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Seminário   Antropologia

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reproduzem em menor escala a estrutura da profissão médica como um todo.
1. Centrada no médico. 
2. Dirigidas aos especialistas.
3. Dirigidas as credenciais.
4. Baseada na memória.
5. Centrada no caso.
6. Dirigida aos processos biológicos quantificáveis. 
Poderia acrescentar-se a relação acima a ênfase crescente sobre a tecnologia diagnósticas ao invés de exames clínicos e a influência cada vez maior do controle corporativo dos hospitais de todo país, e suas implicações sobre a assistência a saúde.
A ênfase recai sobre a doença física, com poucas referências ao meio ambiente domésticos, religião, relações sociais, status moral, ou ao significado que o paciente sejam classificados e colocados em determinada ala, com bases nas suas idades, doença, gênero, órgão ou sistema envolvido ou gravidade. 
Pacientes do mesmo sexo, mesma faixa etária e com doenças similares ocupam a mesma ala hospitalar.
Os pacientes de uma mesma ala hospitalar formam uma ¨comunidade temporária de sofrimento¨ unidos por comiseração, fofocas sobre suas alas e conversa sobre os próprios estado de saúde.
Na maior parte dos países, o setor profissional também inclui os médicos generalistas locais e o médicos de família, que, normalmente, estão profundamente enraizados na comunidade.
Redes terapêuticas
As pessoas, ao adoecer, quando não recorrem à automedicação, escolhem quem consultar nos setores informal, popular e profissional para obter o auxílio. As escolhas são influenciadas pelo contexto em que ocorrem o que indica os tipos de assistência disponíveis, a necessidade ou não de pagar por estes serviços, as condições do paciente de arcar com estas despesas, e o modelo explanatório que o paciente utiliza para explicar seu estado de saúde.
Baseados nisso, os pacientes escolhem o que lhes pareça a fonte apropriada de aconselhamento e tratamento para a doença.
Desta forma, as pessoas doentes frequentemente utilizam vários tipos diferentes de curandeiros ao mesmo tempo, ou em sequência. Isto pode ser explicado pelo pragmatismo de duas cabeças (ou mais) pensam melhor que uma.
O pluralismo médico no reino unido
No Reio Unido pode-se identificar as três alternativas de assistência à saúde: informal, popular e profissional. O Setor profissional já foi examinado detalhadamente por sociólogos médicos. Uma visão geral das três alternativas ilustra toda a gama de opções disponíveis para o manejo dos infortúnios, inclusive os problemas de saúde.
A alternativa informal
A automedicação era duas vezes mais comum do que o uso de medicamentos prescritos. A primeira era utilizada com maior frequência nos casos de febre, dor de cabeça, indigestão e dor de garganta. Sendo normalmente um recurso alternativo à consulta médica.
A ideia da automedicação com determinado medicamento industrializado vinha de diversas pessoas, dentre elas: cônjuges, pais e avós, parentes, amigos e do médico.
Laxativos e aspirinas eram frequentemente, usados em automedicação
O armazenamento e troca de medicamentos industrializados são hábitos comuns no Reino Unido.
Um comportamento importante da alternativa informal é a grande variedade de grupos de auto ajuda. São classificados segundo a razão pela qual as pessoas os procuram:
Problemas Físicos
Problemas Emocionais
Familiares de pessoas com problemas físicos ou emocionais
Problemas Familiares
Problemas de Dependência
6. Problemas Sociais
 a) Inconformidade Sexual
 b) Família sem o Pai ou sem a Mãe
 c) Mudança de Vida
 d) Isolamento social
7. Grupo de Mulheres
Grupos de minoria étnicas
Alternativa Popular
No Reino Unido, como em outras sociedades ocidentais, este setor é pequeno e definido.
A Medicina “complementar” visa obter uma noção holística do paciente, o que inclui dimensões psicológicas, sociais, morais e físicas, bem como enfatiza a ideia de saúde como um equilíbrio.
O Herborista considera a doença um distúrbio do equilíbrio fisiológico e mental/emocional, que corresponde ao bom estado de saúde e, conhecendo os poderes de cura dentro do corpo, orienta o tratamento no sentido de restabelecer este equilíbrio. 
Na alternativa popular estão incluídos os curandeiros sagrados e seculares. Um exemplo é a Fundação Nacional dos Curandeiros Espirituais.
Desde de 1965, segundo o acordo realizado por mais de 1500 hospitais do Serviço Nacional de Saúde, os curandeiros associados podem acompanhar aqueles pacientes internados que solicitam seus serviços.
A homeopatia ocupa uma posição especial no Reino Unido como método alternativo de cura. Seus princípios foram enunciando pela primeira vez na Alemanha em 1796, por Samuel Hahnemann; o primeiro hospital homeopático no Reino Unido localizava-se em Londres.
Em 1948, os hospitais homeopáticos foram incorporados pelo Serviço Nacional de Saúde. Existem, hoje, hospitais homeopáticos do SNS em Londres, Liverpool, Bristol e Tunbridge Wells.
Segundo estimativas, em 1971 os hospitais homeopáticos, contavam com cerca de 383 leitos; foram registrados 51.037 atendimentos ambulatoriais em clinicas médicas homeopáticas.
Nestes hospitais trabalham equipes de profissionais com formação médica ortodoxia que realizaram pós-graduação em homeopatia.
 Os curandeiros alternativos vem sendo influenciados, em graus variáveis, pelo treinamento, credenciais e auto imagem dos médicos ortodoxos; e constituindo progressivamente, organizações profissionais com estrutura educacional e registro de sócios autorizados
Na outra ponta de espectro estão os métodos mais individuais de cura populares: clarividentes, astrólogos, curandeiros psíquicos, clariaudientes, quiromantes, médiuns celtas, tarólogos, cigano adivinhos e profetas irlandeses, cujos trabalho são divulgados em jornais populares, revistas, folhetos e publicações. Muitos deles atuam como orientadores ou psicoterapeutas leigos.
Nos últimos anos, a Medicina convencional tem sido criticada em algumas regiões; paralelamente, vem aumentando o interesse sobre todas as formas de Medicina alternativa e complementar e o número de organizações associadas às mesmas.
O Conselho de Pesquisa de Medicina Complementar, além de fomentar a pesquisa da área, visa elevar os padrões de treinamento e desenvolver “uma política visando à integração destes métodos com os serviços médicos existentes.”
O Instituto de Medicina Complementar, estimou que existem cerca de 15.00 praticantes no Reino Unido exercendo a atividade. Segundo o Instituto, “praticante” é todo o individuo que “exerce a profissão em turno integral, está associado a uma organização profissional com código de ética e pratica próprios.
Estima-se que no Reino Unido, aproximadamente 75% dos sintomas anormais são tratados fora do setor profissional. Segundo os autores, os médicos percebem apenas a “ponta do iceberg” da doença. A parte maior restante é tratada nas alternativas informal e popular.
Setor profissional
Inclui a grande variedade de profissionais da Medicina e da paramedicina cada um com suas percepções das doenças, formas de tratamento, áreas de competência definitiva, hierarquia interna, jargão técnico e organizações profissionais. 
Em 1981, o número de enfermeiros atuantes em comunidades inclui 9244 visitadores de saúde. Há, ainda, um grande número de quirópodo, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e técnicos hospitalares. 
Serviço nacional de saúde
 Desde 1948, o SNS oferece acesso livre e irrestrito ao tratamento de saúde no Reino Unido, tanto ao nível clínico quanto hospitalar. Os clínicos, inicialmente tinham status mais elevado do que os cirurgiões e os boticários; foram os únicos considerados como os verdadeiros médicos “verdadeiros”. 
Os clínicos e os cirurgiões reafirmaram suas posições durante o desenvolvimento do setor hospitalar que teve início em 1700
Setor hospitalar
Grande parte dos aspectos organizacionais e culturais dos hospitais já foi comentada, principalmente com respeito à especialização.