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PROCESSO PENAL 2° BIMESTRE

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VAI PARA MILITAR, DO CONTRARIO SEPARA
        II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores. CONCURSO ENTRE IMPUTAVEIS OU INIMOUTAVEIS, CADA UM VAI PARA SEUA JUSTIÇA.
        § 1o  Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum co-réu, sobrevier o caso previsto no art. 152. SE ALGUM DOS CORRÉUS VERIFICAR DOENÇA MENTAL SUPERVENIENTE AO CRIME, POIS A ESSE CORRÉU O PROCESSO FICARÁ SUSPENSO, POR ISSO OCORRE A SEPARAÇÃO 
        § 2o  A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver co-réu foragido que não possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461. PROCESSO SUSPENSO SE UM DOS CORRÉUS ESTIVER FORAGIDO, QUANDO UM DOS REUS É CITADO E OUTRO NÃO 
- No concurso de jurisdição comum e a militar, é obrigado a separar (militar estadual)
Sumula 90 do STJ compete a militar julgar o militar e a justiça comum vai julgar o que lhe compete.
-No concurso entre jurisdição comum e o juízo de menores.
§ 1 e 2 do inciso 2 
Art 80 e 81 que falam da cisão facultativa.
O juiz pode separar os processos se existir um numero exagerado de acusados (alguns presos e outros não o soltos querem adiar o processo) ou por outro motivo relevante, o juiz putar a separação se julgar conveniente. 
Não existia a previsão da união dos processos no cog barroco Manzini 
O código deixa um amplo espaço para que o juiz decida por cisão processual, evitando o julgamento simultâneo por conexão ou continência. 
        Art. 80.  Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não Ihes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
        Art. 81.  Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos.
        Parágrafo único.   Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.
        Art. 82.  Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos diferentes, a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante os outros juízes, salvo se já estiverem com sentença definitiva. Neste caso, a unidade dos processos só se dará, ulteriormente, para o efeito de soma ou de unificação das penas.
02-06-2016
lei 12694: lei do juiz sem rosto. Execução de uma juíza no RJ (Patricia Acioli) maneira de proteger mais o juiz, pode chamar outros juízes. Lei de julgamentos colegiados em 1 grau. Essa lei pode ser aplicada. Utilizada quando o juiz corre risco de morte por causa do processo.
O Julgamento Colegiado para os Crimes Praticados por Organização Criminosa – Lei n. 12.694/2012
A Lei n. 12.694, sancionada em 24 de julho de 2012, criou uma nova figura na estrutura jurisdicional, o chamado órgão colegiado de primeiro grau. Segundo a nova lei, nos processos de conhecimento (e respectivo procedimento) ou de execução, que tenha por objeto crimes praticados por organizações criminosas, o juiz natural do caso penal poderá decidir pela formação de um órgão colegiado, composto por mais dois juízes, para a prática de qualquer ato processual.
Segundo o art. 1º da lei, esse colegiado poderá decidir, “especialmente” (portanto, o rol é exemplificativo), sobre:
I – decretação de prisão ou de medidas assecuratórias;
II – concessão de liberdade provisória ou revogação de prisão;
III – sentença;
IV – progressão ou regressão de regime de cumprimento de pena;
V – concessão de liberdade condicional;
VI – transferência de preso para estabelecimento prisional de segurança máxima; e
VII – inclusão do preso no regime disciplinar diferenciado.
A lei enumera, exemplificativamente, algumas decisões de maior envergadura, tomadas nos processos de conhecimento. São decisões sobre prisão e liberdade provisória (onde agudiza-se o tensionamento do poder punitivo com a liberdade individual) e a própria sentença, ato jurisdicional por excelência.
contexto
premissas: 2 premissas 
-primeira é que se trate de organização criminosa (não havia lei que esclarecia a organização criminosa, sob pena de violar o principio da legalidade então surgiu a lei das organizações criminosas Lei 12 850/ 2013. No art 1 especifica o que é organização criminosa. Lei traz conceito de organização criminosa, métodos novos de investigação, (agente infiltrado) começa a falar de delação criminosa.
-deve existir uma ameaça concreta , p
COMPETÊNCIA: A competencia deste órgão colegiado esta limitada ao ato para o qual foi convocado
O juiz da causa poderá instituir esse colegiado indicando os motivos e as circunstâncias que – segundo seu juízo – acarretam riscos “à sua integridade física”, através de decisão fundamentada, da qual será dado conhecimento ao órgão correicional.
Dois pontos merecem ser destacados neste § 1º do art. 1º: o juiz valora os riscos para sua integridade física e decide em seu próprio interesse, ou seja, ele decide em causa própria; e o segundo aspecto é que essa decisão será objeto de mera comunicação para o órgão correicional.
Considerando o risco de violação de diversas garantias constitucionais, a formação de órgão colegiado deve ser considerada uma medida extrema, reservada para situações realmente graves. Por isso, a decisão do juiz pela composição do órgão colegiado deverá ser fundamentada em motivos reais, concretos e não fruto de ilações fantasmagóricas.
dever de fundamentação concreta: para que se tenha uma aplicabilidade o juiz deve fundamentar de forma concreta a ameaça deve ser real para ele, o juiz não pode simplesmente invocar a lei pelo simples medo. A utilizar alei ele aplica o colegiado
 1.4 composição: vão ser três juízes, um julga a causa outros dois auxiliam, cada ato processual invoca a lei e chama os dois juízes que vão decidir juntos. Esse colegiado será composto pelo juiz do processo e por outros 2 (dois) juízes escolhidos por sorteio eletrônico, dentre aqueles que possuam competência criminal em primeiro grau. Caberá aos tribunais (de justiça ou regionais federais) expedir normas regulamentando a composição deste colegiado e os procedimentos a serem adotados para seu funcionamento, incluindo-se a forma deste “sorteio eletrônico”
sigilo: A lei diz que a invocação deste colegiado em primeiro grau é sigilosa. O juiz não diz as partes que está invocando a lei. Após a decisão pode ser descoberto se foi invocada a lei. 
As reuniões poderão ser feitas de forma eletrônica (videoconferência, e-mails, msn etc.) e serão sigilosas, quando a publicidade gerar risco para a eficácia da decisão. O meio (eletrônico) justifica-se na medida em que juízes de cidades diferentes poderão integrar o colegiado, dificultando a reunião no mesmo lugar físico.
votos divergentes: a lei diz que estes três juízes vão dar uma decisão só.
Seguindo o mandamento constitucional (art. 93, IX da CF), as decisões serão fundamentadas e firmadas por todos os integrantes, sendo publicadas. O maior problema está na parte final do art. 1º, § 6º, da Lei n. 12.694/2012: as decisões serão publicadas “sem qualquer referência a voto divergente de qualquer membro Não há como conciliar a garantia constitucional com essa “ocultação” do voto divergente.
Críticas: baixa eficiência da lei, pouco aplicada, 
Muito burocrática o juiz rem que chamar para todos os atos
Viola o principio do juiz natural, viola a regra de competência.
Viola o principio do contraditório já que as partes não podem atuar em todas as partes do julgamento
Viola o principio da imparcialidade, pois o juiz vai aplicar a lei quando já está decidido a condenar.