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RESUMÃO COMPLETO DE TODA A MATÉRIA DE DIREITO CIVIL II (FEITO POR UM AMIGO)

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a condição. A doa a B o usufruto de uma coisa (uso e gozo) sob condição 
suspensiva e aliena a C a sua propriedade. Válida será tal alienação porque não há 
compatibilidade entre a nova disposição e a anterior. 
 
 Prescrição: não há prescrição, se pendente a condição suspensiva (art.199-I) 
 
 Atos de Conservação: A condição suspensiva não obsta o exercício dos atos destinados 
a conservar o direito a ela subordinado. O devedor poderá praticar os atos normais de 
gestão e até perceber os seus frutos, mas todos os riscos correrão por sua conta (art. 130). 
 
 Data do Cumprimento: data do implemento da condição, cabe o credor provar que o 
devedor teve ciência de tal implemento. (art. 332) 
 
 Perda e Deterioração da Coisa: art. 234 – 236. 
 
2. Condição Resolutiva (art. 127): quando a ineficácia do ato negocial se subordina a um 
evento futuro e incerto. Verificada a condição a obrigação se desfaz retroativamente, como se 
nunca tivesse existido (art.1359 CC). 
 
Negócio Jurídico = Aquisição do Direito e Produção dos Efeitos Jurídicos => Implemento da 
condição resolutiva = resolve-se o NJ (extingue-se o Direito) 
 
Ex. compra e venda de uma fazenda sob a condição de o negócio se desfazer se gear nos 
próximos três anos. 
 
Os riscos da coisa alienada são do credor ou adquirente. A resolução supõe a restituição do 
objeto. 
 
Ex. No exemplo acima da fazenda, se houver uma enchente por conta de uma quebra de 
barragem, quem arca com a perda é o comprador. 
 
Conseqüências da Condição Resolutiva: 
 
Perda e Deterioração: como o direito se adquire de pleno direito, o possuidor suporta a perda ou 
deterioração. 
 
3. Modais: encontram-se oneradas como um modo (encargo). É a cláusula acessória que impõe 
um ônus à pessoa natural ou jurídica contemplada na relação creditória. 
 
Ex. obrigação imposta ao donatário de construir no terreno doado uma escola. Ele terá que 
empregar o bem recebido pela maneira e com a finalidade estabelecida pelo doador. Se não 
construir a escola resolve-se a obrigação. 
 
Conseqüências: 
 
CC arts. 136 e 137. 
 
Não Cumprimento: revogação da liberalidade. Pode ser cumprido por outrem (desde que não 
personalíssimo) e exigido pelos herdeiros, beneficiários, MP (se for do interesse público). 
 
4. A Termo (prazo): as partes subordinam os efeitos do ato negocial a um evento futuro e certo. 
Termo é o dia em que começa ou se extingue a eficácia do negócio jurídico. Não atua sobre 
a validade do negócio, mas sobre seus efeitos. 
 
Inicial (dies a quo): o direito só se torna exercitável com a superveniência do termo (art. 131). 
 
Obs: O devedor pode pagar antes do termo, mas o credor não pode exigir a obrigação antes do 
prazo, salvo nos casos verificados no art. 133, I a III, do CC. Os atos destinados ä conservação 
do direito já são permitidos. 
 
Ex. Uma locação só se iniciará daqui a dois meses e o locatário já pode exercer os atos de 
conservação. 
 
Final (dies ad quem): determina a data da cessação dos efeitos do ato negocial extinguindo as 
obrigações dele oriundas. 
 
Certo: quando estabelece a data do calendário (dia, mês e ano) ou quando fixa um certo lapso 
de tempo. 
 
Incerto: refere-se a acontecimento futuro que ocorrerá em data indeterminada. 
 
Ex. a transferência de determinado imóvel será realizada a partir da morte de seu proprietário. A 
morte é sempre certa, a data é que é incerta. 
 
Obrigações de Meio e de Resultado 
 
Obrigações de Meio: o devedor se obriga tão-somente a usar de prudência e diligência normais 
na prestação de certo serviço para atingir um resultado sem, contudo, se vincular a obtê-lo. O 
conteúdo é a própria atividade do devedor. 
Ex: contrato de prestação de serviços médicos (operação plástica reparadora) ou advocatícios. 
 
 
Obrigações de Resultado: o credor tem o direito de exigir do devedor a produção de um 
resultado. O conteúdo é a produção de um resultado útil ao credor. 
Ex: contrato de transporte, ou empreitada de uma obra, ou operação plástica estética. 
 
 
 
Transmissão das Obrigações (Arts. 286 -303 CC). 
 
 
Cessão de Crédito: É um negocio jurídico bilateral onde o credor transfere a terceiro seu direito 
de credito contra o devedor (é quando o devedor fica sabendo da cessão de crédito e transmite 
o valor direto para o cessionário). 
 
Partes: Credor = cedente; terceiro = cessionário; devedor = cedido. 
 
A doutrina costuma classificar as seguintes espécies: 
1. Cessão Onerosa: O cessionário paga pelo recebimento do crédito (é quando se vende um 
crédito a um terceiro). 
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao 
cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas 
cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé. 
Ex: compra e venda; empresas de factoring: vc troca um cheque de terceiro na factoring que era 
pra 30 dias no valor de R$ 1.000,00. A factoring fica com o cheque e paga R$ 900,00 a vc. 
 
2. Cessão Gratuita: não há contraprestação por parte do cessionário. Ex: doação. 
 
3. Voluntária: Emana da vontade livre do cedente e do cessionário. A voluntária você escolhe, 
pode ser onerosa ou gratuita. 
 
4. Legal/Necessária: Acontece por força da lei. Toda cessão de crédito depende de um acordo 
de vontade (o que for expresso na lei é legal ou necessária). 
Obs: Fazer por exclusão, se não for legal (estiver escrito na lei) será voluntária. 
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a 
convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-
fé, se não constar do instrumento da obrigação. 
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios. 
Ex: Cessão de crédito (vontade) + Hipoteca (lei): A deve um empréstimo ao BB e transfere para 
o Bradesco, a hipoteca segue junto. 
 
5. Judicial: Tem origem na sentença (decisão). Ex. partilha, adjudicação: quando há apenas um 
herdeiro, o juiz não vai fazer uma partilha, fará uma adjudicação passando o bem para o 
herdeiro. 
 
6. Pro Soluto: O credor transfere seu crédito em pagamento a obrigação sua com o cessionário. 
Ex: “A” deve R$100 a “B”. “C” deve R$100 a “A”. “A” com intenção de pagar a “B” cede seu 
crédito junto a “C”. 
 
7. Pro Solvendo: o credor transfere seu crédito em garantia de pagamento a obrigação sua com 
o cessionário. Ex1: eu sou credor e também devedor. Devo R$ 200,00 a A em 15 dias e B 
me deve R$ 500,00 em 30 dias. Eu dou o cheque de R$ 500,00 em garantia a A, para daqui 
a 15 dias pagar R$ 200,00 a A e pegar o cheque de R$ 500,00 de volta. (poderia ser de 
mesmo valor). Ex 2: pego um dinheiro emprestado e dou um cheque de um terceiro em 
garantia, e no dia do vencimento eu pego o cheque do meu devedor e pago o meu débito com 
o meu credor. 
 
 
Requisitos da Validade 
 Subjetivos: partes capazes para, respectivamente, alienar e adquirir. Qualquer pessoa 
que estiver na livre administração dos seus bens (cedente e cessionário). 
 Objetivos: O objeto da cessão (crédito) deve ser material e juridicamente possível. 
Qualquer crédito lícito. 
 Formais: A cessão, em princípio, tem forma livre. (arts 288 e 289) 
 Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se 
mediante instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1o do 
art. 654. 
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro 
do imóvel. 
 
O devedor não é parte do negócio entre cedente e cessionário, e deve ser notificado para efetuar o 
pagamento. Ou seja, se faz necessária a escritura pública para ser eficaz (ou particular com 
procuração). O devedor precisará