Genética de populações
8 pág.

Genética de populações

Disciplina:GENÉTICA MOLECULAR94 materiais1.347 seguidores
Pré-visualização50 páginas
sangüíneo P1 são aqueles cujas hemácias aglutinam quando suspensas

no anti-soro anti-P1, sendo os do grupo P2 aqueles em que isso não ocorre.

C a s a i s F i l h o s
Tipo No. P1 P2 Total
P1 × P1 194 471 53 524
P1 × P2 93 169 71 240
P2 × P2 17 1 38 39

Considerando que na população da qual procedem as famílias estudadas a

freqüência do grupo sangüíneo P2 pode ser estimada em 20,25%, teste a hipótese de que os

grupos sangüíneos P1 e P2 decorrem de um par de alelos autossômicos e que do fenótipo P1

é dominante, empregando o método de Snyder (1932). Para tanto, parta do pressuposto de

que já foi demonstrado que:

a) As proporções de indivíduos P1 e P2 entre os cônjuges do sexo masculino não

diferem significativamente das observadas entre os do sexo feminino.

b) O número de casais compostos por marido P1 e mulher P2 e o de casais

constituídos por marido P2 e mulher P1 não diferem significativamente.

c) A proporção de indivíduos P1 e P2 entre os filhos dos diferentes tipos de casais é

independente do sexo.

87

cubo multimidia
Text Box

 80

R 1. Pode-se aceitar a hipótese de que os grupos sangüíneos P1 e P2 decorrem de um par de

alelos autossômicos sendo o fenótipo P1 dominante. De fato, se q
2
 = 0,2025, tem-se

q = 20250, = 0,45 e, comparando, inicialmente, as proporções observadas dos três tipos de

casais com as esperadas numa população em equilíbrio de Hardy e Weinberg obtém-se um

qui-quadrado com dois graus de liberdade (χ2(2) = 1,897; 0,30<P<0,50) que indica que as

diferenças entre essas proporções não são significativas.

Casais Observado Esperado
P1 × P1 194 304 (1 – 0,2025)

2 = 193,3

P1 × P2 93 608 × 0,2025 (1- 0,2025) = 98,2
P2 × P2 17 304 × 0,0410 = 12,5
Total 304 304,0

 Em seguida, comparando os números observados de filhos P1 e P2 resultantes dos

casais P1 × P1 e P1 × P2 com os esperados segundo o método de Snyder (1932) obtém-se

valores de qui-quadrado que indicam não serem significativas as diferenças encontradas.

Filhos P1 Filhos P2 Casais
Obs. Esp. Obs. Esp.

χχχχ2(1)

P1 × P1 471 473,7 53 50,3 0,160; 0,50<P<0,70
P1 × P2 169 165,5 71 74,4 0,225; 0,50<P<0,70
P2 × P2 1 0 38 39,0

Q 2. Ao estudar 50 famílias quanto ao fenótipo secretor de substâncias grupo-específicas do
sistema ABO, Schiff e Sasaki (1932) encontraram a distribuição apresentada na tabela
abaixo.

Irmandades Número de Irmandades
Casais i n Apenas

Secretores
Com Não-
Secretores

1 4 3 1
2 9 7 2
3 3 3 -
4 3 3 -
5 3 2 1
6 2 1 1

Se_ × Se_

7 1 1 -
1 3 3 -
2 8 2 6
3 5 2 3
4 2 1 1
5 1 - 1
6 1 - 1

Se_ × sese

7 1 1 -
2 3 - 3 sese × sese
6 1 - 1

88

cubo multimidia
Text Box

 81

Considerando que, na população da qual procedem essas famílias a freqüência de

indivíduos não-secretores pode ser estimada em 29%, teste a hipótese de que os fenótipos

secretor e não-secretor decorrem de um par de alelos autossômicos e que o fenótipo

secretor é dominante, empregando o método de Fisher (1939).

Para tanto, parta do pressuposto de que já foi demonstrado que:

a) As proporções de indivíduos secretores e não-secretores entre os cônjuges do

sexo masculino não diferem significativamente das observadas entre os do sexo feminino.

b) O número de casais constituídos por marido secretor e mulher não-secretora e o

de casais compostos por marido não-secretor e mulher secretora não diferem

significativamente.

c) A proporção de indivíduos secretores e não-secretores entre os filhos dos

diferentes tipos de casais é independente do sexo.

R 2. Pode-se aceitar a hipótese de que os frenótipos secretor e não-secretor são
determinados por um par de alelos autossômicos sendo o fenótipo secretor dominante por
causa dos resultados abaixo (q2 = 0,29; q = 290, = 0,54):

Casais i n P Esp. Obs.
1 4 0,88 3,52 3
2 9 0,79 7,11 7
3 3 0,72 2,16 3
4 3 0,67 2,01 3
5 3 0,63 1,89 2
6 2 0,60 1,20 1
7 1 0,58 0,58 1

Se_× Se_

Total 25 18,47 20
1 3 0,65 1,95 3
2 8 0,48 3,84 2
3 5 0,39 1,95 2
4 2 0,34 0,68 1
5 1 0,32 0,32 -
6 1 0,31 0,31 -
7 1 0,31 0,31 1

Se_× sese

Total 21 9,36 9
2 3
6 1

sese × sese
 Total 4

Casais Irmandades Obs. Esp. χχχχ2(1)
Apenas Se_ 20 18,47

Se_× Se_ Com sese 5 6,53
0,485; 0,30<P<0,50

Apenas Se_ 9 9,36
Se_× sese Com sese 12 11,64

0,025; 0,80<P<0,90

89

cubo multimidia
Text Box

 82

.Q 3. Um pesquisador verificou que os seres humanos podiam ser classificados em um

grupo positivo ou negativo conforme as suas hemácias aglutinassem ou não quando

suspensas em um anti-soro por ele descoberto. As proporções de homens e de mulheres

com respostas positiva (+) e negativa (-) não diferiram significativamente, permitindo

estimar que 36% dos indivíduos dão resposta positiva e 64% resposta negativa. Os casais

positivo × positivo geraram filhos positivos e negativos, mas os casais negativo × negativo

geraram apenas filhos com resposta negativa.

O referido pesquisador estudou a freqüência do caráter em questão, analisando 100

pares de mães e filhos(as), entre os quais anotou 25 pares ++, 9 pares +-,10 pares -+ e 56

pares --. Verificar se é possível aceitar a hipótese de que os grupos positivo e negativo têm

determinação monogênica autossômica, sendo o grupo negativo recessivo em relação ao

grupo positivo.

R 3. Pode-se aceitar a hipótese de que o caráter em questão tem determinação monogênica

autossômica e que o grupo negativo é recessivo, porque:

q
2
 = 0,64; q = 0,8; p = 1 - 0,8 = 0,2.

Mães Filhos + Filhos - Total
+ 25 (23,2) 9 (12,8) 34
- 10 (12,8) 56 (51,2) 66

Total 35 65 100

Mães: χ2(1) = 0,174; 0,50<P<0,70
Filhos: χ2(1) = 0,043; 0,80<P<0,90

Mães × Filhos: χ2(1) = 0,022; 0,80<P<0,90
Pares: χ2(3) = 2,330; 0,50<P<0,70

Q 4. Um pesquisador verificou que os seres humanos podem ser classificados em normais e

deficientes conforme apresentem ou não uma enzima eritrocitária ativa em certas condições

experimentais. Verificou, também, que dentre 100 homens examinados, 12 foram

classificados como deficientes, enquanto que, dentre 100 mulheres estudadas, apenas uma

não apresentou atividade da enzima eritrocitária em apreço.

O estudo de 100 famílias quanto aos fenótipos normal e deficiente mostrou a

distribuição apresentada na tabela abaixo. Com base nesses dados é possível aceitar a

90

cubo multimidia
Text Box

 83

hipótese de que esses fenótipos são determinados por um par de alelos do cromossomo X, e

que o fenótipo normal é dominante nas mulheres?

Casais F i l h o s F i l h a s
Marido×Mulher No. Normais Deficientes Total Normais Deficientes Total
Normal×Normal 87 117 15 132 128 - 128
Normal×Deficiente 1 - 1 1 3 - 3
Deficiente×Normal 12 24 2 26 19 3 22

R 4. Pode-se aceitar a hipótese de herança monogênica ligada ao sexo e que o fenótipo

normal é dominante nas mulheres porque:

Ma = 12 Faa = 1

MA = 88 FA_ = 99

q =
600

)142001(744788 ×++− ..
= 0,11

p = 1 - 0,11 = 0,89

Marido×××× Mulher Obs. Esp.
Normal × Normal 87 87,9

Normal × Deficiente 1 1,1
Deficiente × Normal 12 10,9
Normal × Deficiente - 0,1

χ2(3) = 0,229; 0,95<P<0,98

Casais F i l h o s F i l h a s

Marido × Mulher Normais Deficientes Total Normais Deficientes Total

117 (118,9) 15 (13,1) 132 128 - 128
Normal × Normal χ2(1) = 0,306; 0,50<P<0,70

24 (23,4) 2 (2,6) 26 19 (19,8) 3 (2,8) 22
Deficiente × Normal χ2(1) = 0,154; 0,50<P<0,70 χ

2
(1) = 0,323; 0,50<P<0,70

REFERÊNCIAS

Beiguelman, B. Hereditariedade