa tecnologia, a CdH 
busca proporcionar o diálogo e fortalecer a interface entre comunidade acadêmica, 
organizações sociais e profissionais com atuação em Direitos Humanos com vistas na 
prestação de serviços à sociedade civil. 
O aplicativo conta com dispositivos que direcionam os usuários em face de suas 
demandas condizentes com violações de direitos humanos, no que concerne à identificação, 
bem como à orientação do local em que obterão auxílio. Ademais, disponibiliza 
simultaneamente espaço para depoimentos e levantamento de estatísticas quanto a qualidade 
do atendimento ofertado pelos órgãos indicados. Assim, funciona como uma ferramenta de 
acessibilidade de direitos humanos atuando na articulação da rede dos serviços públicos ao 
mesmo tempo em que tangencia a aferição da qualidade dos serviços e políticas públicas em 
direitos fundamentais. 
 
6.4.4 –Bibliografia prelimnar básica 
ABREU, Décio; BROCHADO, Maná; FREITAS, Natália. Educação em Direitos Humanos: 
uma contribuição mineira. Belo Horizonte: Editora UFMG. PROEX 2009. 
 
AMARAL JUNIOR, Alberto do; PERRONEMOISÉS. Cláudia (orgs). O cinquentenário de 
Declaração Universal dos Direitos do Homem. São Paulo: EDUSP, 1999. 
 
Extensão {104} 
 
ANDRADE, F.C.B. Pensando a violência sobre a ótica freineana. In: Anais – IX Encontro 
Internacional- Fórum Paulo Freire Porto, Setembro de 2004. 
 
BLOCH, Frank S. (ed.) The global clinical movement: educating lawyers for social justice. 
Oxford [UK]; New York: Oxford University Press, 2011. 
 
BORDIEU, Pierre; PASSERNON, Jean Claude. A Reprodução - Elementos Para Uma Teoria 
Do Sistema De Ensino, tradução de Reynaldo Brião, Revisão de Pedro Benjamin Garcia e 
Ana Maria Baeta Rio de Janeiro. Livraria Francisco Alves. Editora SA, 1975. 
 
BUERGENTHAL, Thomas; Norris, Robert E; Shelton, Dinah. A Proteção Dos Direitos 
Humanos Nas Américas. Madrid: Editorial Civitas S.A. 1994. 
 
CARVALHO, André Ramos de. Teoria Geral Dos Direitos Humanos Na Ordem 
Internacional. Rio de Janeiro: Renovar, 2005. 
 
FARIA, José