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Hiperemia ativa e congestão

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Hiperemia ativa e congestão 
Hiperemia é um aumento do fluxo sanguíneo. Essa hiperemia pode ser ativa ou 
passiva. A hiperemia passiva é chamada de congestão. A diferença de uma hiperemia 
ativa para uma congestão é que na hiperemia ativa a gente tem o aumento do fluxo 
sanguíneo com retorno venoso proporcional. Exemplo: se determinada artéria leva, 
normalmente, 50ml de sangue para um tecido, a veia drena 50ml de sangue. Em uma 
hiperemia ativa, a artéria está levando 70ml de sangue, e a veia está drenando 
também 70ml de sangue. Na congestão o fluxo arterial é maior que o retorno venoso. 
Está indo mais sangue e voltando menos ou nada. Usando o mesmo exemplo, se a 
artéria leva 50ml a veia drena 50ml, na congestão a artéria leva 50ml mas a veia drena 
20ml. Na congestão eu sempre vou ter um retorno venoso menor. 
Hiperemia ativa: se eu tenho mais sangue chegando em um determinado tecido, 
esse tecido vai ficar vermelho, hiperemiado. A hiperemia ativa acontece devido a uma 
vasodilatação. O vaso dilata, tanto a artéria quanto a veia, pra chegar e sair mais 
sangue, pra perfusão ser mais rápida. Só que essa hiperemia ativa pode ser de origem 
fisiológica ou patológica. Exemplo de hiperemia ativa fisiológica: quando uma pessoa 
faz atividade física aumenta a quantidade de sangue para a musculatura esquelética. 
A intensidade do exercício leva a vasodilatação. Durante a digestão ocorre 
vasodilatação para os órgãos do tubo digestório. Durante relações sexuais também 
ocorre hiperemia. Quando uma pessoa tem uma emoção mais intensão ocorre 
hiperemia na face. Na hiperemia ativa patológica um exemplo é a inflamação. Quando 
o indivíduo tem uma inflamação aguda ele vai apresentar sempre os 4 sinais cardinais, 
que são dor, rubor, calor e edema. O rubor é a hiperemia. Nas inflamações agudas a 
gente sempre vai ter uma hiperemia. Como a gente está falando de um processo 
inflamatório que envolve uma agressão, isso só pode ser patológico. 
Congestão: o sangue arterial está em maior quantidade que o retorno venoso. Se o 
sangue vai para um tecido e não retorna para a veia, ele fica retido. Não vai receber 
oxigênio. Esse tecido não fica vermelho. Como não está chegando sangue, não chega 
oxigênio também, as hemácias perdem oxigênio e a hemoglobina sofrem alterações, o 
que expressão uma coloração azulada, devido a cianose. Se eu não conseguir 
reverter essa situação e o tecido ficar cheio de sangue e oxigênio, o tecido entra em 
necrose. É dividida em aguda e crônica. A congestão aguda é aquela que envolve 
somente cianose. A congestão crônica é aquela que o órgão já está em necrose, é 
irreversível. No caso da congestão, a hemácia está presa no vaso sanguíneo, ela não 
foi pro tecido conjuntivo. A esofagite aguda é uma inflamação no esôfago, pode ter 
sido causada pelo consumo de bebidas quentes, pelo atrito do endoscópio na parede 
traqueal, ingestão de produtos de limpezas, pessoas que tentam suicídio ingerindo 
substancias agressivas, etc. Como é uma inflamação, é uma hiperemia ativa 
patológica. Congestão é aguda porque o órgão está cheio de sangue, ele ainda está 
vermelho mas possui algumas áreas de cianose. A congestão aguda é reversível. 
Causa da congestão: obstrução ao retorno venoso. Toda vez que temos uma 
obstrução venosa o sangue vai ficar retido no tecido. 
Quais são as possíveis causas de obstrução venosa? Trombo venoso, embolo 
venoso, tumor que cresce e comprime o vaso adjacente, uma vasoconstrição que 
afeta só aquela região da veia, etc. 
Supondo que determinado indivíduo entre no ambiente com os membros inferiores 
com uma tonalidade diferente, isso é uma congestão causada por uma diabete não-
controlada. O sangue precisa ser 3x mais viscoso que a agua. Quanto maior a 
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glicemia do indivíduo, mais viscoso é o seu sangue, então, se ele tiver um açúcar 
muito alto no sangue, o sangue dele vai ficar mais grosso. Consequentemente, vai 
haver uma congestão de membros inferiores porque o sangue dele é mais viscoso, 
então já passa mais devagar pelos vasos. Se a gente fizer uma vitamina com um copo 
de leite e um pedacinho de fruta, e outra com um copo de leite e uma fruta inteira, eu 
vou ter uma vitamina rala e uma grossa. Se eu virar os dois copos a rala cai toda, e a 
grossa demora a cair. Assim é o sangue do indivíduo com diabetes. Quanto maior a 
glicemia, mais viscoso e mais lentamente passa pelos vasos. Isso é chamado de 
hiperviscosidade sanguínea. Além disso, o coração vai bombear o sangue para a 
artéria. Então, pra descer vai ser mais fácil devido a ação da gravidade, a ejeção 
cardíaca e a contração dos músculos da artéria. Na situação contraria, pro sangue 
hiperviscoso vir das veias em direção ao coração, a gravidade não ajuda, eu não 
tenho o coração impulsionando de baixo pra cima, e as veias são pobres em 
músculos, então a contração é muito menor. Então, o sangue tende a se acumular nos 
membros inferiores. A congestão de membro inferior precede o pé diabético. O sangue 
retido é rico em glicose. O pé está sempre em contato com o solo, onde a gente tem 
bactérias anaeróbias, que adquirem energia através da glicose. Então, se essa 
bactéria entrar na circulação desse indivíduo, vai encontrar tudo que ela precisa. Muita 
glicose e pouco oxigênio. Basta o indivíduo ter uma pequena lesão nos pés. Para 
melhoras o quadro de cicatrização eu preciso melhorar a glicemia do indivíduo. 
Gestante no final da gestação tem o pé inchado e bem vermelho porque o peso do 
útero gravídico comprime veias femorais e ilíacas, então o sangue desce, mas não 
consegue retornar na sua totalidade porque as veias estão comprimidas. Quando eu 
tenho um volume maior de sangue no vaso, eu vou levar um quadro de edema, e ao 
mesmo tempo, se o sangue vai pela artéria e não volta pela veia, ele se acumula no 
membro inferior, então o pé da gestante começa a ficar vermelho, quente e pesado. O 
ideal é colocar os membros pra cima sempre que possível. Se eu tenho um volume 
maior de sangue dentro de um vaso, a forca sobre ele é maior. Ou seja, esse aumento 
causa lesão endotelial. Se o endotélio é lesado, a plaqueta agora pode aderir a 
parede, e ativa a coagulação sanguínea, formando um trombo. O coagulo vai formar e 
não vai se dissolver porque eu continuo tendo o problema, que é o aumento do volume 
de sangue, ou o sangue mais grosso... Quando o indivíduo tem um trombo, o tipo de 
medicação a ser usada é um anti-coagulante (impede a ativação das proteínas da 
coagulação), anti-agregante plaquetario (impede a agregação das plaquetas) e 
trombolítico (dissolver o trombo). 
Existem situações em que a pessoa aumenta a quantidade de proteínas da 
coagulação sanguínea, é normal. Se eu sofrer uma queimadura extensa pelo corpo, o 
meu organismo vai tentar reparar aquilo tudo, uma das maneiras é fazer com que meu 
fígado produza mais proteínas da coagulação. Na gestação, o fígado também 
aumenta a produção de proteínas da coagulação por causa dos hormônios 
gestacionais, que estimulam o fígado a produzir mais proteínas. Só que tem mulheres 
que no final da gestação, entram num estado de hipercoagulabilidade, quer dizer que 
elas produziram mais proteínas da coagulação que o necessário. Essa mulher, no fim 
da gestação, o útero gravídico está comprimindo as veias femorais e ilíacas. O sangue 
foi pelas artérias e não conseguiu retornar pelas veias, ficou retido no membro inferior. 
Então, quer dizer que eu tenho muito mais sangue na artéria do que deveria ter, então 
a forca sobre ela está maior. Se eu aumento a pressão na parede do vaso, eu permito 
a saída de liquido de dentro pra fora, então, o pé da gestante começa a inchar, até 
porque essa forca faça com que saia albumina, que é uma proteína pequena