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EXERCICIOS DE ÉTICA(1).docx

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teria deixado transcorrer o prazo para apelação sem se manifestar. 
A Justiça estadual mineira considerou o pedido parcialmente procedente, somente para condenar o advogado ao pagamento de danos morais fixados em R$ 2 mil. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ainda destacou que foi um "erro crasso" do advogado a perda do prazo recursal, já que a cliente manifestou vontade de recorrer. No STJ, a ministra Nancy Andrighi destacou a natureza contratual do vínculo do advogado com o cliente. No entanto, ressaltou que a obrigação do profissional não é de resultado, mas de meio. Quer dizer que, ao aceitar a causa, o advogado obriga-se a conduzir o processo com diligência, mas não tem dever de entregar resultado certo. 
No processo em julgamento, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) considerou que não houve negligência do advogado quando à retenção por benfeitorias. A ministra Nancy entendeu que analisar esse ponto revolveria fatos e provas, o que não é possível ao STJ. Além disso, posteriormente à ação perdida pela cliente, foram movidas outras duas a respeito do mesmo imóvel, em razão das quais ela recebeu valores indenizatórios referentes a benfeitorias e aluguéis, descaracterizando a perda da chance. O resultado foi a não-ocorrência de dano material, neste caso especificamente. 
Quanto à perda do prazo, no entanto, foi constatada a negligência do advogado e, por isso, o TJMG mandou indenizar por dano moral. Para a ministra relatora, houve consequências não-patrimoniais da perda de prazo, já que isso retirou da cliente a chance de continuar vivendo na residência que, por longo período, foi sua casa. Por isso, foi correta a condenação do advogado pelos danos morais (Processo Resp. 1079185. STJ. Disponível em: http://ambito-juridico.jusbrasil.com.br/).
A partir da leitura do caso acima, responda:
 
1) Qual o tipo de responsabilidade civil que se desvela na relação cliente-advogado?
R= Responsabilidade civil contratual, na forma do art.32 caput EOAB, com obrigações pré-contratuais e pós contratuas, a obrigação pré-contratual nasce no momento das tentativas que se desvela o principio da informação e sigilo profissional, a pós- contratual no sigilo e na prestação de contas, art. 9º CED (código de ética de disciplina da OAB).
2) No caso acima encontramos os elementos caracterizadores da responsabilidade civil do advogado? Quais? Por quê?
 R= Omissão ou ação violadora de um direito do cliente, existência de um dano causado, um nexo entre o ato ou a omissão e o dano, o dolo ou culpa do advogado. Ela alegou que o advogado teria agido com negligencia em uma ação reivindicatória movida contra ela, ele não teria defendido adequadamente seu direito de retenção por benfeitorias, o que teria causado a perda do imóvel em disputa, o advogado teria deixado transcorrer o prazo para apelação, sem se manifestar, o que foi um erro do advogado a perda do prazo recursal, já que a cliente manifestou vontade de recorrer.
Questões Objetivas:
 
1. Em relação à publicidade, considere as assertivas abaixo. 
 
I - No anúncio dos serviços profissionais, o advogado pode referir títulos ou qualificações profissionais, mesmo que não se relacionem com a profissão de advogado. 
II - É proibido ao advogado vincular, direta ou indiretamente, qualquer espécie de cargo ou função pública ou relação de emprego ou patrocínio que tenha exercido, a fim de captar clientela. 
III - O uso da expressão escritório de advocacia Independe de outras indicações, não sendo contrário ao Código de Ética sua veiculação em placas ou anúncios publicitários desacompanhados do número de registro da sociedade de advogados ou do advogado responsável, conforme o caso. 
 
Quais são corretas de acordo com o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil? 
(A) Apenas I 
X (B) Apenas II 
(C) Apenas III 
(D) I, II e III
 
 
2. A publicidade feita por advogados, desde que autorizada por agências especializadas, é admitida: 
a)apenas com ilustrações e desenhos com cores discretas; 
b) com pequena fotografia, desde que acompanhada do símbolo da OAB; 
X(c) com finalidade informativa, contendo os títulos e qualificações do profissional; 
d) o advogado não pode fazer qualquer tipo de anúncio profissional. 
 	
 
3. O advogado André Souza, OAB/RJ, foi procurado por um cliente para ingressar com uma ação de reparação por danos morais em face de uma prestadora de serviço público. Analisando a situação o advogado André Souza entendeu não ser cabível tal ação. De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB qual o procedimento a ser adotado pelo advogado André Souza que configura uma responsabilidade pré-contratual? 
 
X (a) Informar o cliente, de forma clara e inequívoca, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda, e caso o cliente insista na demanda, ingressar com a referida ação. 
b) Ingressar com a referida ação, sem nada informar ao cliente, mesmo entendendo que seu cliente não logrará êxito. 
c) Substabelecer o mandato, sem reservas de poderes, para outro advogado que ingressará com ação de reparação por danos morais. 
d) Substabelecer o mandato, com reservas de poderes, para outro advogado que ingressará com ação de reparação por danos morais.
 
 
4. Assinale a opção correta quanto a publicidade na advocacia. 
 
a) O advogado em entrevista à imprensa pode mencionar seus clientes e demandas sob seu patrocínio. 
b) É permitida a divulgação de informações sobre as dimensões, qualidade ou estrutura do escritório de advocacia. 
c) É permitida a ampla divulgação de valores dos serviços advocatícios. 
X(d) É permitido o anúncio em forma de placa de identificação do escritório apenas no local onde este esteja instalado.
 
 
5. A participação do advogado em programa de televisão, respondendo sobre temas jurídicos: 
a) é irrestrita; 
b) é proibida; 
c) deve ser limitada a esclarecimentos sobre questão jurídica, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, podendo versar sobre métodos de trabalho usados por outros profissionais, desde que se abstenha de criticá-los; 
X (d) deve ser limitada a esclarecimento sobre questão jurídica, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, abstendo-se de versar sobre métodos de trabalho usados por outros profissionais. 
Plano de Aula 10:
 
Unidade 6 – Honorários advocatícios
6.1. Honorários de Advogado: natureza jurídica e tipos. 
6.2. Contrato de honorários e o pagamento proporcional na Renúncia, revogação, substabelecimento sem reservas, desistência ou transação.
6.3. Crédito privilegiado geral.
6.4. Cobrança de honorários e execução do contrato.
6.5. Honorários na Assistência Jurídica Gratuita e na Gratuidade de Justiça.
6.6. Prescrição: ação de cobrança de honorários e prestação de contas.
 
Honorários advocatícios: Art. 22 ao  art. 26 do EOAB; Art. 35 ao 43, CED.  .
 
Segundo Paulo Lôbo (2009, p. 138/139), a remuneração do advogado, que não decorra de relação de emprego, continua sendo denominada honorários, em homenagem a uma longa tradição. Não há critérios definitivos que possam delimitar a fixação dos honorários advocatícios, porque flutuam em função de vários fatores, alguns de forte densidade subjetiva. A natureza jurídica dos honorários advocatícios é de crédito de natureza alimentícia, incluídos os de sucumbência (STJ, inf. 345/STF; RE nº 470407-DF). Nesse sentido, observa Kiyoshi Harada (2011), 
 
se a verba de sucumbência pertence ao advogado, nos termos do Estatuto da Advocacia, independentemente, de essa verba representar uma retribuição aleatória e incerta, dependente do êxito da parte para a qual patrocina o advogado, não se pode negar a ela a natureza alimentícia, pois o profissional liberal não percebe salários, nem vencimentos, mas vive exclusivamente de honorários contratuais e sucumbenciais. Daí o absoluto acerto da decisão supra transcrita [RE nº 470407-DF].
 
Tipos de honorários advocatícios: 
 
1.      Convencionados/contratados:
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