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PROCESSO PENAL 2° BIMESTRE

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Justiça Militar Estadual também remete ao conceito de crime militar do art. 9º do
CPM, exigindo, assim, que: que o agente seja “militar do Estado”, ou seja, membro da polícia militar estadual, polícia rodoviária estadual ou bombeiro;
como explicado na Justiça Militar Federal, também na estadual, a jurisprudência tem exigido a
presença de um real interesse militar na atuação, ou seja, que a atividade tenha sido propter
officium. Isso porque também a atuação da Justiça Militar Estadual deve ser excepcional somente nos casos de efetiva violação de dever militar ou afetação direta de bens jurídicos militares.
Considerando que lesões corporais culposas ou mesmo homicídio culposo, quando decorrentes de acidente de trânsito, não são inerentes e peculiares à atividade militar, todo o oposto. Assim, a súmula restringe a competência da Justiça Militar aos casos em que ambos, autor e vítima, são militares em situação de atividade. Com isso, se a vítima do acidente de trânsito for um civil, situação bastante comum, a competência será da Justiça Comum Estadual. Quanto à possibilidade de o civil ser julgado na Justiça Militar Estadual, ao contrário da federal, aqui a Constituição adotou um critério objetivo-subjetivo. Ou seja, deve ser crime militar praticado por militar do Estado, descartando completamente a possibilidade de um civil ser julgado na Justiça Militar Estadual
2.1. COMPOSIÇÃO: em primeiro grau parecida com a federal, existe auditoria militar, formado por juiz de direito e outros representantes das forças armadas, em segundo grau se houver um contingente mínimo de contingente no estado (muitos militares por conta da baixa demanda (existe em são Paulo, no Paraná não tem) então se julga na justiça comum.
2.2 CRITÉRIOS: critério objetivo: estar previsto no código militar. Segundo objetivo ser de interesse da justiça militar, e o terceiro objetivo são ser militar
2.3 POSSIBILIDADE DE JULGAR CIVIL: . Neste caso civis são julgados na justiça comum se praticarem crimes contra as forças armadas
2.4 CRIME DOLOSO CONTRA A VIDA . Crime doloso contra a vida não é julgado na justiça militar e sim no tribunal do júri, mesmo cometido pelo militar, por dois motivos, o tribunal do júri está previsto na CF, teve reforma no CPM e o próprio código diz que o tribunal militar diz que não pode julgar crime doloso contra a vida.
2.5 JUIZADO ESPECIAL: crimes militares serão julgados sempre dentro da estrutura militar por isso não serão criados juizados especiais, e o juizado especial não cabe para os militares
2.6 LATROCINIO: por ser crime contra o patrimônio o latrocínio não é encaminhado para o tribunal do júri, portanto é julgado na justiça militar.
JUSTIÇA (ESPECIAL) ELEITORAL: tem prevalência com as justiças comuns. Assim, sempre que tivermos um crime eleitoral conexo com um crime comum, previsto no Código Penal, a competência para julgamento de ambos (reunião por força da conexão) será da Justiça Eleitoral. Os únicos crimes em que tal reunião dá ensejo a grande discussão são aqueles de competência do Tribunal do Júri (previstos no art. 74, § 1º, do CPP), especialmente o de homicídio doloso. Nesses casos, tem prevalecido atualmente a posição de que, quando o crime eleitoral for conexo com o homicídio doloso (ou outro de competência do júri), haverá cisão: o crime eleitoral será julgado na Justiça Eleitoral e o homicídio, no Tribunal do Júri. Isso porque a competência do júri é constitucional, prevalecendo sobre o disposto em leis ordinárias (como o Código Eleitoral e o CPP).
Em primeiro grau, a Justiça Eleitoral é composta pelos juízes eleitorais, que são, na verdade, juízes estaduais investidos temporariamente dessa função. Em segundo grau estão os Tribunais Regionais Eleitorais e, acima deles, o Tribunal Superior Eleitoral.
04-05-2016
JUSTIÇA FEDERAL: Crimes de competência da justiça federal , não existe hierarquia entre justiça federal e justiça estadual, oque existe é uma distribuição de competência entre elas, a justiça federal é mais específica. Art 109 da CF. COMPETÊNCIA EM RASÃO DA MATÉRIA É SEMPRE ABSOLUTA. A competência da Justiça Federal é residual em relação às especiais, sendo sua atuação restrita aos crimes que não sejam de competência daquelas. Por outro lado, prevalece sobre a outra Justiça Comum, a Estadual, pois é considerada mais graduada nos termos do
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País;
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional;
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo; 
VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;
VII - os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;
VIII - os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar;
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização;
XI - a disputa sobre direitos indígenas.
§ 1º As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte.
§ 2º As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.
§ 3º Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.
§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
CARACTERISTICAS GERAIS:
CRIMES POLITICOS: crimes previstos na lei 7.170/83 leis dos crimes contra a segurança nacional. Muito raro na pratica, era estigmatizada no período da ditadura militar, eram julgados perante o tribunal militar e a constituição afastou essa possibilidade e pois na justiça federal
COTRAVENÇÕES: . A própria constituição afasta da justiça federal a possibilidade de julgar contravenções.