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Guia Acadêmico FDCE UFMG

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da 
UFMG. É importante ressaltar que grande parte das pesquisas desenvolvidas se converteu em 
trabalhos de conclusão de curso da graduação e dissertações de Mestrado, indicando um 
percurso acadêmico promissor dos alunos a partir das experiências extraclasse. 
 Caso tenha interesse em desenvolver uma pesquisa acerca de algum conteúdo 
diretamente relacionado à temática principal do RECAJ, procure a sala do RECAJ! Esse 
 
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contato é importante para que o aluno tenha conhecimento sobre as possíveis bolsas de 
financiamento e a disponibilidade de orientação de sua pesquisa pela Profª Adriana Goulart de 
Sena Orsini. 
 
6.8.3 – Extensão 
 
6.8.3.1 - RECAJ nas escolas 
 
 O “RECAJ nas escolas” é um projeto que busca promover uma formação introdutória 
acerca das formas de solução de conflitos e o acesso à justiça tendo como foco o ambiente 
escolar. O projeto é desenvolvido em escolas em virtude do potencial transformador inerente 
ao contexto estudantil. O meio escolar permite que o indivíduo conviva com outros seres 
humanos das mais diversas realidades, sendo, pois, um ambiente no qual o conflito é uma 
realidade certeira. 
 Diante do fato de que as situações conflituosas sempre farão parte da vida humana e 
que o conflito, em sua natureza, não carrega carga negativa nem positiva, entende-se que este 
possui imenso potencial de transformação. Por esse motivo, o RECAJ nas escolas tem como 
objetivo iniciar a formação da comunidade acadêmica em formas de solução dialógica de 
conflitos, a fim de promover o empoderamento dos seres humanos diante das situações 
conflitivas e a formação da cultura de paz. 
 Com base nas teorias de Boaventura de Sousa Santos, Marshall Rosenberg e Paulo 
Freire, o projeto se estrutura de forma a promover a autonomia dos alunos e o diálogo entre 
estes e o corpo docente, tais como professores, coordenadores e outros profissionais do 
ambiente escolar. Deste modo, é possível aumentar a sensação de responsabilidade do aluno 
em relação ao meio estudantil e fomentar a criação de laços entre os membros da escola. 
 Esse projeto desenvolve atividades em escolas na cidade de Belo Horizonte, 
principalmente na Escola Municipal Salgado Filho, na qual o programa consolidou uma 
parceria até o final de 2015. Uma ação específica desenvolvida pelo projeto foi a temática 
Bullying, em 2009. Nesse período, foram elaboradas duas cartilhas: uma com informações 
técnicas acerca do bullying, destinados a professores e profissionais atuantes em escolas; e 
outra cartilha com informações similares, mas com um público-alvo distinto: crianças, 
adolescentes e jovens, apresentando, portanto, uma linguagem mais dinâmica e simples, em 
formato de mangá. 
 
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 Em 2016, o projeto contará com o suporte do material lúdico pedagógico elaborado 
pelo projeto “Fala, Jovem!”, que será descrito a seguir. Acredita-se que essa colaboração 
contribua imensamente para o desenvolvimento de discussões amplas e socialmente 
conscientes acerca das formas complementares de resolução de conflitos, já que, por meio do 
jogo, os alunos terão acesso à informação sobre seus direitos, tutelados pelo Estatuto da 
Criança e do Adolescente e Estatuto da Juventude. 
 
6.8.3.2 - Infância e Juventude em Acesso - “Fala, Jovem!” 
 
 Esse projeto visa a promover uma reflexão junto à comunidade acerca do Estatuto da 
Criança e do Adolescente (ECA: Lei 8069/90) e o Estatuto da Juventude (EJU: Lei 12852/13). 
 Levando em consideração que a efetivação do sistema protetivo infanto-juvenil é uma 
tarefa em contínua realização, é preciso que o acesso à informação dos direitos e deveres 
correlatos à proteção integral da criança e do adolescente, além de formação dialógica, 
transformadora e crítica, ocorra de forma eficaz e consentânea ao público a que se dirige 
(principalmente adolescentes de 15 a 18 anos), uma vez que tal acesso constitui instrumento 
de empoderamento, cidadania e transformação social. 
 A conscientização do jovem só viabiliza seu empoderamento e o exercício de sua 
cidadania quando está interligada com o acesso a informações integradas e eficientes para o 
esclarecimento de seus direitos. Isso se deve ao fato de que os destinatários das normas 
jurídicas devem ter noção de seus direitos e de como exercê-los para que a ordem jurídica e a 
participação democrática tenham sentido social. 
 Nessa perspectiva, o objetivo principal do projeto é garantir que jovens e adolescentes 
tenham acesso a informações relativas aos seus direitos e deveres tutelados pelos estatutos 
citados, de forma simples e lúdica, já que a linguagem jurídica muitas vezes dificulta bastante 
esse acesso. Tendo isso em vista, este projeto destina-se a criar, em linguagem acessível e 
adequada, material dialógico e interativo, que possibilite uma compreensão efetiva sobre os 
direitos e deveres infanto-juvenis. 
 Tal material consiste em um conjunto de vídeos e um jogo de tabuleiro. A ideia do 
jogo passa pela ideia de este ser acessível e poder ser constantemente usado pelas escolas, em 
oficinas e aulas. Como complemento, houve a decisão de elaboração dos vídeos, que se 
pautou na ideia de materialização de temas ditos “polêmicos” em nossa sociedade, por meio 
de esquetes. Em primeiro lugar, essas esquetes levam o jovem a refletir a respeito de 
 
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determinada situação, para, em seguida, continuar sua reflexão com o suporte da fala de um 
professor da UFMG. Com ambos, portanto, disponibiliza-se um material informativo e 
formativo, que seja acessível - do ponto de vista social e econômico -, e que possibilite a 
compreensão sobre o ECA e o EJU de forma ampla, crítica, reflexiva e, portanto, efetiva. 
 Como mencionado no tópico anterior, esse material foi construído e elaborado com o 
intuito de ser utilizado, a partir do ano de 2016, pelo projeto “RECAJ nas escolas”, que 
apresenta uma base de atuação consolidada nas escolas. 
 
6.8.3.3 - Mediação e Saúde na Infância e Juventude 
 
 O Projeto de Extensão “Mediação e Saúde na Infância e Juventude” é uma parceria 
com a Faculdade de Medicina da UFMG, especialmente no setor de Pediatria do Hospital das 
Clínicas de Belo Horizonte e visa a colaborar com o estabelecimento de relações dialógicas, 
sustentáveis e formadas por agentes empoderados e autônomos no ambiente hospitalar. 
 Em primeiro lugar, é importante esclarecer a mediação consiste em método dialógico 
de prevenção e de solução de conflitos - já existentes ou em potencial - , em que as próprias 
partes nele envolvidas conversam e empenham-se com vista à solução de problemas comuns, 
mediante o auxílio de um terceiro equidistante aos envolvidos, denominado mediador. 
 Por meio da introdução da metodologia da mediação no âmbito da saúde e da 
participação de uma equipe multidisciplinar (com colaboração mútua entre diferentes áreas 
dos saberes), o projeto contribui com a humanização da relação entre profissionais da saúde e 
pacientes, por meio de capacitações, e participação em debates e encontros que envolvam 
temas pertinentes aos casos clínicos existentes no ambiente hospitalar, principalmente na área 
de pediatria. 
 O projeto proporciona aos estudantes envolvidos não só uma nova perspectiva sobre a 
mediação, mas também as diversas questões que perpassam pelo tema da infância, 
adolescência e juventude, como, por exemplo, a autonomia infanto-juvenil no ambiente 
hospitalar. 
 
6.8.3.4 - NISCE 
 
 O NISCE é fruto de um projeto denominado “Diálogo e Alteridade: ambiente escolar 
sustentável”, fomentado pela parceria com o Ministério da Educação/ PROEXT-SESu 2014. 
 
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Esse projeto embasou a criação de um núcleo denominado Núcleo de Integração e Solução de 
Conflitos Escolares (NISCE). 
 Estes núcleos são importantes já que visam a ajudar a escola a se tornar um ambiente 
de diálogo,