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RESUMÃO COMPLETO DE TODA A MATÉRIA DE DIREITO CIVIL II (FEITO POR UM AMIGO)

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o problema da capacidade das partes. 
- a compensação retroage à data em que a situação de fato se configurou, repercutindo nos acessórios. 
De modo que os juros e garantias do crédito cessem a partir do momento da coexistência das dívidas. 
Requisitos: 
- reciprocidade das obrigações. Se houver diferença de qualidade não cabe compensação Ex.: leite tipo 
A(100l) com leite tipo B (50l) ; 
- liquidez das dívidas, certeza e exigibilidade (vencidas) atual das prestações (art. 369) 
Dívida líquida é a obrigação certa quanto à sua existência e determinada quanto ao seu montante. 
Não há necessidade de cálculo, basta uma leitura dos autos. 
O crédito ilíquido necessita de apuração do valor, é incerto, subordinado à condição, inexigível (não 
vencido). 
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. 
.- fungibilidade das prestações; fungíveis entre si, isto é, homogêneas, a permitir a permuta. (art. 370 
e 586). 
Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis, objeto das duas prestações, não se compensarão, 
verificando-se que diferem na qualidade, quando especificada no contrato. 
- personalidade (art. 371 e 376) 
Art. 371. O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever; mas o fiador pode compensar sua 
dívida com a de seu credor ao afiançado. 
Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever. 
 
Prazos de favor não impedem a compensação. (art. 372) 
Art. 372. Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, não obstam a compensação. 
Dívidas fiscais = compensação civil (art. 374 revogado) 
Art. 374. A matéria da compensação, no que concerne às dívidas fiscais e parafiscais, é regida pelo disposto neste 
capítulo. (Vide Medida Provisória nº 75, de 24.10.2002) (Revogado pela Lei nº 10.677, de 22.5.2003) 
Não cabe a compensação: 
- esbulho – furto – roubo / comodato – depósito – alimentos. Exceção: causa idêntica. Coisas 
impenhoráveis (CPC art. 649). Ex. salário de empregado. (art. 373) 
Esbulho: invasão à posse. Ex. invadir imóvel de quem está devendo. Não cabe compensação porque 
é ilícito, como também furto e roubo. 
Alimentos. Ex. o filho compensar dívida com o pai, com os alimentos que recebe dele. 
Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto: 
I - se provier de esbulho, furto ou roubo; 
II - se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos; 
III - se uma for de coisa não suscetível de penhora. 
- renúncia à compensação (art. 375) Renúncia unilateral: há que ser prévia. 
Renúncia por convenção entre as partes. 
 Não há compensação se há renúncia em contrato. Entretanto se ambos desejarem em juízo, a 
compensação pode ser feita. 
Não cabe compensação quando for de coisa insuscetível de penhora. Ex. conta-salário, quando o 
cliente recebe o salário e deve a banco, este não pode retirar da conta-salário, mas a taxa de 
manutenção da conta pode. 
Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia 
de uma delas. 
- obrigações por ato ilícito; 
- prejuízo para terceiro. Do ajuste de não compensar pode advir prejuízo para terceiros. De modo que, 
ocorrendo a compensação automática, se extingue a dívida e seus acessórios, fiança, hipoteca. Neste 
caso então a renúncia à compensação é vedada, visto que o terceiro fiador ou que prestou a hipoteca 
não podem ser prejudicados por força de uma convenção que não participaram. Mesma idéia de fraude, 
o terceiro deve provar o seu direito. (art. 380). 
Art. 380. Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu 
credor, depois de penhorado o crédito deste, não pode opor ao exeqüente a compensação, de que contra o próprio credor 
disporia. 
 
Compensação e Cessão de Crédito (art. 377) 
Ex. B deve comunicar a A que ele deve pagar a C. Se A tinha crédito a compensar com B, A não pode 
compensar com B se concordou com a cessão de crédito a C. (deve haver a notificação da cessão). Se 
A não foi notificada pode alegar a exceção pessoal a B e fazer a compensação. 
A B (credor) 
 
 cede 
 100 
 C 
Obs. Se há várias dívidas, se faz a imputação para depois compensar. 
Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor 
ao cessionário a compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido 
notificada, poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. 
Pagamento em lugar diverso = dedução de despesas + compensação (art. 378) 
Art. 378. Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar, não se podem compensar sem dedução das 
despesas necessárias à operação. 
 Várias Dívidas = imputação em pagamento (art. 379) 
Art. 379. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias dívidas compensáveis, serão observadas, no compensá-las, as 
regras estabelecidas quanto à imputação do pagamento. 
Obs. Todos os problemas que o juiz não pode solucionar em virtude de lei, pode ser resolvido por 
transação (acordo). 
 
3. Confusão (arts. 381-384) 
É a reunião em uma única pessoa e na mesma relação jurídica, da qualidade de credor e devedor. 
Ex1. o pai deve 10.000 ao filho, o pai morre e o filho é o único herdeiro. 
Ex2. o homem deve a mulher R$ 1.000,00, mas se casam em regime de comunhão de bens. Entretanto 
se houver divórcio ela pode cobrar dele. 
Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. 
A confusão pode ser total ou parcial. (art. 382) 
Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela. 
A confusão extinguindo a dívida, liquida os acessórios, liberando os fiadores. (art. 383) 
Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da 
respectiva parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade. 
Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior. 
 
4. Remissão de Dívidas (arts. 385-388) 
É a liberalidade do credor, consistente em dispensar o devedor de pagar a dívida. É a liberação graciosa 
do devedor pelo credor, que voluntariamente abre mão de seus direitos de crédito, perdoando-os, com 
o objetivo de extinguir a relação obrigacional, mediante o consenso inequívoco, expresso ou tácito, do 
devedor, mas sem que haja qualquer dano a direitos de terceiro. Logo, o credor que deu em penhor 
seu crédito não poderá perdoá-lo se prejudicar o credor pignoratício. 
Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro. 
Obs. Remição = pagamento. 
Débito quirografário = sem garantia. 
A devolução da garantia (penhor, hipoteca) não significa perdão da dívida. (art. 387) 
Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garantia real, não a extinção da 
dívida. 
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova desoneração do devedor 
e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir. 
Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a ele correspondente; de modo que, 
ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida. 
 
DA MORA E DO INADIMPLEMENTO 
 
Critério de distinção = utilidade para o credor. Se for útil é mora. Se não for útil é inadimplemento. Ex. 
bolo da festa para entregar às 3:00h é entregue às 5:00h => mora. Se for entregue no outro dia depois 
da festa,