Apostila Contabilidade de Custos

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industrial etc.. Os encargos financeiros não aumentam o valor dos ativos e representa o 
quanto se está deixando de obter de lucro (ou tendo-se de acréscimo ao prejuízo), por não 
se estar utilizando o capital próprio. Por não representarem gastos relativos aos ativos, e 
sim derivados dos passivos, e por não agregarem valor aos bens que financiam, são 
tratados como despesas. 
 
 
 
 
Exemplo: 
 A empresa “S/A” nos anos de 2006 e 2007,  vende 100.000 unidades a R$ 6,00 cada uma. 
Os custos são os mesmos nos dois anos: R$ 3,00 de Custo Variável pôr unidade e R$ 



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90.000,00 de Custos Fixos Totais.  Não existe estoque inicial em 2006 e foram produzidas 
100.000 unidades, em 2007 foram produzidas 150.000 unidades, ficando a empresa com 
um estoque final de 50.000 unidades. 
          

 D.R. E (DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO) ANO 2010 

                 

Vendas (100.000 und. X 6,00) R$ 600.000,00 

(-) CPV - Custos variável  (100.000 und x 3,00 R$ 300.000,00 

(-) Custos fixos (90.000,00) R$ 90.000,00 

(=) Lucro  R$ 210.000,00 

 

D.R. E (DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO) ANO 2007 

               

Vendas (100.000 und. X 6,00) R$ 600.000,00 

(-) CPV  = 100.000 x (150.000 und x 3,00 + 
90.000,00/ 150.000 un)  

R$ 360.000,00 

(=) Lucro  R$ 240.000,00 
   (*) Estoque final de 50.000 und. No valor de R$ 180.000,00. 

 
4.2 - CUSTEIO VARIÁVEL (OU DIRETO).  
              
                   É um tipo de custeamento que consiste em considerar como custo de 
produção do período apenas os custos variáveis incorridos. Os custos fixos, pelo fato de 
existirem mesmo que não haja produção, não são consideradas como custos de produção 
e sim como despesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. 
                   Desse modo, o custo dos prodtos vendidos- CPV e os Estoques Finais de 
Produtos em elaboração e produtos acabados só  conterão custos variáveis. A legislação 
fiscal brasileira não admite a determinação dos custos dos produtos pôr esse método de 
custeio. 
                   O Custeio Variável fere os princípios contábeis da realização, competência e 
confrontação, porque os custos fixos são reconhecidos como despesas mesmo que nem 
todos os produtos fabricados tenham sido vendidos. É o método de custeio indicado para 
tomada de decisão dos administradores  da indústria.   
             

D.R. E (DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO) ANO 2006 

            

Vendas (100.000 und. X 6,00) R$ 600.000,00 

(-) CPV = Custos variável  (100.000 und x 
3,00) 

R$ 300.000,00 

(=) Margem de contribuição R$ 300.000,00 

(-) Custos fixos (90.000,00) R$ 90.000,00 

(=) Lucro  R$ 210.000,00 

                             

D.R. E (DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO) ANO 2007 

                 

Vendas (100.000 und. X 6,00) R$ 600.000,00 

(-) CPV = Custos variável  (100.000 und x 
3,00) 

R$ 300.000,00 

(=) Margem de contribuição R$ 300.000,00 

(-) Custos fixos (90.000,00) R$ 90.000,00 

(=) Lucro  R$ 210.000,00 

(*) Estoque final de 50.000 und. No valor de R$ 150.000,00. 
 
       Nos exemplos acima vimos que pelo Custeio pôr Absorção o aumento nas 
quantidades produzidas aumenta o llucro (embroa a empresa não tenha aumentado suas 
vendas) enquanto que no Custeio Variável o lucro permaneceu constante nos dois anos. A 



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diferença entre os Lucros apurados pelos dois métodos em X2 é exatamente a diferença 
nos estoques. 
 
 
Resumo: 
 

Lucro pelo Custeio por absorção 2002 R$ 240.000,00 

(-) Diferença nos estoques (150.000,00-180.000) R$ (30.000,00) 

(=) Lucro pelo custeio variável 2003 R$ 210.000,00 

 
 A diferença nos estoques pelos dois métodos é devido ao Custo Fixo.   
 
 
4.3 - CUSTEIO PADRÃO (CUSTO-PADRÃO) 
 
                   Custeio Padrão é o método pelo qual o custo dos produtos vendidos é 
determinado com base em padrão. Esse método de custeio é admitido pela legislação 
fiscla brasileira, de acordo com o Parecer Normativo nº 167 06/79, desque que o padrão 
incorpore todos os elementos constitutivos do custeio pôr absorção, ou seja, custos diretos 
e indiretos, fixos e variáveis, e  que a avaliação dos estoques na data do encerramento do 
exercício social não seja discrepante da que seria obtida com o emprego do custo real. 
                    No custeio padrão é obrigatório o rateio das variações verificadas entre o 
custo padrão e o custo real. 
                    As diferenças entre o custo-padrão e o custo real são objetos de análise da 
contabilidade de custos, com o objetivo de ocntrole de gastos e medida de eficiência.   
 
4.3.1- OBJETIVOS DO CUSTEIO PADRÃO 
 
                    O objetivo principal da utilização do sistema de custeio padrão é  o controle 
dos custos, ou seja, com base nas metas fixadas para condições normais de trabalho é 
possível: 
 
 Apurar os desvios do realizado em relação ao previsto. 
 Identificar as causas dos desvios. 
 Adotar as medidas corretivas para não-reincidência de erros ou para melhoria do 

desempenho. 
 
4.3.2 - CUSTO- PADRÃO 
 
                     O Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os 
produtos de sua linha de fabricação, levando-se em consideração as características 
tecnológicas do processo produtivo de cada um, a quantidade e os precos dos insumos 
necessários para a produção e o  respectivo  volume desta. 
                     Assim, define-se o padrão para  os gastos com materiais, mão-de-obra e 
gastos gerais de fabricação. 
 
4.3.3 - CUSTO- REAL 
           
                     O Custo Real é o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado 
período de produção. Se o Custo real for superior ao Custo Padrão, a variação (diferença) 
ai ocorrida seria considerada DESFAVORÁVEL, uma vez que o custo efetivo foi maior que 
o  estabelecido como meta para a empresa. Se ocorrer o contrário, o Custo real ser inferior  
ao custo –Padrão, a variação será considerada como FAVORÁVEL, uma vez que  a 
empresa apresentou custo menor do que o estabelcido como meta. 
 Custo Padrão maior Custo Real =  FAVORÁVEL 
 Custo Padrão menor Custo Real = DESFAVORÁVEL 

 



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4.3.4 - CUSTO PADRÃO COMO CONTROLE DE CUSTOS 
 
                    O Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso para que a empresa tenha 
controle sobre os seus custos, comparando os que deveriam ser (custo-padrão) como os  
que efetivamente  ocorreram (Custo real). Desta comparação,a empresa industrial, ao 
analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo, pode descobrir: 
 
 Se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria; 
 Se pagou preço adequado pôr estes materiais; 
 Se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia 

esperar; 
 Se a produtividade da mão-de-obra está aumentando ou diminuindo, etc,. 

 
                   Além disso, o que é talvez o mais importante, ao detectar as ineficiências, a 
empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá 
cortar custos e aumentar a sua  lucratividade. 
 
 4.3.5 - CONTABILIZAÇÃO DO CUSTO-PADRÃO 
    
                  Pelo apresentado anteriormente, ficou claro que a maior utilidade do Custo-
Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento 
para  a empresa detectar suas ineficiências. 
 
                   Para atingir este objetivo, não há necessidade de o Custo-Padrão servir de 
base para os lançamentos contábeis da empresa. A comparação entre o Custo real e o 
Custo-Padrão pode ser feita de forma extra-contábil, através de relatórios especiais. 
                   Entretanto, há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo 
Real e o Custo Padrão na própria
flavia amor fez um comentário
  • mercado financeiro av1
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    Denilson Rocha Avelino fez um comentário
  • QUAL A SOLUÇÃO DA QUESTÃO 3 DO Execício nº 020/2011
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