A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
35 pág.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL  2° bimestre

Pré-visualização | Página 1 de 17

DIREITO PROCESSUAL CIVIL -2° BIMESTRE - 11-04-2016
Existe uma trilogia de pilares que apoiam toda a estrutura jurisdicional que são JURISDIÇÃO, AÇÃO E PROCESSO
JURISDIÇÃO: Função do juiz que deve pacificar os conflitos, esse é um poder do estado, a jurisdição também é um dever, dever do Estado de pacificar os conflitos. Jurisdição é um poder dever do Estado.
-CARACTERISTICAS
UNIDADE: a jurisdição é UNA, todos os juízes exercem a mesma função, desde o juiz ao ministro e essa função é jurisdicional, todos os juízes exercem a mesma função, por tudo separados por limites de competência; 
INDELEGABILIDADE, não se pode delegar a outros a função jurisdicional; 
IMPARCIALIDADE: não só como característica, mas como direito fundamental a jurisdição é imparcial, o juiz deve ser previamente instituído, respeito ao juiz natural, no impedimento por suspeição do juiz, pois este não pode estar interessado na causa, não pode ter vinculo intersubjetivo com as partes, nem dos advogados.
INÉRCIA: os processos não começam sozinhos, dependem da iniciativa de uma das partes interessadas, não serve nem u estado de oficio e nem outra pessoa, a pessoa precisa tirar a jurisdição da inercia para fazer valer seus interesses;
SUBSTITUTIVIDADE: ela substitui a vontade inicial das partes, o resultado no final do processo, substitui a vontade inicial do autor, para todos os efeitos, não pode voltar a traz, não pode decidir a voltar como se não tivesse tido o processo, o resultado é obrigatório, inclusive com emprego de medidas coercitivas, força (penhora, multa busca e apreensão, mandar prender). Vão obrigar a parte a cumprir com a decisão, mesmo que seja contrario ao seu interesse;]
EXCLUSIVIDADE: tendência a formação da coisa julgada material, característica que só adere as decisões judiciais, tem a imutabilidade da decisão, que garantem em larga medida a segurança jurídica; a decisão não vai mais ser revista ela fica em definitiva, imutável. DEFINITIVIDADE/ IMUTABILIDADE. 
MONOPOLIO DO ESTADO : só o Estado presta a jurisdição, mas agora com a possibilidade da arbitragem o monopólio não é absoluto (a arbitragem serve para bens disponíveis e patrimoniais) neste caso o arbitrário dá o direito da decisão somente julga o mérito, mas ainda cabe somente ao Estado o monopólio da força. 
 COMPETENCIA
-LIMITE DO EXERCICIO DA JURISDIÇÃO: o juiz só exerce a jurisdição nos limites da competência ao qual foi determinado, um não pode exercer a mesma função do ouro (o ministro do STF não pode ir à vara cível de colombo e o juiz de colombo não pode julgar no STF) a competência é o limite do exercício da jurisdição. Essas competências são todas fixadas em abstrato (ex. todos os casos dessa jurisdição só julga matéria bancaria).
-CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO: existem critérios para a fixação
Os critérios de território e do valor ligam-se a competência relativa, e a competência relativa é definida por critério vinculado ao interesse das partes, ou seja o que é conveniente, pratico para ambos ou para uma delas.
Os critérios funcional é ligado a pessoa e a matéria, são tomados em conta pelo legislador, para estabelecer regras de natureza absoluta, interessam a jurisdição, visam maior racionalidade, eficiência e segurança da atuação dos órgãos jurisdicionais. Todos os elementos necessários para estabelecer a competência devem constar na petição inicial: 1- território (dom das partes, localização do bem, onde se deu o acidente etc); valor atribuído a causa, matéria (causa de pedir), em razão da pessoa (identificação das partes) e função (o que levará a necessidade de identificar quem tem a competência originária para a causa)
Todos os critérios são utilizados simultaneamente para indicar a competência de determinado órgão jurisdicional
MATÉRIA: cuida do assunto da qual é fixada a demanda, (objeto da demanda) da matéria ex. justiça do trabalho, eleitoral. Dentro da justiça cível tem a divisão especializada em razão da matéria. (justiça de família). (tem penal e não penal, dentro do não penal tem trabalhista, eleitoral e residualmente sobra a justiça cível, dentro da cível tem as demais divisões). Em razão da matéria será sempre de natureza absoluta. A matéria interfere na fixação do primeiro grau de jurisdição (emprego na justiça do trabalho, divórcio não consensual na vara de família). Esta gera incompetência absoluta e pode ser decretada de oficio.
PESSOA: pessoa que está no polo da demanda ex. Justiça Federal (quem vai entrar com um órgão da união é Justiça Federal ) não importando a matéria. Ex Definida pelo art 109 na CF
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
§ 3º Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.
§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
Outro exemplo é a competência por prerrogativa de função é a hipótese do litigante com foro privilegiado.
HIERARQUIA/FUNCIONAL: a própria hierarquia determina a fixação de competência, como a competência originária dos tribunais. (STF, STJ) se não for originário o residual sobe para a justiça comum justiça de primeiro grau. Dai vai para o território (ex homologar sentença estrangeira)
TERRITÓRIO: depois de verificados acima se verifica o foro do município do réu. Poder de cada órgão jurisdicional incide em todo o território nacional, mas há uma repartição geográfica de atribuições, essa delimitação recebe o nome de foro, mas conforme o ramo do judiciário há variação do termo empregado, os juízes de direito dos estado atuam dentro dos limites das comarcas, os juízes federais nas seções e subseções judiciárias. Os tribunais regionais federais nas respectivas regiões. em regra quando o critério for territorial para analisar a competência o vicio é relativo, mas Tem exceção no art 47§1 parte final e 2° que gera incompetência absoluta.
Art. 47.  Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa.
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova.
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta.
VALOR DA CAUSA: hipóteses dos juizados especiais, causas pouco complexas (baixo valor) pode ser no juizado especial da justiça comum até 40 salários mínimos e acima de 60 SM vai no outro toda a causa tem valor, causa sem conteúdo econômico tipo FAZER, ainda se determina um valor. Importante no que diz respeito ao primeiro grau de jurisdição, nos juizados especiais cíveis um dos parâmetros é o valor da causa, (até 40 salários) também é um principio nos juizados especiais Federais (até 60 salários). Em algumas hipóteses é de competência relativa, porém o limite do valor impede que a causa seja julgada (portanto é absoluta) mas a causa de menor valor pode ser julgada no fórum central (relativa)
Os três primeiros critério fixam critérios de fixam critérios de natureza absoluta (vícios inafastáveis, insanáveis o juiz incompetente nunca será competente para julgar aquela demanda) neste caso pode ter que reiniciar o processo com o juiz competente. E os dois últimos fixam competência de natureza relativa (se a parte interessada no local do foro não se manifesta o juiz passa a ser competente,) o juiz que era incompetente passa a ser competente em razão da inercia da parte interessada, se o juiz perceber o processo continua de onde o processo parou e dá continuidade no novo juízo. Vicio relativo que se convalida no curso do processo
18-04-2016