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direito constitucional 2° bimestre

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da delegação legislativa e esta sustação terá efeitos ex nunc, e tem atos indelegáveis no art. 68 § 1, não podem ser objetos de delegação.
MEDIDA PROVISÓRIA: categoria especial de atos normativos primários emanados do poder executivo, que se revestem de força, eficácia e valor de lei.
Tem características que diferenciam as medias provisórias das leis: 1- órgão competente é o chefe do poder executivo; 2- caráter excepcional e efêmero; 3 - precariedade, pois podem ser rejeitadas a qualquer momento elo congresso nacional; 4- perda de eficácia desde o inicio (ex tunc) e 5- relevância e urgência. Processo legislativo a parte. Ato normativo primário, com força de lei. Editada pelo chefe do executivo. Art. 62. Novo ato editado pelo presidente em casos de medidas de urgência. É importante nossa estrutura constitucional foi votada com ideia de parlamentarista, com o plebiscito foi decidido o presidencialismo, por isso existe o presidencialismo de coalisão. A medida provisória produz efeitos imediatamente.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.  .
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
I – relativa a:  
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal processual penal e processual civil;  .
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;  .
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
II – que vise à detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; 
III – reservada a lei complementar;  .
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos artes. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes.  .
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. 
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.  .
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.  .
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. 
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados.  .
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional.  .
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.  .
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta se manterá integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.  .
Os pressupostos são relevância e urgência, simultaneamente, precisa os dois. Quando começou a existir tinha durabilidade de 30 dias om possibilidade de reedição. Mas como eram reeditadas diversas vezes ( o plano real foi medida provisória e foi reeditado quatro vezes até o congresso fazer virar lei). Até 11/07/2001, foi promulgada a emenda que reformou medida provisória, teve delimitação temática no § 1 art. 62. Art. 167§3. . Hoje a medida provisória dura 60 dias e não pode mais ser editada e esses 60 dias é o prazo para o congresso nacional transformá-la em lei
-relevância e urgência
-temporária= 60 dias (prorrogável uma vez por igual período) se não for convertida em lei em 60 dias pode ser prorrogada por igual período. A contagem do prazo da medida provisória fica suspenso no período de recesso.
Perde eficácia (ex tunc)
-delimitação temática.
Quando vai transformar a medida provisória em lei, forma uma comissão mista onde verifica a possibilidade de se emendar a medida provisória (tem casos de uma lei tratar de diversos assuntos, se trata de uma medida provisória emendada, porem isso não é o correto, a emenda deve se tratar do mesmo assunto da medida).
A medida provisória deve ser levada a plenário e votada em até 45 dias, senão tranca a pauta e a lei deve ser discutida. As mediadas provisórias, antes de serem apreciadas no plenário da câmara e do senado, são encaminhadas para uma comissão mista de deputados e senadores que apresentará um parecer sobre sua aprovação, em seguida remetida a câmara dos deputados, devem analisar a presença dos pressupostos constitucionais: relevância e urgência, após serem aprovadas por maioria simples, são encaminhados ao senado para analisar os requisitos constitucionais e em seguida deliberar sobre o mérito. Aprovada em ambas as casas a medida provisória é convertida em lei, remete ao presidente que determina a publicação da lei. A sanção só será necessário se a medida provisória sofrer alguma alteração no congresso nacional.
14 dias-emitir parecer
14 dias- discutir e votar-câmara dos deputados
14 dias discutir e votar-senado federal
Três dias volta à câmara dos deputados- 45 dias
Caso onde Michel Temer tentou burlar a regra de trancar a pauta para regime de urgência tentando votar o que interessasse nas seções extraordinárias. MS 27931, Rel. Ministro Celso de melo.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.  .
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria
I – relativa à.
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;  .
b) direito penal processual penal e processual civil; 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 
II – que vise à detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;  .
III – reservada a lei complementar.
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República.
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos artes. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. 
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo