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pesca recursos pesqueiros amazonia livro

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em (1) Norte, a costa do Amapá ao norte
da foz do rio Araguari; (2) foz amazônica propriamente dita; (3) baía do
Marajó; e (4) Salgado, a costa do Pará (Figura 2).
No rio Amazonas, as áreas de pesca podem ser divididas em: (1)
Baixo Amazonas: de 52,48o até 57oW, incluindo os municípios de
Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Santarém, Alenquer, Curuá, Óbidos,
Oriximiná, Juruti, Terra Santa, Nhamundá, Faro e Parintins; (2) Alto Ama-
zonas, de 57o até 60oW, incluindo os municípios de Barreirinha, Boa
Vista dos Ramos, Urucará, São Sebastião do Uatumã, Itapiranga,
Urucurituba, Silves, Itacoatiara, Autazes, Careiro da Várzea e Manaus;
(3) Baixo Solimões, de 60o até 64,45oW, incluindo os municípios de
Iranduba, Careiro, Manaquiri, Manacapuru, Caapiranga, Anamá, Beruri,
Anori, Codajás e Coari; e, por fim, (4) Alto Solimões, de 64,45oW até
fronteira com a Colômbia, incluindo os municípios de Tefé, Alvarães,
Uarini, Juruá, Maraã, Fonte Boa, Jutaí, Tonantins, Santo Antônio do Içá,
Amaturá, São Paulo de Olivença e Tabatinga (Figura 3).
Foi possível conhecer a origem de cerca de 75% do total desem-
barcado em Belém. A captura obtida no estuário e na costa representa
67% deste total, sendo 29% capturado na foz Amazônica e 22% na
baía de Marajó, as áreas de pesca mais importantes desta região. O
delta interno foi a segunda região mais importante para Belém, contri-
buindo com 17%, seguida do rio Amazonas (11%) e rio Tocantins (5%).
A área do Baixo Amazonas (Área 1 Figura 3) é a principal área de pesca
do rio Amazonas (11%) (Tabela 11).
A atuação da frota em relação à área de pesca
Cerca de 57% do total desembarcado foi possível de ser relacio-
nado com a dimensão da embarcação (capacidade da urna) e as áreas
de pesca (Tabela 12). As embarcações que atuam em áreas muito dis-
tantes, como as situadas à montante do Baixo Amazonas, são de gran-
de porte, com urnas acima de 25t. Situação semelhante ocorre no Bai-
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O desembarque na região de Belém e a pesca na foz amazônica
xo Amazonas, onde mais da metade da produção é desembarcada em
Belém por embarcações com urnas acima de 15t.
A frota que atua no rio Tocantins parece se dividir em dois grupos,
as embarcações com urnas entre 4 e 8t e as acima de 25t, mas a principal
contribuição vem das embarcações com urnas menores que 8t. O delta
interno apresenta uma frota também diversificada, com mais de 80%
sendo desembarcados por embarcações com urnas entre 4 e 15t.
A frota que atua no estuário e costa também tem suas dimen-
sões relacionadas com a distância a Belém. A maior parte da captura
realizada nas regiões mais distantes é feita por embarcações com urnas
de 8t para cima, Norte (95%) e Foz Amazônica (72%), enquanto que
nas áreas mais próximas destacam-se as embarcações com urnas me-
nores que 8t, Baía de Marajó (74%) e região do Salgado (62%).
Figura 3- Locais de pesca no rio Amazonas: (1) Baixo Amazonas, (2) Alto Amazonas,
(3) Baixo Solimões e (4) Alto Solimões. (Fonte: Poesia Série Amazônia Legal
1.0-Ibama).
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A pesca e os recursos pesqueiros na Amazônia brasileira
A distribuição espacial dos recursos
A composição do desembarque em relação ao tipo de pesca-
do e a área de pesca foi possível de ser analisada para 64% do total
desembarcado. A região onde houve menos informação sobre o tipo
Tabela 11- Desembarque (kg e percentual) em relação às áreas de pesca e região.
acsePedaerÁ 3991 4991 5991 6991 7991 latoT
sanozamAoiR
1AR- 073.665 537.046 670.327 160.391.1 008 340.421.3
sanozamAoiR
4e3,2AR- 0 0 0 342.04 0
342.04
snitnacoToiR 591.831 081.864 079.162 547.273 020.392 011.435.1
onretniatleD 783.995 075.562.1 811.872.1 771.097.1 539.471 781.801.5
etroN 145.614 807.424 385.133 799.324 758.563 586.269.1
acinôzamAzoF 718.298 620.385.1 454.215.1 443.532.2 098.433.2 235.855.8
ójaraMedaíaB 657.535 100.575.1 885.135.1 615.549.1 458.478 317.264.6
odaglaS 917.26 021.487 319.737 801.177 798.885 757.449.2
latotbuS 487.112.3 043.147.6 107.673.6 091.277.8 352.336.4 962.537.92
latoT 361.403.4 191.414.9 660.254.9 225.000.11 049.396.5 288.468.93
latoT/latotbuS %6,47 %6,17 %5,76 %7,97 %4,18 %6,47
)%(latotbuS/acsePedaerÁeuqrabmeseD
sanozamAoiR
1AR- 6,71 5,9 3,11 6,31 0,0 5,01
sanozamAoiR
4e3,2AR- 0,0 0,0 0,0 5,0 0,0 1,0
snitnacoToiR 3,4 9,6 1,4 2,4 3,6 2,5
onretniatleD 7,81 8,81 0,02 4,02 8,3 2,71
etroN 0,31 3,6 2,5 8,4 9,7 6,6
acinôzamAzoF 8,72 5,32 7,32 5,52 4,05 8,82
ójaraMedaíaB 7,61 4,32 0,42 2,22 9,81 7,12
odaglaS 0,2 6,11 6,11 8,8 7,21 9,9
latoT 001 001 001 001 001 001
)%(latotbuSoaoãçalermeoãigeRadacedoãçiubirtnoC
sanozamAoiR 6,71 5,9 3,11 1,41 0,0 6,01
snitnacoToiR 3,4 9,6 1,4 2,4 3,6 2,5
onretniatleD 7,81 8,81 0,02 4,02 8,3 2,71
eoiráutsE
atsoC 4,95 8,46 5,46 3,16 9,98 0,76
latoT 001 001 001 001 001 001
175
O desembarque na região de Belém e a pesca na foz amazônica
de pescado, onde uma quantidade grande de pescado desembarca-
do foi classificada como “salada”, foi a da Foz Amazônica (20%), e a
que teve a melhor informação foi a da região do Salgado (1,2%). A
Tabela 13 apresenta a distribuição do desembarque das espécies mais
importantes, que representaram 90% desta estatística. Os pescados
mais importantes, dourada e piramutaba, encontram-se no Baixo
Amazonas (A1, 23%), na foz amazônica (D2, 43%) e baía de Marajó
(D3, 18%). A maior parte do desembarque do tamoatá é originado
na região do delta interno (C, 94%), e a do tucunaré no rio Tocantins
(B, 96%), principalmente no lago artificial de Tucuruí. A região do
Salgado (D4) é de grande importância para a pesca de pescadinha-
gó (93%), serra (79%) e pratiqueira (81%).
Tabela 12- Desembarque em kg e percentagem em relação às áreas de pesca e ao
tamanho da embarcação.
)t(anrU
sanozamAoiR oiR
-itnacoT
sn
atleD
onretni
atsoCeoiráutsE
)4e3,2( )1( etroN zoF edaíaB ójaraM odaglaS
1< 0 0 082.8 869.33 0 834.4 571.701 393
4<-1 0 0 073.81 546.333 655.3 104.834 348.642.1 977.74
8<-4 0 884.811 094.46 798.967.1 651.301 085.388.1 185.397.1 765.62
51<-8 0 832.499 006.83 561.953.2 989.418 989.245.3 874.040.1 636.33
52<-51 0 692.115.1 000.8 759.653 077.849 968.643.2 337.09 436.21
04<-52 342.04 131.623 000.42 000.631 443.58 372.091 0 0
06<-04 0 0 0 0 0 0 0 0
>uo06 0 988.5 0 0 0 0 0 0
latoT 342.04 340.659.2 047.161 236.989.4 518.559.1 945.604.8 018.872.4 800.121
1< 0,0 0,0 1,5 7,0 0,0 1,0 5,2 3,0
4<-1 0,0 0,0 4,11 7,6 2,0 2,5 1,92 5,93
8<-4 0,0 0,4 9,93 5,53 3,5 4,22 9,14 0,22
51<-8 0,0 6,33 9,32 3,74 7,14 1,24 3,42 8,72
52<-51 0,0 1,15 9,4 2,7 5,84 9,72 1,2 4,01
04<-52 0,001 0,11 8,41 7,2 4,4 3,2 0,0 0,0
06<-04 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
>uo06 0,0 2,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
latoT 001 001 001 001 001 001 001 001
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A pesca e os recursos pesqueiros na Amazônia brasileira
A distribuição temporal dos recursos
A posição geográfica do porto de Belém permite receber pes-
cado de diferentes regiões, que nem sempre apresentam um perío-
do de safra semelhante. A Figura 4 mostra a oscilação da captura
mensal conforme o mês, onde se destaca a forte sazonalidade da
captura no Baixo Amazonas (A1) e Delta Interno (C). Isto se deve
principalmente ao fato de que estas últimas áreas são dominadas
por ambientes que são mais piscosos nos períodos de águas baixas,
no verão. Percebe-se também que a participação da captura nestas
áreas aumentou nos últimos anos, o que contribuiu com o cresci-
mento da produção neste período.
exiePodemoN 2A 1A B C 1D 2D 3D 4D latoT
adaruoD 0 32 0 41 2 34 81 0 001
abatumariP 0 31 0 8 1 74 13 0 001
acnarB-adacseP 0 0 21 2 2 44 04 0 001
átaomaT 0 0 0 49 5 0 0 0 001
óG-ahnidacseP 0 0 0 0 3 0 3 39 001
aleramA-adacseP 0 0 0 0 13 6 35 01 001
abujiruG 0 0 0 0 42 04 43 2 001
abíariPuoetohliF 0 43 8 31 1 63 8 0 001
aríarT 0 0 0 99 1 0 0 0 001
éranucuT 0 4 69 0 0 0 0 0 001
adraS 0 21 1 01 1 52 94