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RESUMÃO COMPLETO DE TODA A MATÉRIA DE DIREITO CIVIL II (FEITO POR UM AMIGO)

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contra a imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido 
violência ou dolo. 
Lei: (arts. 354e 355) 
ordem: 
1° - capital + juros => juros 
2° - liquidas e vencidas => mais antiga 
3° - vencidas na mesma época => mais onerosa 
Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo 
estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital. 
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa quanto à imputação, esta se fará nas 
dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação 
far-se-á na mais onerosa. 
 
 d) Dação em pagamento 
Ocorre quando o credor consente em receber coisa que não dinheiro, em substituição à coisa devida. 
(faz uma transação). É diferente da obrigação facultativa onde quem escolhe é o devedor. 
Outras denominações: datio pro soluto ou datio in soluto. 
Será sempre avençada: após a constituição da obrigação. Antes ou depois do vencimento. 
Espécies: 
- datio rei pro pecúnia (doação de coisa por dinheiro) 
- datio rei pro re (doação de coisa por coisa) 
Obs: Não existe doação de dinheiro por coisa (datio pecuia pro re). Há indenização pela perda da 
coisa. 
Requisitos: dívida, consentimento do credor, entrega de coisa diversa, intenção de extinguir a 
obrigação. 
A coisa entregue deverá ter o mesmo valor da res debita? 
Não. Se mais cara. cabe restituição da diferença. Se mais barata, há a quitação. 
Obs. Coisa = móvel, imóvel, corpórea, incorpórea, bem jurídico (usufruto), existência atual. Se for 
existência futura é novação. 
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. 
Dação em pagamento e compra e venda. Se for taxada o preço da coisa em pagamento equiparar-
se-á a compra e venda, e seguirá as normas do contrato de compra e venda. Mas a dação não será 
uma compra e venda, por 3 diferenças: na dação cabe a repetição do indébito quando ausente a causa 
debendi, c.v. não cabe; a dação visa a solução da dívida (soluto); e a dação exige como pressuposto a 
entrega.(art. 357) 
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas 
do contrato de compra e venda. 
A dação não pode ser feita pela via de endosso, mas pela cessão de crédito.(art. 358) 
Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão. 
Evicção da coisa recebida em pagamento. (art. 359) 
Evicção: é a perda total ou parcial de uma coisa, em virtude de uma sentença que a atribui a terceiro 
que não o alienante ou adquirente. 
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem 
efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros. 
Obs: 
Extinção das obrigações COM PAGAMENTO: Consignação, sub-rogação, imputação e dação. 
Extinção das obrigações SEM PAGAMENTO: Novação, Compensação, Transação, Confusão, 
Compromisso e Remissão. 
 
 
 
 
EXTINÇÀO DAS OBRIGACÕES SEM PAGAMENTO: 
 
1. Novação (arts. 360 – 367) 
Ocorre quando as partes criam obrigação nova para extinguir uma antiga. É a constituição de 
obrigação nova, em substituição a outra que fica extinta. 
Espécies (art.360): 
Com a novação a nova relação apresenta um elemento novo. 
a) novação objetiva ou real : Quando o elemento se refere ao objeto. O devedor contrai com o credor 
nova dívida para extinguir a primeira. Ex. concordata civil. 
b) novação subjetiva: quando o elemento diz respeito aos sujeitos da relação jurídica. 
- ativa: substituição da pessoa do credor. Novo credor sucede ao antigo e extingue o vínculo do 
primeiro. 
Obs: esse tipo de novação é pouco utilizada, a cessão de crédito é mais comum na prática. 
- passiva: modificação na pessoa do devedor. Novo devedor sucede ao antigo e este fica quite com 
o credor. 
Art. 360. Dá-se a novação: 
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; 
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; 
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este. 
Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco, a segunda obrigação confirma 
simplesmente a primeira. 
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. 
Requisitos: 
- consentimento de ambos; 
- concomitância (velha e nova) e validade da nova obrigação; 
- existência de uma obrigação anterior (art. 367) 
Art. 367. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas. 
- criação de uma obrigação nova (art. 182) 
- elemento novo 
- animus novandi 
- capacidade e legitimação das partes 
 
Delegação: há o consentimento do devedor originário. Este indica um novo sujeito passivo. 
- com liberação do devedor (verdadeira novação = perfeita). 
- sem liberação do devedor (imperfeita = responsabilidade cumulativa: devedor + terceiro) 
 
Expromissão: um terceiro assume a dívida do devedor originário e o credor concorda. 
- com liberação do devedor (verdadeira novação = perfeita). 
- sem liberação do devedor (imperfeita = responsabilidade cumulativa: devedor + terceiro) 
 
Efeitos: 
 
- extingue automaticamente a obrigação antiga e libera o devedor daquele vínculo. Há novo objeto, 
novo credor, novo devedor. 
 
- põe fim aos acessórios e garantias da dívida; exceção à regra: o acessório segue a sorte do 
principal.(art. 364 e 366) 
Obs: o fiador da obrigação anterior se libera com a novação. Extinto o vinculo primitivo e 
desaparecidas as garantias que o asseguravam, estas só renascem por vontade de quem as prestou. 
Art. 364. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver estipulação em contrário. 
Não aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia 
pertencerem a terceiro que não foi parte na novação. 
Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu consenso com o devedor principal. 
- nas obrigações solidárias, se a novação se opera entre o credor e um dos devedores solidários, os 
outros ficam exonerados (art. 365) 
Art. 365. Operada a novação entre o credor e um dos devedores solidários, somente sobre os bens do que contrair a 
nova obrigação subsistem as preferências e garantias do crédito novado. Os outros devedores solidários ficam por esse 
fato exonerados. 
- insolvência do 2° devedor = não cabe ação regressiva contra o 1°, (art. 363). Exceção: substituição 
de má fé. 
Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro, salvo 
se este obteve por má-fé a substituição. 
 
2. Compensação (arts. 368-380) 
Quando se extinguir a obrigação pelo fato de duas ou mais pessoas serem reciprocamente credoras. 
(art.368) 
Ex. A deve 100 a B e B deve 100 a A. Nada devem. A compensação é oposta como exceção (defesa) 
processual. 
Compensação legal – ocorre automaticamente por forca da lei, independentemente da manifestação 
de vontade dos interessados. (art. 368) 
Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, 
até onde se compensarem. 
Compensação convencional – quando decorre da manifestação da vontade das partes, declarando o 
desejo de verem extintas suas obrigações recíprocas. É a compensação via transação. 
Segundo o nosso sistema de compensação processa-se automaticamente, e ocorrerá no instante 
preciso em que se constituírem créditos recíprocos entre duas pessoas. 
Efeitos: 
- é irrelevante